Apresentação de slides para a disciplina de enfermagem em neonatologia 2012.
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Anemia Neonatal
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Ciência Bella - Onde as Ciências da Saúde e da Beleza andam juntas, são sinérgicas.
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16:02
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terça-feira, 27 de novembro de 2012
Patologias Comuns em Pediatria Monilíase Infantil e Assistência de Enfermagem
Por: Luciana Silva
Texto do Trabalho de Pediatria para o curso de Enfermagem.
Monilíase Infantil
Resumo
Destaca-se
aqui a importância da prevenção e da correta profilaxia da monilíase
em unidade de internação pediátrica, uma vez que está presente muitas vezes
juntamente a um quadro de infecção respiratória e gástrica servindo de porta
para mais infecção e complicações no quadro de saúde da criança. Assim sendo,
os profissionais de enfermagem que estão observando a criança durante a
anamnese com as mães diariamente têm um importante papel na educação em saúde
para que essas mães contribuam com a quebra da cadeia de transmissibilidade
desta patologia que, embora comum, pode agravar em muito o quadro de saúde da
criança, uma vez que compromete sua aceitação alimentar e, em mães que
amamentam ao seio, é uma porta de infecção
e reinfecção tanto para a criança, quanto para a mãe.
Introdução
Dentre as
doenças transmissíveis em Pediatria, a Monilíase é uma patologia muito
frequente, principalmente nos lactentes, por serem mais imunodeprimidos
(principalmente quando estão hospitalizados) e por déficits de higiene por
parte de seus cuidadores (falta de lavagem das mãos antes e após cuidar da
criança, não higienização dos mamilos antes de oferecer o seio à criança, falta
de higienização oral na criança, além da transmissão vertical) são alguns dos
fatores mais predisponentes à ocorrência dessa afecção, que embora muito
frequente, não deve ser menosprezada pela equipe de saúde pois pode, quando não
prevenida e/ou tratada, acarretar na não aceitação da dieta alimentar pela
criança, devido ao grande desconforto causado pela afecção oral, o que
empobrecerá sua reserva nutricional e mesmo quando a infecção for na região
perineal causa grande desconforto que tornará também a criança irritada e
chorosa, além de ser porta de infecção, que, principalmente em crianças que já
estão hospitalizadas, é um risco maior ainda para a piora da saúde da criança.
Assim sendo, com o olhar holístico sobre a criança que apresenta esta afecção,
deve-se considerar "quais fatores bio-psico-sociais predisponentes estão
presentes?" _ patologias associadas, conhecimento da mãe-acompanhante
sobre a patologia, medidas de higiene realizadas, terapêutica administrada _
olhando a interação criança(paciente) e mãe(responsável acompanhante) versus equipe de saúde multidisciplinar.
O
que é Monilíase Infantil _ Descrição:
A Monilíase Infantil, também conhecida por
Candidíase, e quando na boca pelo nome popular de "sapinho" é um tipo
de micose (doença causada por um fungo) que atinge a superfície cutânea e/ou
membranas mucosas, que pode resultar em vários tipos de micose: Monilíase Oral (muito comum em
lactentes,
prejudicando sua alimentação em uma das fases de desenvolvimento mais
importante),
Monilíase ou Candidíase Vaginal,
Monilíase cutânea, Intertrigo, Paroníquia, Impetigo, entre outras. A Monilíase
Oral é o tipo de monilíase mais comum em lactentes, conhecida popularmente como
"sapinho" é a monilíase que
acomete a cavidade oral, há ainda a monilíase perineal e vulvovaginal em
meninas.
Fisiopatologia
Alteração na resistência do cliente à
infecção, imunodepressão e uso de antibióticos propiciam a proliferação súbita
de cândida ou monília.
Agente Etiológico
Fungos da
espécie Candida albicans. Este fungo
vive normalmente no intestino e nos órgãos genitais femininos, porém em uma
quantidade que não causa doença. Em certas situações, porém, eles começam a se
proliferar e provocam a monilíase oral (na cavidade oral), perineal e/ou
vulvovaginal com corrimento e sintomas de vulvovaginite.O fungo Candida
albicans, antes denominado Monilia. Geralmente, a Candida infecta a
pele e as membranas mucosas (p.ex., revestimento da boca e da vagina).
Raramente, ela invade tecidos profundos ou o sangue, causando uma candidíase
sistêmica potencialmente letal. Essa infecção mais grave é comum entre os
indivíduos com depressão do sistema imune (p.ex., indivíduos com AIDS e aqueles
submetidos à quimioterapia). A Candida é um habitante normal do trato digestivo
e da vagina e, normalmente, não causa qualquer dano.
Quando as condições ambientais são particularmente favoráveis (p.ex., tempo úmido e quente) ou quando as defesas imunes do indivíduo encontram-se comprometidas, o fungo pode infectar a pele. Como os dermatófitos, a Candida cresce bem em condições quentes e úmidas. Às vezes, os indivíduos que fazem uso de antibióticos apresentam infecções por Candida, pois os antibióticos matam as bactérias que normalmente habitam nos tecidos, permitindo que a Candida cresça sem qualquer resistência. O uso de corticosteróides ou um tratamento com imunossupressores após um transplante de órgão também pode deprimir as defesas do organismo contra as infecções fúngicas. As mulheres grávidas, os indivíduos obesos e os diabéticos também apresentam uma maior probabilidade de serem infectados pela Candida.
Tipos de Monilíase mais comuns em pediatriaQuando as condições ambientais são particularmente favoráveis (p.ex., tempo úmido e quente) ou quando as defesas imunes do indivíduo encontram-se comprometidas, o fungo pode infectar a pele. Como os dermatófitos, a Candida cresce bem em condições quentes e úmidas. Às vezes, os indivíduos que fazem uso de antibióticos apresentam infecções por Candida, pois os antibióticos matam as bactérias que normalmente habitam nos tecidos, permitindo que a Candida cresça sem qualquer resistência. O uso de corticosteróides ou um tratamento com imunossupressores após um transplante de órgão também pode deprimir as defesas do organismo contra as infecções fúngicas. As mulheres grávidas, os indivíduos obesos e os diabéticos também apresentam uma maior probabilidade de serem infectados pela Candida.
·
Monilíase Oral ("sapinho";
·
Monilíase vulvo-vaginal ou perineal ("dermatite das
fraldas");
·
Monilíase cutânea (Intetrigo);
·
Monilíase Disseminada;
A forma mais comum de Monilíase que
encontramos em pediatria é a oral ou pseudomembranosa, caracterizada por placas
brancas removíveis na mucosa oral. Outra apresentação clínica é a forma
atrófica, que se apresenta como placas vermelhas, lisas, sobre o palato duro ou
mole. Também a monilíase vulvo-vaginal caracteriza-se pela presença de
leucorréia e placas cremosas esbranquiçadas, na vulva e mucosa vaginal. O
intertrigo atinge mais freqüentemente as dobras cutâneas, nuca, virilhas,
regiões axilares, inframamária e interdigitais. A irritação e maceração da
pele, provocada pela urina e pelas fezes na área das fraldas, favorecem o
desenvolvimento da levedura que provoca eritema intenso nas áreas de dobras
cutâneas, com lesões eritemato-vésicopustulosas na periferia (lesões
satélites).
A
Monilíase disseminada ocorre em
recém-nascidos de baixo peso e hospedeiros imunocomprometidos, podendo atingir
qualquer órgão e evoluir para óbito por complicações que levam à falência dos
rins, cérebro, trato GI, olhos, pulmões e coração. A disseminação hematogênica
pode ocorrer em pacientes neutropênicos, conseqüente ao uso de sondas gástricas
ou catéteres intravasculares, atingindo diversos órgãos ou prótese valvular
cardíaca.
Sinais
e Sintomas da Monilíase Infantil
A moníase Infantil mais comum é a do tipo
oral, é uma infecção por Candida localizada no interior da boca, seus sinais e
sintomas são a língua e a cavidade oral esbranquiçadas e com manchas brancas
arredondadas na língua, bochecha e palato, são placas brancas com aspecto de
nata de leite ou coágulos de leite que, quando removidos, revelam uma base
eritematosa (avermelhada), causa grande desconforto que dificulta a alimentação
da criança no peito ou não, causa perda de apetite e recusa até de água; outros
efeitos são vômitos, irritabilidade e insônia.Os sintomas variam de acordo com a localização da infecção. As infecções nas pregas cutâneas (infecções intertriginosas) ou no umbigo causam freqüentemente uma erupção vermelha, muitas vezes com placas delimitadas que exsudam pequenas quantidades de um líquido esbranquiçado. Pode ocorrer a formação de pequenas pústulas, especialmente nas bordas da erupção, e a erupção pode ser pruriginosa ou produzir uma sensação de queimação. Uma erupção por Candida em torno do ânus pode ser pruriginosa, deixar a pele em carne viva e apresentar uma coloração esbranquiçada ou vermelha. As infecções vaginais por Candida (vulvovaginite) são comuns, especialmente em mulheres grávidas, em diabéticas ou naquelas que estão fazendo uso de antibióticos. Os sintomas dessas infecções incluem uma secreção vaginal branca ou amarela, uma sensação de queimação, prurido e hiperemia ao longo das paredes e na área externa da vagina, tanto em mulheres quanto em meninas.
Ainda entre os achados físicos, há dor no flanco, disúria, hematúria, urina turva com cilindros. Cefaléia, rigidez da nuca, convulsões, déficits neurológicos focais.
Sinonímia da Monilíase
Candida albicans, Candida tropicalis e outras espécies de
Candida. A Candida albicans causa a maioria das infecções.
Reservatório da Monilíase
O
homem. A
monilíase ,como também pode ser conhecida, ocorre em todo o mundo. O fungo C. albicans
pertence a flora humana normal da cavidade oral; do trato gastrintestinal e da
vagina.Também pode ser isolada do solo; do ambiente hospitalar, dos alimentos e
de outros substratos.
Modo de Transmissão da Monilíase
Atrito, calor e umidade facilitam o desenvolvimento do fungo
já existente nas mucosas ou pele. O contato com secreções originadas da boca,
pele, vagina e dejetos de portadores ou doentes. A transmissão vertical dá-se
da mãe para o recém-nascido, durante o parto. Pode ocorrer disseminação
endógena.
Período de Incubação
Desconhecido.
Período de Transmissibilidade
Enquanto houver lesões.
Complicações da Monilíase
Esofagite, endocardite, ou infecção sistêmica, mais comum em
imunodeprimidos, diabéticos ou portadores de doenças que ocasionam anemias graves
com queda da resistência, disseminação com falência renal, cerebral, trato GI,
olhos, pulmões e coração em prematuros e neonatos ou lactentes imunodeprimidos.
Monilíase Oral
Além do aspecto clínico, visualização de leveduras e
pseudo-hifas em exame microscópico de esfregaço da lesão, preparado com
hidróxido de potássio a 10%. As culturas permitem a identificação da espécie.
Tratamento da Monilíase
Monilíase Infantil Tratamento
Qualquer medicamento deve ser prescrito pelo médico pediatra que avaliará o caso específico da criança. Os medicamentos mais comumente usados são a Nistatina, o Fluconazol e o Cetoconazol nas dosagens que apenas o médico prescreve.
Qualquer medicamento deve ser prescrito pelo médico pediatra que avaliará o caso específico da criança. Os medicamentos mais comumente usados são a Nistatina, o Fluconazol e o Cetoconazol nas dosagens que apenas o médico prescreve.
Cuidados ou Tratamento Geral
Tratar infecção predisponente;
Medicar com antifúngicos, segundo prescrição médica, tais
como: Anfotericina B, anestésicos tópicos
Orienta-se a desinfecção concorrente das secreções e artigos
contaminados.
Sempre que possível, deverá ser evitada antibioticoterapia
prolongada de amplo espectro.
A enfermagem
atua para que o tratamento traga o desfecho esperado para o cliente pediátrico:
·
O paciente deverá manifestar maior
conforto, aceitando melhor a alimentação e demonstrando menos irritabilidade;
·
Manter a integridade cutânea;
·
Orientar a mãe para que esta
compreenda a patologia e seu tratamento;
·
Aborde junto a mãe o distúrbio, o
diagnóstico e o tratamento, boas práticas de higiene oral e corporal;
·
Para a mulher no terceiro trimestre
de gestação, a necessidade de exame para determinar vaginite a fim de proteger
o neonato da monilíase oral ao nascimento;
·
Administrar os fármacos prescritos;
·
Monitorar os SSVV do paciente;
·
Balanço hídrico em casos de suspeita
de comprometimento renal;
·
Monitorar os marcadores sanguíneos
da função renal e hepática, principalmente am RN's de baixo peso ao nascer e/ou
com infecção que os torna predisponentes à complicações por monilíase (uréia,
cretinina sérica, proteínas na urina e potássio).
Cuidados específicos devem ser tomados com uso de cateter venoso, como troca de curativos a cada 48 horas e uso de solução à base de iodo e povidine;
O tratamento deve ser bem rápido, pois a alimentação
insuficiente em casos de monilíase oral e mesmo de outros tipos (pois torna a
criança irritada e inapetente) compromete as necessidades de hidratação e de
nutrientes;
Casos mais severos de acometimento podem requerer
antifúngicos líquidos, que devem ser passados delicadamente com algodão na
região afetada ou esguinchados com conta gotas na cavidade oral daqueles
acometidos;
Se as mães estiverem com os mamilos dos seios contaminados
pelo fungo (normalmente com fissuras) elas devem usar antifúngicos tópicos,
porém, antes de aplicar a medicação, a mulher deverá ordenhar seu leite e
administrá-lo à criança através de copinho ou colher;
Limpar as lesões com uma gase embebida em solução de
bicarbonato de sódio 2% ou solução líquida de nistatina nos casos mais graves, sempre após as
alimentações;
Após realizar os cuidados, registre-os cuidadosamente no
impresso correspondente para anotação de enfermagem.Conclusão
O conhecimento sobre a fisiopatologia da monilíase em pediatria é fundamental para a profilaxia e correta terapia desta afecção fungica que, segundo estudos é muito prevalente em crianças, já que este é um grupo imunodeprimido, principalmente os RN's e os prematuros, pois a monilíase é, basicamente, uma afecção oportunista que só acomete pessoas com a imunidade prejudicada, seja pela imaturidade seja por outra patologia que requeira antibióticoterapia de amplo espectro, e, por tanto, cabe aos profissionais de Enfermagem orientarem as mães sobre como prevenirem e/ou tratarem corretamente, fornecendo-lhes as devidas informações sobre o distúrbio, o diagnóstico e o tratamento, ressaltando que, uma afecção que é vista popularmente como "comum", pode, em certos casos, disseminar-se de forma grave e sistêmica, atingindo órgãos importantes como os rins e pulmões, complicando muito o quadro de saúde desta criança.
O Paciente Oncológico
O tema Paciente Oncológico é muito
abrangente e exige um olhar holístico, onde se considere os aspectos bio-psico-sociais
deste cliente, e, não apenas, o falar em sua doença ou o tipo de câncer que
apresenta, portanto, nesta pesquisa pretende-se conhecer num primeiro momento
“quem é o paciente oncológico” _ sabendo que pode ser desde uma criança, um
adolescente, mulher (inclusive gestante), homem, idoso e, considerando que cada
um tem suas particularidades, estas vão implicar a todo o momento sobre como
será vivido esta situação (de ser paciente oncológico tanto para o paciente
quanto para sua família) desde o momento da descoberta da doença que ocorre
muitas vezes até a partir da realização de exames preventivos, ou de idas ao
hospital para consultas devido a queixas específicas, até o tratamento (porém,
neste trabalho enfatizaremos o paciente, seus direitos, aspectos psicológicos
do paciente e do “sobrevivente” do câncer, e como é a doença de acordo com o tipo de
câncer que seja (veremos aqui quatro tipos: CA
de mama, de útero, de estômago e Leucemias), e principalmente a
assistência de enfermagem na prevenção (auxilio nos exames diagnósticos desta),
não aprofundando sobre tratamentos quimio e radioterápicos) que serão tema de
outra pesquisa.
1 – Paciente Oncológico
·
O Paciente Oncológico
É todo aquele diagnosticado com algum tipo de
câncer (tumor maligno ou displasia maligna celular), podendo ser qualquer um:
criança, homem, mulher, idoso, enfim, essa pessoa diagnosticada assim, com
certeza sofrerá um grande impacto (principalmente se for a partir de
adolescente), pois, crianças, principalmente as menores têm um entendimento bem
mais “inocente”, muitas vezes nem sabem o que está acontecendo com elas, e,
nesses casos, quem sofre mesmo o impacto são principalmente os pais e
familiares que digamos “adoecem junto com elas”, e, além disso, dependendo da
localidade em que moram muitas famílias precisam separar-se do doente durante o
tratamento, como por exemplo, mães de crianças que saem de sua cidade natal com
seu filho doente para vir tratar dele em Hospitais de referência aqui na
capital (SP). Toda essa mudança já é suficiente para trazer grande temor e
ansiedade pelo desconhecido, e pelo medo que esta doença ainda traz às pessoas
apesar de todo avanço da medicina, uma vez que se sabe que seus sintomas e seu
tratamento são ambos agressivos causando sofrimento tanto para o paciente
quanto para sua família.
·
Direitos do Paciente Oncológico
O Paciente Oncológico possui vários
direitos legais específicos devido ao fato de ter sofrer desta doença, os
principais são:
Ø
O Trabalhador com câncer (neoplasia maligna)
tem direito a sacar o PIS;
Ø
O Trabalhador que possuir dependente portador
de câncer também pode sacar seu PIS;
Ø
O Trabalhador com câncer pode sacar seu FGTS;
Ø
O Trabalhador que possuir dependente seu com
câncer pode sacar seu FGTS;
Ø
Receber o Amparo assistencial ao idoso e ao
deficiente segundo a LOAS (Lei Orgânica de Assistência Social): De acordo com a lei, é o benefício que garante um
salário mínimo mensal. O paciente de câncer tem direito ao benefício desde que
se enquadre nos critérios de idade (65 anos ou mais), de renda ou na
condição de deficiência descritos
acima. Nos casos em que o paciente
sofra de doença em estágio avançado, ou sofra consequências de sequelas
irreversíveis do tratamento oncológico, pode-se também recorrer ao benefício,
desde que haja uma implicação do seu estado de saúde na
incapacidade para o trabalho e nos atos da vida independente.
Ø
Aposentadoria;
·
Particularidades dos Pacientes Oncológicos
O
Paciente Pediátrico: criança não é um adulto em miniatura. Tem características
próprias, que as distingue das pessoas mais velhas. Consequentemente, câncer em
criança é uma doença também com características próprias. Comparados com os do
adulto, os tumores na infância são muito mais agressivos e evoluem muito mais rapidamente,
porque atingem um ser em formação e, embora os tumores sejam mais agressivos
nas crianças, a resposta ao tratamento costuma ser mais rápida do que a dos
adultos, mas os tratamentos das crianças também são mais agressivos. Mas a
criança, principalmente menor de 10 anos não tem a mesma noção de doença que o
adulto e, porisso, pode ver o câncer como outra doença qualquer e, nos casos
mais avançados é mais sedada para sentir menos dor e desconforto possíveis.
O Paciente Adulto: De forma geral é muito mais afetado e sente muito
mais o impacto desse diagnóstico em sua vida, porém, dependendo também da fé em
Deus por parte desse paciente, percebemos que ele poderá encarar com muito mais
esperança e força essa fase e até mesmo vir a superá-la.
A
Paciente Gestante: A gestante oncológica acaba por receber indicação
de fazer aborto terapêutico devido à doença e a agressão do tratamento que, no
primeiro trimestre leva o feto a ter má formação, porém há mulheres que,
recebendo o diagnóstico acabam por optar em ter o bebê adiando ao máximo o
tratamento, pois, justamente o fato de estarem grávidas da a elas força e
estímulo para lutarem.
·
Enfermagem frente ao Paciente oncológico
Para atuar em oncologia, o profissional de enfermagem precisa estar
capacitado não apenas técnica e cientificamente para poder realizar todos os
procedimentos necessários com segurança, quanto também dispor de todo um aporte
ou condição psicológica para lidar com esses pacientes, uma vez que, muitas
vezes não ocorre a cura e a evolução não é boa, o profissional aprende a
manejar a dor, e tem que estar preparado para não adoecer junto com o paciente
e sua família. Hoje já existem cursos
pós-técnicos em Oncologia que formam o profissional para atuar nesta área
contemplando matérias específicas e estágios específicos na área para lidar
desde com exames diagnósticos e de controle da doença, até como administrar
quimioterapia e radioterapia e como lidar com o paciente oncológico nas
diversas idades (infantil, adulto, idoso) e nos diversos tipos de CA.
2 - Cancer
O que é
Câncer
Câncer é o nome
dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento
desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos,
podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.
Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.
Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.
Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células
do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele
é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos
epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em
tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.
Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases). |
O que causa o câncer? (Fatores de Risco)
As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.
De todos os casos, 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais. Alguns deles são bem conhecidos: o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia. Outros estão em estudo, como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos.
O
envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam a sua suscetibilidade à
transformação maligna. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas
terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer,
explica em parte o porquê de o câncer ser mais freqüente nesses indivíduos.Os
fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou
carcinógenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (DNA) das
células.
O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das
células aos agentes causadores de câncer. Por exemplo, o risco de uma pessoa
desenvolver câncer de pulmão é diretamente proporcional ao número de cigarros
fumados por dia e ao número de anos que ela vem fumando.
Fatores de risco de natureza ambiental
Os fatores de risco de câncer podem ser encontrados no meio ambiente ou podem ser herdados. A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida). As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os 'hábitos' e o 'estilo de vida' adotados pelas pessoas, podem determinar diferentes tipos de câncer. Portanto, os principais fatores de risco para o câncer são:
Os fatores de risco de câncer podem ser encontrados no meio ambiente ou podem ser herdados. A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida). As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os 'hábitos' e o 'estilo de vida' adotados pelas pessoas, podem determinar diferentes tipos de câncer. Portanto, os principais fatores de risco para o câncer são:
Tabagismo
Hábitos Alimentares
Alcoolismo
Hábitos Sexuais
Medicamentos
Fatores Ocupacionais
Radiação solar
Hábitos Alimentares
Alcoolismo
Hábitos Sexuais
Medicamentos
Fatores Ocupacionais
Radiação solar
Hereditariedade
São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel na oncogênese. Um exemplo são os indivíduos portadores de retinoblastoma que, em 10% dos casos, apresentam história familiar deste tumor. Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino parecem ter um forte componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de exposição dos membros da família a uma causa comum.
São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel na oncogênese. Um exemplo são os indivíduos portadores de retinoblastoma que, em 10% dos casos, apresentam história familiar deste tumor. Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino parecem ter um forte componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de exposição dos membros da família a uma causa comum.
Fisiopatologia do Câncer
As células que constituem os
animais (eucariontes) são formadas por três partes: a membrana celular, que é a
parte mais externa; o citoplasma (o corpo da célula); e o núcleo, que contêm os
cromossomos, que, por sua vez, são compostos de genes. Os genes são arquivos
que guardam e fornecem instruções para a organização das estruturas, formas e
atividades das células no organismo. Toda a informação genética encontra-se
inscrita nos genes, numa "memória química" - o ácido
desoxirribonucleico (DNA). É através do DNA que os cromossomas passam as
informações para o funcionamento da célula. Uma célula normal pode sofrer
alterações no DNA dos genes. É o que chamamos mutação genética. As células cujo
material genético foi alterado passam a receber instruções erradas para as suas
atividades. As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados
protooncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando
ativados, os protooncogenes transformam-se em oncogenes, responsáveis pela
malignização (cancerização) das células normais. Essas células diferentes são
denominadas cancerosas.Bibliografia:
Manuais do INCA de Assistência de Enfermagem em Oncologia vols 1 e 2;
Cartilha do INCA: "Direitos do Paciente com Câncer";
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