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quinta-feira, 9 de julho de 2015
Higienização das Mãos - Técnicas Básicas de Enfermagem
A primeira "técnica" que todo profissional da área de Saúde, e, principalmente os da área da Enfermgem (que prestam cuidados diretos aos pacientes) devem realizar, antes e após o contato com o paciente, é a lavagem correta das mãos.
A lavagem das mãos é a primeira barreira contra infeccções, é a barreira mais preventiva, e jamais deve ser ignorada, pois, quantas vezes acontecem, por exemplo infeccções cruzadas, e/ou sepses tardias, que sempre terão, de alguma forma, sua causa atribuída a falta de higienização constante e correta dos profissionais de saúde. "Nós somos responsáveis" por prevenir as infecções, caso ignoremos a "primeira barreira que devemos manter" que é "a lavagem das mãos na técnica", estaremos dando brecha para a ocorrência de agravos a saúde dos nossos pacientes. A técnica precisa ser seguida pois foi elaborada com base em estudos científicos sobre controle e prevenção de infecções hospitalares. Assista essa primeira de várias outras vídeo aulas sobre temas relacionados "as técnicas básicas de Enfermagem" que foram criadas pelo Programa Sua Saúde na Rede pelo Canal no you tube da SPDM. São vídeos muito enriquecedores para aqueles que buscam aprimoramento e atualização na prestação de cuidados de enfermagem.
domingo, 3 de maio de 2015
Modos de Ventilação: Ventilação modo CPAP - não invasiva
Uma das técnicas de administração de oxigênio ao recém nascido de forma não invasiva,é através do CPAP (Pressão Positiva contínua das vias respiratórias).
A aplicação da pressão positiva contínua das vias respiratórias (CPAP), consiste, segundo TAMEZ:
"o CPAP consiste na administração da mistura de oxigênio e ar comprimido sobre pressão contínua, através de dispositivos nasais, aumentando a capacidade funcional residual pulmonar e reduzindo a resistência vascular pulmonar, melhorando a oxigenação. Esse método mantém pressão positiva nas vias aéreas durante a fase expiratória, permitindo uma eficiente distensão dos alvéolos. Também diminui a resistência supraglótica, previne atelectasia, aumenta a estabilidade da parede torácica, melhora a capacidade funcional residual e reduz episódios de apneia no recém nascido prematuro, e , nos neonatos de baixo peso, o CPAP nasal reduz a incidência de barotrauma provocado pela ventilação mecânica."
Há uma tendência atual para a autilização do CPAP nasal a partir do nascimento, para todos os prematuros > 28 semanas de gestação que respirem espontâneamente, e estáveis. Se houver necessidade de intubar, a surfactante é administrado e, após 10 a 15 min, tempo suficiente para a absorção do mesmo, o paciente é extubado e colocado na CPAP nasal.
Métodos de CPAP nasal:
_ CPAP nasal tubo curto;
_ CPAP nasal tubo longo;
_ Máscara nasal.
Tabela de recomendação do tamanho da pronga em relação ao peso:
Peso Nº de Pronga
< 700 gramas 0 700 gr – 1 kg 1 1-2 kg 2 2-3 kg 3 > 3 kg 4
DIRETRIZES PARA MONTAR O SISTEMA DE CPAP NASAL: O sistema de CPAP nasal consta básicamente de três componentes: uma fonte de fluxo contínuo de gases (pode ser o fluxômetro do aparelho de ventilação mecânica ou os fluxômetros de parede), uma peça de conexão com o paciente (são as prongas nasais) e um resistor gerador de pressão (pode ser a válvula exalatória do aparelho de ventilação mecânica ou o sistema de selo d agua).
Segundo Paulo Margotto:
Montar um sistema de VNI neonatal é bastante simples. Precisam-se apenas de um sistema de CPAP nasal e de um ventilador convencional de fluxo contínuo, ciclado a tempo e limitado a pressão (Inter 3, Inter 5, Inter Neo, Dixtal,etc). Estes respiradores representam a maioria dos respiradores neonatais.
Quem faz CPAP nasal no aparelho de ventilação mecânica, sem usar frasco de selo de água, deve montar de maneira idêntica para fornecer VNI.
Aqueles que nunca usaram o ventilador para fornecer CPAP, podem montar o sistema de VNI da seguinte forma:
O ventilador mecânico é conectado nas fontes de ar comprimido e oxigênio como é habitual. Do copo umidificador, ao invés de sair o ramo inspiratório usado em ventilação mecânica, sai a mangueira inspiratória do CPAP. Para adaptar a mangueira inspiratória com o copo, é necessário um conector de 22 mm (ver figura 1).
Fig 1: Perceba nesta foto a Mangueira inspiratória corrugada adaptada ao frasco umidificador por conector de 22mm .
A mangueira inspiratória irá conectada a pronga nasal como é habitual. Da pronga nasal sairá a mangueira exalatória do sistema ( ver figuras 2 e 3)
A mangueira exalatória do CPAP é adaptada na entrada da valvula PEEP do aparelho de ventilação mecânica, exatamente no local onde se adapta o ramo exalatório quando se monta para ventilação mecânica. Para adaptar a mangueira exalatória do CPAP com a entrada da válvula PEEP é necessário um adaptador de 22 mm (ver figura 4).
A linha de monitoração de pressão vem inclusa nos kits de prongas nasais. Uma extremidade desta linha deve ser conectada no local específico do ramo exalatório do circuito (ver figura 5). A outra extremidade é conectada no local de medida da pressão do aparelho de ventilação mecânica (ver figura 6).
Resumidamente, as "Intervenções de Enfermagem na Instalação do CPAP nasal neonatal", são:
_ Lavagem das mãos;
_Montagem do circuito conforme visto;
_Conecção do circuito ao ventilador de modo asséptico;
_No ventilador, manter o umidificador aquecido entre 32 e 36 graus celsius;
_Antes de posicionar a pronga do CPAP no RN, aspire as vias aéreas superiores;
_Cuidadosamente, ajuste a pronga nasal nas narinas do recém nascido;
_Observe e mantenha a cânula nasal da pronga corretamente posicionada nas narinas, verificação constante;
_Observação constante da pele ao redor do dispositivo nasal e de fixação;
_Mantenha o recém nascido tranquilo, agrupe os cuidados, se nessário e conforme prescrição médica, administre sedativos e analgésicos e oxigênio.
_Mantenha o recém nascido com sonda orogástrica, pois é comum a distensão abdominaldurante o uso do CPAP devido a entrada de ar no estômago, assim, manter a sonda orogástrica aberta promove a descompressão com redução da distensão e desconforto, facilitando a expansão torácia;
_Coleta de gasometria arterial 30 minutos após o início da CPAP (segundo prescriçãomédica).
A aplicação da pressão positiva contínua das vias respiratórias (CPAP), consiste, segundo TAMEZ:
"o CPAP consiste na administração da mistura de oxigênio e ar comprimido sobre pressão contínua, através de dispositivos nasais, aumentando a capacidade funcional residual pulmonar e reduzindo a resistência vascular pulmonar, melhorando a oxigenação. Esse método mantém pressão positiva nas vias aéreas durante a fase expiratória, permitindo uma eficiente distensão dos alvéolos. Também diminui a resistência supraglótica, previne atelectasia, aumenta a estabilidade da parede torácica, melhora a capacidade funcional residual e reduz episódios de apneia no recém nascido prematuro, e , nos neonatos de baixo peso, o CPAP nasal reduz a incidência de barotrauma provocado pela ventilação mecânica."
Há uma tendência atual para a autilização do CPAP nasal a partir do nascimento, para todos os prematuros > 28 semanas de gestação que respirem espontâneamente, e estáveis. Se houver necessidade de intubar, a surfactante é administrado e, após 10 a 15 min, tempo suficiente para a absorção do mesmo, o paciente é extubado e colocado na CPAP nasal.
Métodos de CPAP nasal:
_ CPAP nasal tubo curto;
_ CPAP nasal tubo longo;
_ Máscara nasal.
Tabela de recomendação do tamanho da pronga em relação ao peso:
Peso Nº de Pronga
< 700 gramas 0 700 gr – 1 kg 1 1-2 kg 2 2-3 kg 3 > 3 kg 4
DIRETRIZES PARA MONTAR O SISTEMA DE CPAP NASAL: O sistema de CPAP nasal consta básicamente de três componentes: uma fonte de fluxo contínuo de gases (pode ser o fluxômetro do aparelho de ventilação mecânica ou os fluxômetros de parede), uma peça de conexão com o paciente (são as prongas nasais) e um resistor gerador de pressão (pode ser a válvula exalatória do aparelho de ventilação mecânica ou o sistema de selo d agua).
Segundo Paulo Margotto:
Montar um sistema de VNI neonatal é bastante simples. Precisam-se apenas de um sistema de CPAP nasal e de um ventilador convencional de fluxo contínuo, ciclado a tempo e limitado a pressão (Inter 3, Inter 5, Inter Neo, Dixtal,etc). Estes respiradores representam a maioria dos respiradores neonatais.
Quem faz CPAP nasal no aparelho de ventilação mecânica, sem usar frasco de selo de água, deve montar de maneira idêntica para fornecer VNI.
Aqueles que nunca usaram o ventilador para fornecer CPAP, podem montar o sistema de VNI da seguinte forma:
O ventilador mecânico é conectado nas fontes de ar comprimido e oxigênio como é habitual. Do copo umidificador, ao invés de sair o ramo inspiratório usado em ventilação mecânica, sai a mangueira inspiratória do CPAP. Para adaptar a mangueira inspiratória com o copo, é necessário um conector de 22 mm (ver figura 1).
Fig 1: Perceba nesta foto a Mangueira inspiratória corrugada adaptada ao frasco umidificador por conector de 22mm .
A mangueira inspiratória irá conectada a pronga nasal como é habitual. Da pronga nasal sairá a mangueira exalatória do sistema ( ver figuras 2 e 3)
A mangueira exalatória do CPAP é adaptada na entrada da valvula PEEP do aparelho de ventilação mecânica, exatamente no local onde se adapta o ramo exalatório quando se monta para ventilação mecânica. Para adaptar a mangueira exalatória do CPAP com a entrada da válvula PEEP é necessário um adaptador de 22 mm (ver figura 4).
A linha de monitoração de pressão vem inclusa nos kits de prongas nasais. Uma extremidade desta linha deve ser conectada no local específico do ramo exalatório do circuito (ver figura 5). A outra extremidade é conectada no local de medida da pressão do aparelho de ventilação mecânica (ver figura 6).
Resumidamente, as "Intervenções de Enfermagem na Instalação do CPAP nasal neonatal", são:
_ Lavagem das mãos;
_Montagem do circuito conforme visto;
_Conecção do circuito ao ventilador de modo asséptico;
_No ventilador, manter o umidificador aquecido entre 32 e 36 graus celsius;
_Antes de posicionar a pronga do CPAP no RN, aspire as vias aéreas superiores;
_Cuidadosamente, ajuste a pronga nasal nas narinas do recém nascido;
_Observe e mantenha a cânula nasal da pronga corretamente posicionada nas narinas, verificação constante;
_Observação constante da pele ao redor do dispositivo nasal e de fixação;
_Mantenha o recém nascido tranquilo, agrupe os cuidados, se nessário e conforme prescrição médica, administre sedativos e analgésicos e oxigênio.
_Mantenha o recém nascido com sonda orogástrica, pois é comum a distensão abdominaldurante o uso do CPAP devido a entrada de ar no estômago, assim, manter a sonda orogástrica aberta promove a descompressão com redução da distensão e desconforto, facilitando a expansão torácia;
_Coleta de gasometria arterial 30 minutos após o início da CPAP (segundo prescriçãomédica).
Ventilação Mecânica em Neonatologia _ Parte 1
ventilação Mecânica é a oferta de oxigênio através de um equipamento denominado "Ventilador Mecãnico" que pode estar conectado a uma cânula endotraqueal, quando o Neonato esta intubado, que chamamos de método de ventilação mecãnica invasiva, ou ainda, o ventilador mecãnico pode estar programado para oferecer a ventilação mecânica não invasiva, no tipo CPAP, veremos com mais detalhes cada um desses tipos de ventilação mais adiante.
A Ventilação mecânica é utilizada nos recém nascidos quando ocorrem alterações na habilidade dos pulmões de manter a ventilação adequada. Entre as causas mais comuns para o uso da ventilação Mecãnica em neonatos segundo TAMEZ (2013), estão:
"_ Problemas neurológicos (apnéia da prematuridade, hemorragia intraventricular, anormalidades congênitas neurológicas, depressão respiratória por medicações)."
"_Mau funcionamento das funções pulmonares (imaturidade pulmonar, infecções/pneumonia, edema pulmonar, lesão pulmonar decorrente de asfixia, sindrome de aspiração de mecônio ou SAM, malformações congênitas que limitem o desenvolvimento dos pulmões)."
"_Comprometimento cardiovascular (cardiopatias congênitas, hipertensão pulmonar persistente, patência do ducto arterioso, policitemia)";
"_Obstrução das vias aéreas respiratórias (atresia coanal, síndrome de Pierre-Robin)."
_"Problemas Metabólicos (hipoglicemia, hipotermia, acidose metabólica)".
Terminologia Utilizada em Ventilação Mecânica
_ PEEP ou Pressão Positiva no final da Expiração: pressão de distensão contínua, a pressão é preestabelecida e mantida nos pulmões durante a expiração; o colapso alvéolar é comum no neonato em função do menor número e tamanho dos alvéolos. Valores indicados: 4 a 7 cm H2O;
_Frequência: é a frequência com que o fluxo de mistura de gases será enviado ao paciente através do ventilador;
_MAP ou Pressão média das Vias respiratórias: É a média de pressão aplicada aos pulmões durante o ciclo respiratório. As mudanças que se fazem nos parâmetros do ventilador afetam a pressão média das vias respiratórias. Vêm influenciar esse parâmetro: o fluxo, a pressão inspiratória máxima (PIP) e a PEEP;
_ PIP, PINSP ou Pressão inspiratória Máxima: Esse parâmetro reflete a pressão positiva máxima que chega ao paciente na inspiração, que infla os pulmões, controlando o volume corrente que, no neonato deve estar entre 4 e 6 ml/Kg). Parâmteros indiciados: 15 a 25 cm H2O;
_IT ou Tempo Inspiratório: é o tempo que o ventilador dispõe para a inspiração; a quantidade de fluxo que segue para os pulmões, em um período definido, controla o volume corrente. Recomenda-se um IT de 0,3 a 0,4 segundos;
_Fluxo: o fluxo mínimo deve ser 2 a 4 vezes a ventilação minuto do paciente. Recomenda-se um fluxo entre 4e 10l/min;
_ FiO2 ou Fração inspirada de Oxigênio: é a porcentagem de oxigênio administrada, que varia de 21 a 100%.
Antes de continuarmos com outros tópicos, assiste a dois vídeos muito importantes sobre Ventilação Mecãnica Neonatal:
_Um vídeo que explica tudo sobre o funcionamento do Inter Neo Plus, que é um Ventilador muito utilizado na UTI Neonatal e outro, expecificamente sobre as partes e a montagem de um "Circuito de Ventilação Mecânica".
Entenda Também como montar o "Circuito" de ventilação Mecânica Invasiva:
Nos próximos Posts sobre Ventilação Mecânica neonatal aprenderemos mais sobre o tema.
A Ventilação mecânica é utilizada nos recém nascidos quando ocorrem alterações na habilidade dos pulmões de manter a ventilação adequada. Entre as causas mais comuns para o uso da ventilação Mecãnica em neonatos segundo TAMEZ (2013), estão:
"_ Problemas neurológicos (apnéia da prematuridade, hemorragia intraventricular, anormalidades congênitas neurológicas, depressão respiratória por medicações)."
"_Mau funcionamento das funções pulmonares (imaturidade pulmonar, infecções/pneumonia, edema pulmonar, lesão pulmonar decorrente de asfixia, sindrome de aspiração de mecônio ou SAM, malformações congênitas que limitem o desenvolvimento dos pulmões)."
"_Comprometimento cardiovascular (cardiopatias congênitas, hipertensão pulmonar persistente, patência do ducto arterioso, policitemia)";
"_Obstrução das vias aéreas respiratórias (atresia coanal, síndrome de Pierre-Robin)."
_"Problemas Metabólicos (hipoglicemia, hipotermia, acidose metabólica)".
Terminologia Utilizada em Ventilação Mecânica
_ PEEP ou Pressão Positiva no final da Expiração: pressão de distensão contínua, a pressão é preestabelecida e mantida nos pulmões durante a expiração; o colapso alvéolar é comum no neonato em função do menor número e tamanho dos alvéolos. Valores indicados: 4 a 7 cm H2O;
_Frequência: é a frequência com que o fluxo de mistura de gases será enviado ao paciente através do ventilador;
_MAP ou Pressão média das Vias respiratórias: É a média de pressão aplicada aos pulmões durante o ciclo respiratório. As mudanças que se fazem nos parâmetros do ventilador afetam a pressão média das vias respiratórias. Vêm influenciar esse parâmetro: o fluxo, a pressão inspiratória máxima (PIP) e a PEEP;
_ PIP, PINSP ou Pressão inspiratória Máxima: Esse parâmetro reflete a pressão positiva máxima que chega ao paciente na inspiração, que infla os pulmões, controlando o volume corrente que, no neonato deve estar entre 4 e 6 ml/Kg). Parâmteros indiciados: 15 a 25 cm H2O;
_IT ou Tempo Inspiratório: é o tempo que o ventilador dispõe para a inspiração; a quantidade de fluxo que segue para os pulmões, em um período definido, controla o volume corrente. Recomenda-se um IT de 0,3 a 0,4 segundos;
_Fluxo: o fluxo mínimo deve ser 2 a 4 vezes a ventilação minuto do paciente. Recomenda-se um fluxo entre 4e 10l/min;
_ FiO2 ou Fração inspirada de Oxigênio: é a porcentagem de oxigênio administrada, que varia de 21 a 100%.
Antes de continuarmos com outros tópicos, assiste a dois vídeos muito importantes sobre Ventilação Mecãnica Neonatal:
_Um vídeo que explica tudo sobre o funcionamento do Inter Neo Plus, que é um Ventilador muito utilizado na UTI Neonatal e outro, expecificamente sobre as partes e a montagem de um "Circuito de Ventilação Mecânica".
Entenda Também como montar o "Circuito" de ventilação Mecânica Invasiva:
Nos próximos Posts sobre Ventilação Mecânica neonatal aprenderemos mais sobre o tema.
Exame do Pezinho
O Teste do Pezinho é um exame rápido de prevenção que coleta gotinhas de sangue do calcanhar do bebê com a finalidade de impedir o desenvolvimento de doenças que, se não tratadas, podem levar à Deficiência Intelectual e causar outros prejuízos à qualidade de vida das pessoas.
TIPOS DE TESTES DO PEZINHO DA APAE DE SÃO PAULO:
Teste do Pezinho Básico:
Composto por seis diagnósticos: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Anemia Falciforme (e demais Hemoglobinopatias), Fibrose Cística, Deficiência de Biotinidase e Hiperplasia Adrenal Congênita.
Teste do Pezinho MAIS:
Além do que se detecta no teste básico, inclui mais quatro diagnósticos: Deficiência de G-6-PD, Galactosemia, Leucinose e Toxoplasmose Congênita.
https://www.youtube.com/watch?v=JE7275iZmsk
Este Link é para um vídeo sobre como é feita a coleta do Teste do Pezinho.
Medicações Administradas em Bureta
A administração de medicações em bureta* é um método para controle de volume que permite fornecer um volume de líquido relativamente pequeno e em quantidades exatas, no caso da neonatologia, pediatria e em clínicas para adultos, onde são usadas várias medicaçõesque requerem rediluição, são elas:
_ Amicacina;
_Aminofilina;
_Gentamicina;
_Penicilina;
_Clindamicina, entre outras.
A rediluição** dessas medicações pode ser feita com soro fisiológico 0,9% ou soro glicosado a 5%, de acordo com a prescriçãomédica.
* A bureta é um dispositivo utilizado para administrar medicações em pequenos volume e que necessitem de um rigoroso controle de seu volume com exatidão.
Esta é a bureta
** A rediluição de medicamentos é utilizada em Neonatologia e Pediatria, por apresentarem prescrições médicas com doses que são calculadas por meio do peso ou superfície corporal da criança. Rediluir consiste em diluir o medicamento dentro do padrão de costume, avaliar quanto contém em cada ml, aspirar 1 ml e rediluir em 9 ml de água destilada, quantas vezes forem necessárias para que possamos aspirar a dose prescrita com exatidão.
"Procedimento e Material para o preparo da Medicação diluída em bureta"
_ Higienizar as mãos;
_ Separar o material necessário: Soro e/ou ampolas de soluções de acordo com a prescrição médica;
_Seringa para aspirar as soluções prescritas: avalie o volume de medicação para determinar a seringa;
_Agulhas 40/12 para aspirar a medicação;
_Algodão e álcool;
_Equipo bureta (microgotas).
"Preparando a medicação em Bureta"
_ Retire o equipo da Embalagem;
_Feche a pinça rolete;
_Abra o soro no local indicado, após ter fewito a desinfecção com álcoll a 70%;
_Retire a capa protetora da ponteira da conexão da cãmara do equipo;
_Conectar a ponteira do equipo no soro, com técnica asséptica para que não ocorra contaminação;
_ Retire o ar da extensão do equipo, drenando o soro pelo equipo;
_ Identifique o soro com com o rótulo contendo as informações necessárias (do paciente e da medicação);
_Identifique o equipo de soro com data, para que ocorra a sua troca de acordo com o protocolo da instituição;
_Colocar o soro no suporte devidamente identificado;
_Preencha a bureta com soro;
_Faça desinfecção com álcool a 70% no orifício de silicone da bureta;
_Injete o medicamento, posicionando a agulha na parede interna da bureta;
_Complete o volume de diluente prescrito;
_Comunique ao paciente e/ou ao seu responsável se presente, o que será realizado;
_Conecte o equipo no dispositivo venoso;
_Calcule quantas microgotas serão administradas por minuto;
_ Inicie a infusão da solução prescrita;
_Lave as mãos;
_ Realize a checagem da medicação na prescrição médica e a anotação de enfermagem do procedimento;
sábado, 28 de março de 2015
Enfermagem em Maternidade II - Conhecendo o Alojamento Conjunto
Primeiramente: Qual a definição de Alojamento Conjunto.
É o setor da Maternidade onde ficam juntos no quarto, a mãe e seu Rn saudável.
"É um sistema hospitalar em que o recém-nascido sadio, logo após o nascimento, permanece ao lado da mãe, 24 horas por dia, num mesmo ambiente, até a alta hospitalar. Tal sistema possibilita a prestação de todos os cuidados assistenciais, bem como, a orientação à mãe sobre a saúde do binômio mãe e filho. (Ministério da saúde, portaria n. 1.016, de 26 de Agosto de 1993)"
Também designado por Rooming-in, consiste na assistência hospitalar prestada a puerpera e ao RN juntos e simultaneamente. Colocados lado a lado no pós-parto, a mulher é estimulada a amamentar e a cuidar de sua criança tão logo quanto possível, com o objetivo principal de proporcionar e fortalecer o vinculo mae-filho e estimular o aleitamento materno. ( Brenelli-Vitali).
Evolução do Sistema de Cuidados a Gestante e Puérpera ao longo dos anos no Brasil.
Inicialmente, os partos não eram realizados em hospitais.
Cuidado domiciliar – partos não-hospitalares
Início do séc. XX: Enfermarias próprias (berçários) com normas rígidas de isolamento
Altas taxas de mortalidade infantil(por doenças infecciosas não controladas)
Institui-se os berçários: Separação mãe-filho
Final de 1940, inicio de 50: propostas de modificação da assistência
1970: Brasil
1985: Publicação do Programa de Reorientação da assistência obstétrica e pediátrica com as normas básicas do programa de Alojamento Conjunto.
1985: Publicação do Programa de Reorientação da assistência obstétrica e pediátrica com as normas básicas do programa de Alojamento Conjunto.
Déc. 70-80: Discussão sobre separação mãe-filho
1982: Ministério as Saúde promoveu o I Encontro sobre Alojamento Conjunto.
Como e porque o Sistema de Alojamento Conjunto foi pensado:
Considerando:
1) a necessidade de incentivar a lactação e o aleitamento materno,
2) favorecimento do relacionamento mãe/filho e o desenvolvimento de programas educacionais de saúde;
3) a necessidade de diminuir o risco de infecção hospitalar, evitar as complicações maternas e do recém-nascido;
4) a necessidade de estimular a integração da equipe multiprofissional de saúde nos diferentes níveis;
Considerando ainda:
Estatuto da Criança e do Adolescente (capítulo I, Art. 10, inciso V) que estabelece:
"Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes; públicos e particulares, são obrigados a manter alojamento conjunto, possibilitando ao neonato a permanência junto à mãe”.
a) Estimular e motivar o aleitamento materno, de acordo com as necessidades da criança
b) Fortalecer os laços afetivos entre mae-filho
c) Permitir a observação constante do recém-nascido pela mãe, o que a faz conhecer melhor seu filho
d) Oferecer condições à enfermagem de promover o treinamento materno
f) Manter intercâmbio biopsicossocial entre a mãe, a criança e os demais membros da família;
f) Manter intercâmbio biopsicossocial entre a mãe, a criança e os demais membros da família;
g) Diminuir o risco de infecção hospitalar;
h) Facilitar o encontro da mãe com o pediatra por ocasião das visitas médicas para o exame do recém-nascido, possibilitando troca de informações entre ambos
i) Desativar o berçário para recém-nascidos normais
1 - Mães - na ausência de patologia que impossibilite ou contra-indique o contato com recém-nascido.
2 - Recém-Nascidos - com boa vitalidade, capacidade de sucção e controle térmico, a critério de elemento da equipe de saúde.
2.1 - Considera-se com boa vitalidade os recém-nascidos com mais de 2 quilos, mais de 35 semanas de gestação e índice de APGAR maior que 6 no 5 minuto.
Em caso de cesariana, o filho será levado para perto da puépera entre 2 a 6 horas após o parto, respeitando as condições maternas.
1 - Recursos Humanos necessários num Alojamento Conjunto:
a) Enfermagem:
- 1 enfermeiro para 30 binômios.
- 1 auxiliar para 8 binômios.
b) Médicos:
- 1 obstetra para 20 mães
- 1 pediatra para 20 crianças
c)Outros Profissionais ( assistente social, psicólogo, nutricionista)
Os quartos e/ou enfermarias: 5 m2 para cada conjunto leito materno/berço.
O berço deve ficar com separação mínima de 2 m do outro berço.
Duplas mãe-filho por enfermaria deverá ser de no máximo 6.
Na área destinada a cada binômio mãe/filho, serão localizados: cama, mesa de cabeceira, berço, cadeira e material de asseio. Também:
1. A adoção do "Alojamento Conjunto" não representa a extinção do berçário;
. O "Alojamento Conjunto" não é um método de assistência utilizado para economizar pessoal de enfermagem, pois tem um alto conteúdo educativo que deve ser considerado prioritário.
Para cada enfermaria são necessários: 1 lavatório e um recipiente com tampa para recolhimento da roupa usada.
Para que o Alojamento Conjunto seja um setor que realmente represente um "ganho" na maternidade, a assistência de Enfermagem (além do fazer de toda a equipe de outros profissionais que atuem no setor)deve ser focada em alcançar resultados satisfatórios em todas as esferas do atendimento prestado e verificar constantemente os índices:
a) dos resultados quanto ao incentivo ao aleitamento materno;
b) do desempenho da equipe;
c) da aceitação do sistema pela mãe e familiares;
d) dos resultados quanto à morbi-mortalidade neonatal dentro do serviço;
e) dos conhecimentos maternos adquiridos quanto aos cuidados com a criança.
É o setor da Maternidade onde ficam juntos no quarto, a mãe e seu Rn saudável.
"É um sistema hospitalar em que o recém-nascido sadio, logo após o nascimento, permanece ao lado da mãe, 24 horas por dia, num mesmo ambiente, até a alta hospitalar. Tal sistema possibilita a prestação de todos os cuidados assistenciais, bem como, a orientação à mãe sobre a saúde do binômio mãe e filho. (Ministério da saúde, portaria n. 1.016, de 26 de Agosto de 1993)"
Também designado por Rooming-in, consiste na assistência hospitalar prestada a puerpera e ao RN juntos e simultaneamente. Colocados lado a lado no pós-parto, a mulher é estimulada a amamentar e a cuidar de sua criança tão logo quanto possível, com o objetivo principal de proporcionar e fortalecer o vinculo mae-filho e estimular o aleitamento materno. ( Brenelli-Vitali).
Evolução do Sistema de Cuidados a Gestante e Puérpera ao longo dos anos no Brasil.
Inicialmente, os partos não eram realizados em hospitais.
Cuidado domiciliar – partos não-hospitalares
Início do séc. XX: Enfermarias próprias (berçários) com normas rígidas de isolamento
Altas taxas de mortalidade infantil(por doenças infecciosas não controladas)
Institui-se os berçários: Separação mãe-filho
Final de 1940, inicio de 50: propostas de modificação da assistência
1970: Brasil
1985: Publicação do Programa de Reorientação da assistência obstétrica e pediátrica com as normas básicas do programa de Alojamento Conjunto.
1985: Publicação do Programa de Reorientação da assistência obstétrica e pediátrica com as normas básicas do programa de Alojamento Conjunto.
Déc. 70-80: Discussão sobre separação mãe-filho
1982: Ministério as Saúde promoveu o I Encontro sobre Alojamento Conjunto.
Como e porque o Sistema de Alojamento Conjunto foi pensado:
Considerando:
1) a necessidade de incentivar a lactação e o aleitamento materno,
2) favorecimento do relacionamento mãe/filho e o desenvolvimento de programas educacionais de saúde;
3) a necessidade de diminuir o risco de infecção hospitalar, evitar as complicações maternas e do recém-nascido;
4) a necessidade de estimular a integração da equipe multiprofissional de saúde nos diferentes níveis;
Considerando ainda:
Estatuto da Criança e do Adolescente (capítulo I, Art. 10, inciso V) que estabelece:
"Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes; públicos e particulares, são obrigados a manter alojamento conjunto, possibilitando ao neonato a permanência junto à mãe”.
a) Estimular e motivar o aleitamento materno, de acordo com as necessidades da criança
b) Fortalecer os laços afetivos entre mae-filho
c) Permitir a observação constante do recém-nascido pela mãe, o que a faz conhecer melhor seu filho
d) Oferecer condições à enfermagem de promover o treinamento materno
f) Manter intercâmbio biopsicossocial entre a mãe, a criança e os demais membros da família;
f) Manter intercâmbio biopsicossocial entre a mãe, a criança e os demais membros da família;
g) Diminuir o risco de infecção hospitalar;
h) Facilitar o encontro da mãe com o pediatra por ocasião das visitas médicas para o exame do recém-nascido, possibilitando troca de informações entre ambos
i) Desativar o berçário para recém-nascidos normais
1 - Mães - na ausência de patologia que impossibilite ou contra-indique o contato com recém-nascido.
2 - Recém-Nascidos - com boa vitalidade, capacidade de sucção e controle térmico, a critério de elemento da equipe de saúde.
2.1 - Considera-se com boa vitalidade os recém-nascidos com mais de 2 quilos, mais de 35 semanas de gestação e índice de APGAR maior que 6 no 5 minuto.
Em caso de cesariana, o filho será levado para perto da puépera entre 2 a 6 horas após o parto, respeitando as condições maternas.
1 - Recursos Humanos necessários num Alojamento Conjunto:
a) Enfermagem:
- 1 enfermeiro para 30 binômios.
- 1 auxiliar para 8 binômios.
b) Médicos:
- 1 obstetra para 20 mães
- 1 pediatra para 20 crianças
c)Outros Profissionais ( assistente social, psicólogo, nutricionista)
Os quartos e/ou enfermarias: 5 m2 para cada conjunto leito materno/berço.
O berço deve ficar com separação mínima de 2 m do outro berço.
Duplas mãe-filho por enfermaria deverá ser de no máximo 6.
Na área destinada a cada binômio mãe/filho, serão localizados: cama, mesa de cabeceira, berço, cadeira e material de asseio. Também:
1. A adoção do "Alojamento Conjunto" não representa a extinção do berçário;
. O "Alojamento Conjunto" não é um método de assistência utilizado para economizar pessoal de enfermagem, pois tem um alto conteúdo educativo que deve ser considerado prioritário.
Para cada enfermaria são necessários: 1 lavatório e um recipiente com tampa para recolhimento da roupa usada.
Para que o Alojamento Conjunto seja um setor que realmente represente um "ganho" na maternidade, a assistência de Enfermagem (além do fazer de toda a equipe de outros profissionais que atuem no setor)deve ser focada em alcançar resultados satisfatórios em todas as esferas do atendimento prestado e verificar constantemente os índices:
a) dos resultados quanto ao incentivo ao aleitamento materno;
b) do desempenho da equipe;
c) da aceitação do sistema pela mãe e familiares;
d) dos resultados quanto à morbi-mortalidade neonatal dentro do serviço;
e) dos conhecimentos maternos adquiridos quanto aos cuidados com a criança.
Enfermagem em Maternidade
Enfermagem em Maternidade _ "Cuidando do Binômio Mãe e recém nascido"
Você conhece as atribuições do Auxiliar e do Técnico de Enfermagem em uma maternidade? Quais as suas principais rotinas neste setor? A partir deste post e em alguns próximos, vamos começar a conhecer mais a fundo, o "fazer" do profissional de enfermagem neste setor.
Para iniciar, vamos ver exemplos de modelos de fichas utilizadas pela Enfermagem para realizar seus controles.
Estas fichas são utilizadas diariamente pela equipe de enfermagem,mais precisamente, pela Enfermeira, que, após realizar o Exame físico da puérpera e do RN quando da admissão destes na Maternidade (Alojamento Conjunto), então fará a Prescrição de Enfermagem por estas fichas de acordo com os achados que ela fez.Estas fichas compõem a SAE, "Sistematização da Assistência de Enfermagem". A partir destas prescrições, os Auxiliares e Técnicos de Enfermagem prestaram os devidos cuidados de enfermagem, além das medicações que forem prescritas pela médica ginecologista que acomapnha a mãe, e algum procedimento simples que a neonatologista prescrever para o RN, tais como, verificar a glicemia capilar do RN, uma vez que, no alojamento conjunto, só podem ficar com as mães, Rn's que estiverem sadios, seus cuidados serão de rotina tais como: banho de imersão na técnica (que veremos mais adiante), higiene do coto umbilical, higiene oral, verificação de sinais vitais e auxilio durante a amamentação à mãe para que esta saiba posicionar corretamente o bebê para este fazer uma pega correta e uma sucção efetiva. Veremos nos próximos posts, mais detalhadamente cada rotina da Enfermagem na Maternidade.
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