terça-feira, 27 de novembro de 2012

Patologias Comuns em Pediatria Monilíase Infantil e Assistência de Enfermagem


Por: Luciana Silva
Texto do Trabalho de Pediatria para o curso de Enfermagem.

Monilíase Infantil
Resumo


        Destaca-se aqui a importância da prevenção e da correta profilaxia da monilíase em unidade de internação pediátrica, uma vez que está presente muitas vezes juntamente a um quadro de infecção respiratória e gástrica servindo de porta para mais infecção e complicações no quadro de saúde da criança. Assim sendo, os profissionais de enfermagem que estão observando a criança durante a anamnese com as mães diariamente têm um importante papel na educação em saúde para que essas mães contribuam com a quebra da cadeia de transmissibilidade desta patologia que, embora comum, pode agravar em muito o quadro de saúde da criança, uma vez que compromete sua aceitação alimentar e, em mães que amamentam ao seio, é uma porta de infecção  e reinfecção tanto para a criança, quanto para a mãe.
Introdução
        Dentre as doenças transmissíveis em Pediatria, a Monilíase é uma patologia muito frequente, principalmente nos lactentes, por serem mais imunodeprimidos (principalmente quando estão hospitalizados) e por déficits de higiene por parte de seus cuidadores (falta de lavagem das mãos antes e após cuidar da criança, não higienização dos mamilos antes de oferecer o seio à criança, falta de higienização oral na criança, além da transmissão vertical) são alguns dos fatores mais predisponentes à ocorrência dessa afecção, que embora muito frequente, não deve ser menosprezada pela equipe de saúde pois pode, quando não prevenida e/ou tratada, acarretar na não aceitação da dieta alimentar pela criança, devido ao grande desconforto causado pela afecção oral, o que empobrecerá sua reserva nutricional e mesmo quando a infecção for na região perineal causa grande desconforto que tornará também a criança irritada e chorosa, além de ser porta de infecção, que, principalmente em crianças que já estão hospitalizadas, é um risco maior ainda para a piora da saúde da criança. Assim sendo, com o olhar holístico sobre a criança que apresenta esta afecção, deve-se considerar "quais fatores bio-psico-sociais predisponentes estão presentes?" _ patologias associadas, conhecimento da mãe-acompanhante sobre a patologia, medidas de higiene realizadas, terapêutica administrada _ olhando a interação criança(paciente) e mãe(responsável acompanhante) versus equipe de saúde multidisciplinar.
O que é Monilíase Infantil _ Descrição:
        A Monilíase Infantil, também conhecida por Candidíase, e quando na boca pelo nome popular de "sapinho" é um tipo de micose (doença causada por um fungo) que atinge a superfície cutânea e/ou membranas mucosas, que pode resultar em vários tipos de micose: Monilíase Oral (muito comum em lactentes, prejudicando sua alimentação em uma das fases de desenvolvimento mais importante), Monilíase ou Candidíase Vaginal, Monilíase cutânea, Intertrigo, Paroníquia, Impetigo, entre outras. A Monilíase Oral é o tipo de monilíase mais comum em lactentes, conhecida popularmente como "sapinho" é a monilíase que acomete a cavidade oral, há ainda a monilíase perineal e vulvovaginal em meninas.

Fisiopatologia

        Alteração na resistência do cliente à infecção, imunodepressão e uso de antibióticos propiciam a proliferação súbita de cândida ou monília.

Agente Etiológico

        Fungos da espécie Candida albicans. Este fungo vive normalmente no intestino e nos órgãos genitais femininos, porém em uma quantidade que não causa doença. Em certas situações, porém, eles começam a se proliferar e provocam a monilíase oral (na cavidade oral), perineal e/ou vulvovaginal com corrimento e sintomas de vulvovaginite.O fungo Candida albicans, antes denominado Monilia. Geralmente, a Candida infecta a pele e as membranas mucosas (p.ex., revestimento da boca e da vagina). Raramente, ela invade tecidos profundos ou o sangue, causando uma candidíase sistêmica potencialmente letal. Essa infecção mais grave é comum entre os indivíduos com depressão do sistema imune (p.ex., indivíduos com AIDS e aqueles submetidos à quimioterapia). A Candida é um habitante normal do trato digestivo e da vagina e, normalmente, não causa qualquer dano.
        Quando as condições ambientais são particularmente favoráveis (p.ex., tempo úmido e quente) ou quando as defesas imunes do indivíduo encontram-se comprometidas, o fungo pode infectar a pele. Como os dermatófitos, a Candida cresce bem em condições quentes e úmidas. Às vezes, os indivíduos que fazem uso de antibióticos apresentam infecções por Candida, pois os antibióticos matam as bactérias que normalmente habitam nos tecidos, permitindo que a Candida cresça sem qualquer resistência. O uso de corticosteróides ou um tratamento com imunossupressores após um transplante de órgão também pode deprimir as defesas do organismo contra as infecções fúngicas. As mulheres grávidas, os indivíduos obesos e os diabéticos também apresentam uma maior probabilidade de serem infectados pela Candida.
Tipos de Monilíase mais comuns em pediatria
·         Monilíase Oral ("sapinho";

·         Monilíase vulvo-vaginal ou perineal ("dermatite das fraldas");

·         Monilíase cutânea (Intetrigo);

·         Monilíase Disseminada;
        A forma mais comum de Monilíase que encontramos em pediatria é a oral ou pseudomembranosa, caracterizada por placas brancas removíveis na mucosa oral. Outra apresentação clínica é a forma atrófica, que se apresenta como placas vermelhas, lisas, sobre o palato duro ou mole. Também a monilíase vulvo-vaginal caracteriza-se pela presença de leucorréia e placas cremosas esbranquiçadas, na vulva e mucosa vaginal. O intertrigo atinge mais freqüentemente as dobras cutâneas, nuca, virilhas, regiões axilares, inframamária e interdigitais. A irritação e maceração da pele, provocada pela urina e pelas fezes na área das fraldas, favorecem o desenvolvimento da levedura que provoca eritema intenso nas áreas de dobras cutâneas, com lesões eritemato-vésicopustulosas na periferia (lesões satélites).
        A Monilíase disseminada ocorre em recém-nascidos de baixo peso e hospedeiros imunocomprometidos, podendo atingir qualquer órgão e evoluir para óbito por complicações que levam à falência dos rins, cérebro, trato GI, olhos, pulmões e coração. A disseminação hematogênica pode ocorrer em pacientes neutropênicos, conseqüente ao uso de sondas gástricas ou catéteres intravasculares, atingindo diversos órgãos ou prótese valvular cardíaca.
Sinais e Sintomas da Monilíase Infantil
       A moníase Infantil mais comum é a do tipo oral, é uma infecção por Candida localizada no interior da boca, seus sinais e sintomas são a língua e a cavidade oral esbranquiçadas e com manchas brancas arredondadas na língua, bochecha e palato, são placas brancas com aspecto de nata de leite ou coágulos de leite que, quando removidos, revelam uma base eritematosa (avermelhada), causa grande desconforto que dificulta a alimentação da criança no peito ou não, causa perda de apetite e recusa até de água; outros efeitos são vômitos, irritabilidade e insônia.

        Os sintomas variam de acordo com a localização da infecção. As infecções nas pregas cutâneas (infecções intertriginosas) ou no umbigo causam freqüentemente uma erupção vermelha, muitas vezes com placas delimitadas que exsudam pequenas quantidades de um líquido esbranquiçado. Pode ocorrer a formação de pequenas pústulas, especialmente nas bordas da erupção, e a erupção pode ser pruriginosa ou produzir uma sensação de queimação. Uma erupção por Candida em torno do ânus pode ser pruriginosa, deixar a pele em carne viva e apresentar uma coloração esbranquiçada ou vermelha. As infecções vaginais por Candida (vulvovaginite) são comuns, especialmente em mulheres grávidas, em diabéticas ou naquelas que estão fazendo uso de antibióticos. Os sintomas dessas infecções incluem uma secreção vaginal branca ou amarela, uma sensação de queimação, prurido e hiperemia ao longo das paredes e na área externa da vagina, tanto em mulheres quanto em meninas.

        Ainda entre os achados físicos, há dor no flanco, disúria, hematúria, urina turva com cilindros. Cefaléia, rigidez da nuca, convulsões, déficits neurológicos focais.

Sinonímia da Monilíase Candidíase, sapinho.

 
Etiologia da Monilíase
Candida albicans, Candida tropicalis e outras espécies de Candida. A Candida albicans causa a maioria das infecções.

Reservatório da Monilíase

O homem. A monilíase ,como também pode ser conhecida, ocorre em todo o mundo. O fungo C. albicans pertence a flora humana normal da cavidade oral; do trato gastrintestinal e da vagina.Também pode ser isolada do solo; do ambiente hospitalar, dos alimentos e de outros substratos.
Modo de Transmissão da Monilíase
Atrito, calor e umidade facilitam o desenvolvimento do fungo já existente nas mucosas ou pele. O contato com secreções originadas da boca, pele, vagina e dejetos de portadores ou doentes. A transmissão vertical dá-se da mãe para o recém-nascido, durante o parto. Pode ocorrer disseminação endógena.
Período de Incubação
Desconhecido.
Período de Transmissibilidade
Enquanto houver lesões.
Complicações da Monilíase
Esofagite, endocardite, ou infecção sistêmica, mais comum em imunodeprimidos, diabéticos ou portadores de doenças que ocasionam anemias graves com queda da resistência, disseminação com falência renal, cerebral, trato GI, olhos, pulmões e coração em prematuros e neonatos ou lactentes imunodeprimidos.
  Diagnóstico da Monilíase
Monilíase Oral
        Além do aspecto clínico, visualização de leveduras e pseudo-hifas em exame microscópico de esfregaço da lesão, preparado com hidróxido de potássio a 10%. As culturas permitem a identificação da espécie.

Tratamento da Monilíase
Monilíase Infantil  Tratamento

        Qualquer medicamento deve ser prescrito pelo médico pediatra que avaliará o caso específico da criança. Os medicamentos mais comumente usados são a Nistatina, o Fluconazol e o Cetoconazol nas dosagens que apenas o médico prescreve.

Cuidados ou Tratamento Geral

Tratar infecção predisponente;
        Medicar com antifúngicos, segundo prescrição médica, tais como: Anfotericina B, anestésicos tópicos
Orienta-se a desinfecção concorrente das secreções e artigos contaminados.
        Sempre que possível, deverá ser evitada antibioticoterapia prolongada de amplo espectro.
 
Cuidados de Enfermagem
        A enfermagem atua para que o tratamento traga o desfecho esperado para o cliente pediátrico:
·         O paciente deverá manifestar maior conforto, aceitando melhor a alimentação e demonstrando menos irritabilidade;       ·         Evitar complicações ou tê-las minimamente, uma vez que crianças pequenas são mais imunodeprimidas;
·         Manter a integridade cutânea;
      ·         Orientar a mãe para que esta compreenda a patologia e seu tratamento;
·         Aborde junto a mãe o distúrbio, o diagnóstico e o tratamento, boas práticas de higiene oral e corporal;
·         Para a mulher no terceiro trimestre de gestação, a necessidade de exame para determinar vaginite a fim de proteger o neonato da monilíase oral ao nascimento;
      ·         Administrar os fármacos prescritos;
·         Monitorar os SSVV do paciente;
      ·         Balanço hídrico em casos de suspeita de comprometimento renal;
·         Monitorar os marcadores sanguíneos da função renal e hepática, principalmente am RN's de baixo peso ao nascer e/ou com infecção que os torna predisponentes à complicações por monilíase (uréia, cretinina sérica, proteínas na urina e potássio).

         Cuidados específicos devem ser tomados com uso de cateter venoso, como troca de curativos a cada 48 horas e uso de solução à base de iodo e povidine;
O tratamento deve ser bem rápido, pois a alimentação insuficiente em casos de monilíase oral e mesmo de outros tipos (pois torna a criança irritada e inapetente) compromete as necessidades de hidratação e de nutrientes;
        Casos mais severos de acometimento podem requerer antifúngicos líquidos, que devem ser passados delicadamente com algodão na região afetada ou esguinchados com conta gotas na cavidade oral daqueles acometidos;
Se as mães estiverem com os mamilos dos seios contaminados pelo fungo (normalmente com fissuras) elas devem usar antifúngicos tópicos, porém, antes de aplicar a medicação, a mulher deverá ordenhar seu leite e administrá-lo à criança através de copinho ou colher;
Limpar as lesões com uma gase embebida em solução de bicarbonato de sódio 2% ou solução líquida de nistatina nos casos mais graves, sempre após as alimentações;
        Após realizar os cuidados, registre-os cuidadosamente no impresso correspondente para anotação de enfermagem.

Conclusão
        O conhecimento sobre a fisiopatologia da monilíase em pediatria é fundamental para a profilaxia e correta terapia desta afecção fungica que, segundo estudos é muito prevalente em crianças, já que este é um grupo imunodeprimido, principalmente os RN's e os prematuros, pois a monilíase é, basicamente, uma afecção oportunista que só acomete pessoas com a imunidade prejudicada, seja pela imaturidade seja por outra patologia que requeira antibióticoterapia de amplo espectro, e, por tanto, cabe aos profissionais de Enfermagem orientarem as mães sobre como prevenirem e/ou tratarem corretamente, fornecendo-lhes as devidas informações sobre o distúrbio, o diagnóstico e o tratamento, ressaltando que, uma afecção que é vista popularmente como "comum", pode, em certos casos, disseminar-se de forma grave e sistêmica, atingindo órgãos importantes como os rins e pulmões, complicando muito o quadro de saúde desta criança.


 

O Paciente Oncológico

         
         
        O tema Paciente Oncológico é muito abrangente e exige um olhar holístico, onde se considere os aspectos bio-psico-sociais deste cliente, e, não apenas, o falar em sua doença ou o tipo de câncer que apresenta, portanto, nesta pesquisa pretende-se conhecer num primeiro momento “quem é o paciente oncológico” _ sabendo que pode ser desde uma criança, um adolescente, mulher (inclusive gestante), homem, idoso e, considerando que cada um tem suas particularidades, estas vão implicar a todo o momento sobre como será vivido esta situação (de ser paciente oncológico tanto para o paciente quanto para sua família) desde o momento da descoberta da doença que ocorre muitas vezes até a partir da realização de exames preventivos, ou de idas ao hospital para consultas devido a queixas específicas, até o tratamento (porém, neste trabalho enfatizaremos o paciente, seus direitos, aspectos psicológicos do paciente e do “sobrevivente” do câncer,  e como é a doença de acordo com o tipo de câncer que seja (veremos aqui quatro tipos: CA  de mama, de útero, de estômago e Leucemias), e principalmente a assistência de enfermagem na prevenção (auxilio nos exames diagnósticos desta), não aprofundando sobre tratamentos quimio e radioterápicos) que serão tema de outra pesquisa.

 

 1 – Paciente Oncológico

·         O Paciente Oncológico

        É todo aquele diagnosticado com algum tipo de câncer (tumor maligno ou displasia maligna celular), podendo ser qualquer um: criança, homem, mulher, idoso, enfim, essa pessoa diagnosticada assim, com certeza sofrerá um grande impacto (principalmente se for a partir de adolescente), pois, crianças, principalmente as menores têm um entendimento bem mais “inocente”, muitas vezes nem sabem o que está acontecendo com elas, e, nesses casos, quem sofre mesmo o impacto são principalmente os pais e familiares que digamos “adoecem junto com elas”, e, além disso, dependendo da localidade em que moram muitas famílias precisam separar-se do doente durante o tratamento, como por exemplo, mães de crianças que saem de sua cidade natal com seu filho doente para vir tratar dele em Hospitais de referência aqui na capital (SP). Toda essa mudança já é suficiente para trazer grande temor e ansiedade pelo desconhecido, e pelo medo que esta doença ainda traz às pessoas apesar de todo avanço da medicina, uma vez que se sabe que seus sintomas e seu tratamento são ambos agressivos causando sofrimento tanto para o paciente quanto para sua família.

·         Direitos do Paciente Oncológico

O Paciente Oncológico possui vários direitos legais específicos devido ao fato de ter sofrer desta doença, os principais são:

Ø  O Trabalhador com câncer (neoplasia maligna) tem direito a sacar o PIS;

Ø  O Trabalhador que possuir dependente portador de câncer também pode sacar seu PIS;

Ø  O Trabalhador com câncer pode sacar seu FGTS;

Ø  O Trabalhador que possuir dependente seu com câncer pode sacar seu FGTS;

Ø  Receber o Amparo assistencial ao idoso e ao deficiente segundo a LOAS (Lei Orgânica de Assistência Social): De acordo com a lei, é o benefício que garante um salário mínimo mensal. O paciente de câncer tem direito ao benefício desde que se enquadre nos critérios de idade (65 anos ou mais), de renda ou na condição de deficiência descritos acima. Nos casos em que o paciente sofra de doença em estágio avançado, ou sofra consequências de sequelas irreversíveis do tratamento oncológico, pode-se também recorrer ao benefício, desde que haja uma implicação do seu estado de saúde na incapacidade para o trabalho e nos atos da vida independente.

Ø  Aposentadoria;

·         Particularidades dos Pacientes Oncológicos

        O Paciente Pediátrico: criança não é um adulto em miniatura. Tem características próprias, que as distingue das pessoas mais velhas. Consequentemente, câncer em criança é uma doença também com características próprias. Comparados com os do adulto, os tumores na infância são muito mais agressivos e evoluem muito mais rapidamente, porque atingem um ser em formação e, embora os tumores sejam mais agressivos nas crianças, a resposta ao tratamento costuma ser mais rápida do que a dos adultos, mas os tratamentos das crianças também são mais agressivos. Mas a criança, principalmente menor de 10 anos não tem a mesma noção de doença que o adulto e, porisso, pode ver o câncer como outra doença qualquer e, nos casos mais avançados é mais sedada para sentir menos dor e desconforto possíveis.

        O Paciente Adulto: De forma geral é muito mais afetado e sente muito mais o impacto desse diagnóstico em sua vida, porém, dependendo também da fé em Deus por parte desse paciente, percebemos que ele poderá encarar com muito mais esperança e força essa fase e até mesmo vir a superá-la.

        A Paciente Gestante: A gestante oncológica acaba por receber indicação de fazer aborto terapêutico devido à doença e a agressão do tratamento que, no primeiro trimestre leva o feto a ter má formação, porém há mulheres que, recebendo o diagnóstico acabam por optar em ter o bebê adiando ao máximo o tratamento, pois, justamente o fato de estarem grávidas da a elas força e estímulo para lutarem.

 

·         Enfermagem frente ao Paciente oncológico

        Para atuar em oncologia, o profissional de enfermagem precisa estar capacitado não apenas técnica e cientificamente para poder realizar todos os procedimentos necessários com segurança, quanto também dispor de todo um aporte ou condição psicológica para lidar com esses pacientes, uma vez que, muitas vezes não ocorre a cura e a evolução não é boa, o profissional aprende a manejar a dor, e tem que estar preparado para não adoecer junto com o paciente e sua família.    Hoje já existem cursos pós-técnicos em Oncologia que formam o profissional para atuar nesta área contemplando matérias específicas e estágios específicos na área para lidar desde com exames diagnósticos e de controle da doença, até como administrar quimioterapia e radioterapia e como lidar com o paciente oncológico nas diversas idades (infantil, adulto, idoso) e nos diversos tipos de CA.

2 - Cancer

O que é Câncer

        Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

        Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.

        Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.

         Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).


O que causa o câncer? (Fatores de Risco)

         As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.


        De todos os casos, 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais. Alguns deles são bem conhecidos: o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia. Outros estão em estudo, como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos.

        O envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam a sua suscetibilidade à transformação maligna. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais freqüente nesses indivíduos.Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (DNA) das células.

        O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes causadores de câncer. Por exemplo, o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão é diretamente proporcional ao número de cigarros fumados por dia e ao número de anos que ela vem fumando.

Fatores de risco de natureza ambiental
        Os fatores de risco de câncer podem ser encontrados no meio ambiente ou podem ser herdados. A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida). As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os 'hábitos' e o 'estilo de vida' adotados pelas pessoas, podem determinar diferentes tipos de câncer. Portanto, os principais fatores de risco para o câncer são:


Hereditariedade
       
São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel na oncogênese. Um exemplo são os indivíduos portadores de retinoblastoma que, em 10% dos casos, apresentam história familiar deste tumor. Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino parecem ter um forte componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de exposição dos membros da família a uma causa comum.

Fisiopatologia do Câncer
        As células que constituem os animais (eucariontes) são formadas por três partes: a membrana celular, que é a parte mais externa; o citoplasma (o corpo da célula); e o núcleo, que contêm os cromossomos, que, por sua vez, são compostos de genes. Os genes são arquivos que guardam e fornecem instruções para a organização das estruturas, formas e atividades das células no organismo. Toda a informação genética encontra-se inscrita nos genes, numa "memória química" - o ácido desoxirribonucleico (DNA). É através do DNA que os cromossomas passam as informações para o funcionamento da célula. Uma célula normal pode sofrer alterações no DNA dos genes. É o que chamamos mutação genética. As células cujo material genético foi alterado passam a receber instruções erradas para as suas atividades. As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados protooncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os protooncogenes transformam-se em oncogenes, responsáveis pela malignização (cancerização) das células normais. Essas células diferentes são denominadas cancerosas.

Bibliografia:

Manuais do INCA de Assistência de Enfermagem em Oncologia vols 1  e 2;
Cartilha do INCA: "Direitos do Paciente com Câncer";

 
 
Você sabe o que é hidrofobia, (distúrbio psicológico)?
 
 
Esta é uma apresentação simplificada sobre uma das patologias que estudamos em Saúde Mental. Trata-se de uma patologia denominada hidrofobia.
 
 


        Na psiquiátria o tema "fobia" significa medo patológico, e não apenas o medo natural que apresentamos quando sentimos que precisamos nos defender de algum perigo real. A fobia possui vários subtipos e, dentro da psiquiatria está inserida em um grupo de transtornos denominado “Grupo de Transtornos fóbico ansiosos” nos quais uma ansiedade é desencadeada exclusiva ou essencialmente por situações nitidamente determinadas que não apresentam atualmente nenhum perigo.

       A fobia aqui abordada é a hidrofobia, uma fobia do tipo específica ambiental, onde a pessoa sofre um medo patológico de entrar em contato com a água: mergulhar, lavar-se no chuveiro, lavar o rosto ou até o extremo de não conseguir ao menos visualizar fotos de águas ou observar uma piscina. Sua causa, muitas vezes está relacionada a um trauma que envolva água. O nome hidrofobia, que significa “aversão à água” é muitas vezes confundido erroneamente com outra doença viral transmitida pela mordida de cães infectados, conhecida popularmente por “Raiva” porque nesta, a pessoa acometida não consegue beber água, mas, nesse caso, a hidrofobia é apenas um sintoma da doença, e, no estudo que estamos abordando, a hidrofobia é o nome de um tipo de fobia, de um transtorno mental que nada tem a ver com doenças infecto-contagiosas.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 



FISIOPATOLOGIA DA HIDROFOBIA
        A pessoa passa por alguma experiência(na qual a água está presente),tais como cair numa piscina, escorregar na banheira, engasgar com líquidos, presenciar um afogamento, e isto fica registrado em sua memória como algo negativo.
        Dependendo de como essa pessoa experimentou a situação ela fará(mesmo sem perceber) uma avaliação identificando então a água como uma ameaça, um mal ou um risco de perda, gerando em seu psicológico o medo de entrar em contato com a água ou dependendo de como a pessoa avaliou a situação esta pode se agravar para uma fobia(medo descontrolado patológico).
        O medo é uma reação em cadeia no cérebro que tem início com um estímulo de estresse e termina com a liberação de compostos químicos que causam aumento da frequência cardíaca, taquinéia, e energização dos músculos. O estímulo pode ser uma aranha, uma apresentação em público ou até mesmo a batida da porta.Apartir de então para essa pessoa a água e estressor e, quando presente a pessoa experimenta um estresse(chamado estresse negativo) pois provoca uma cascata de reações fisiológicas, bioquímicas e neuropsicológicas que por serem desnecessárias tornam-se desgastantes para o organismo da pessoa e afeta sua qualidade de vida.
        Quando a pessoa vê a água, mesmo em fotos (dependendo do caso ou mesmo quando relembra)ela experimenta a chamada reação de fuga ou luta que é a mesma que ocorre quando sentimos que estamos em perigo ou quando sofremos uma lesão ou trauma doloroso.
        Para produzir a reação de luta e fuga, o hipotálamo ativa dois sistemas: o sistema nervoso simpático eo sistema adrenocortical.O primeiro usa veias nervosas para iniciar reações no corpo, ao passo que o segundo usa a corrente sanguínea.Os efeitos combinados dos dois sistemas são as reações de luta e fuga.
        Quando o hipotálamo informa ao sistema nervoso simpático que e´hora de entrar em ação, o efeito geral é o aceleramento do corpo que fica tenso e mais alerta.O sistema nervoso simpático envia impulsos para as glândulas e músculos lisos e diz a medula adrenal para liberal adrenalina e noradrelina na corrente sanguínea.
        Esses “hormônios do estresse” efetuam um aumento da frequência cardíaca e na pressão sanguínea. Ao mesmo tempo o hipotálamo livra o fator de liberação de corticotropina(CRF), na glândula pituitária ativando o sistema adrenocortial.A glândula pituitária( uma das principais glândulas endócrinas) secreta o hormônio ACTH(hormônio adrenocorticotrópico), que se move pela corrente sanguínea e finalmente chega ao córtyex adrenal no qual ativa a liberção de aproximadamente trinta hormônios diferentes para preparar o corpo para lidar com uma ameaça.
A vazão repentina da adrenalina , noradrenalina e vários outros hormônios causa mudanças no corpo:
·         Aumento da pressão e frequência cardíaca;
·         Pupilas dilatam para receber a maior quantidade de luz;
·         As artérias da pele se contraem para enviar uma quantidade de sangue mais significativa aos grupos musculares maiores(reação responsável pelos calafrios);
·         Hipoglicemia;
·         Músculos se enrijecem energizados por adrenalina e glicose.
        Todas essas reações físicas tem a intenção de ajudar a pessoa a sobreviver a uma situação de perigo. O medo (e a reação de fuga e luta em particular) é um instinto que todo animal possui, porém no hidrofóbico é uma reação que não está cumprindo sua função fisiológica, ao invés disso está levando-o constantemente aum stress desnecessário e portanto desgastante e negativo que precisa ser tratado, uma vez que toda essa “sensação de pânico e morte” que ele experimenta , leva-o a afastar-se completamente de situações que considere risco de afogar-se ou asfixiar-se com água, comprometendo sua qualidade de vida pessoal a com sua família e sociedade podendo tam bém levá-lo a depressão, síndrome do pânico e debilitando o seu organismo tornando-o mais susceptível a doenças



 
Referências Bibliograficas e Sites Consultados:
 
 
Referências bibliográficas

PERRY & POTTER. Fundamentos de Enfermagem, Guanabara Koogan, São Paulo 7 Ed. 2010

Sites:
http://www.psicologia.pt/instrumentos/dsm_cid/
http://www.psicologia.org.br/internacional/pscl23.htm
http://www.aquabrasil.info/medo_h2o.shtml
http://www.hidrocenteracademia.com.br/web/news_detalhes.php?id_noticia=167
http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/78/imprime153382.asp
http://www.infoescola.com/psicologia/hidrofobia/
 
OBS.: Todas as fotos aqui apresentadas foram capturadas via google imagens a partir de palavras chave apenas para auxiliar na compreensão dos textos.
 
 
 

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