terça-feira, 27 de novembro de 2012

 
 
Você sabe o que é hidrofobia, (distúrbio psicológico)?
 
 
Esta é uma apresentação simplificada sobre uma das patologias que estudamos em Saúde Mental. Trata-se de uma patologia denominada hidrofobia.
 
 


        Na psiquiátria o tema "fobia" significa medo patológico, e não apenas o medo natural que apresentamos quando sentimos que precisamos nos defender de algum perigo real. A fobia possui vários subtipos e, dentro da psiquiatria está inserida em um grupo de transtornos denominado “Grupo de Transtornos fóbico ansiosos” nos quais uma ansiedade é desencadeada exclusiva ou essencialmente por situações nitidamente determinadas que não apresentam atualmente nenhum perigo.

       A fobia aqui abordada é a hidrofobia, uma fobia do tipo específica ambiental, onde a pessoa sofre um medo patológico de entrar em contato com a água: mergulhar, lavar-se no chuveiro, lavar o rosto ou até o extremo de não conseguir ao menos visualizar fotos de águas ou observar uma piscina. Sua causa, muitas vezes está relacionada a um trauma que envolva água. O nome hidrofobia, que significa “aversão à água” é muitas vezes confundido erroneamente com outra doença viral transmitida pela mordida de cães infectados, conhecida popularmente por “Raiva” porque nesta, a pessoa acometida não consegue beber água, mas, nesse caso, a hidrofobia é apenas um sintoma da doença, e, no estudo que estamos abordando, a hidrofobia é o nome de um tipo de fobia, de um transtorno mental que nada tem a ver com doenças infecto-contagiosas.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 



FISIOPATOLOGIA DA HIDROFOBIA
        A pessoa passa por alguma experiência(na qual a água está presente),tais como cair numa piscina, escorregar na banheira, engasgar com líquidos, presenciar um afogamento, e isto fica registrado em sua memória como algo negativo.
        Dependendo de como essa pessoa experimentou a situação ela fará(mesmo sem perceber) uma avaliação identificando então a água como uma ameaça, um mal ou um risco de perda, gerando em seu psicológico o medo de entrar em contato com a água ou dependendo de como a pessoa avaliou a situação esta pode se agravar para uma fobia(medo descontrolado patológico).
        O medo é uma reação em cadeia no cérebro que tem início com um estímulo de estresse e termina com a liberação de compostos químicos que causam aumento da frequência cardíaca, taquinéia, e energização dos músculos. O estímulo pode ser uma aranha, uma apresentação em público ou até mesmo a batida da porta.Apartir de então para essa pessoa a água e estressor e, quando presente a pessoa experimenta um estresse(chamado estresse negativo) pois provoca uma cascata de reações fisiológicas, bioquímicas e neuropsicológicas que por serem desnecessárias tornam-se desgastantes para o organismo da pessoa e afeta sua qualidade de vida.
        Quando a pessoa vê a água, mesmo em fotos (dependendo do caso ou mesmo quando relembra)ela experimenta a chamada reação de fuga ou luta que é a mesma que ocorre quando sentimos que estamos em perigo ou quando sofremos uma lesão ou trauma doloroso.
        Para produzir a reação de luta e fuga, o hipotálamo ativa dois sistemas: o sistema nervoso simpático eo sistema adrenocortical.O primeiro usa veias nervosas para iniciar reações no corpo, ao passo que o segundo usa a corrente sanguínea.Os efeitos combinados dos dois sistemas são as reações de luta e fuga.
        Quando o hipotálamo informa ao sistema nervoso simpático que e´hora de entrar em ação, o efeito geral é o aceleramento do corpo que fica tenso e mais alerta.O sistema nervoso simpático envia impulsos para as glândulas e músculos lisos e diz a medula adrenal para liberal adrenalina e noradrelina na corrente sanguínea.
        Esses “hormônios do estresse” efetuam um aumento da frequência cardíaca e na pressão sanguínea. Ao mesmo tempo o hipotálamo livra o fator de liberação de corticotropina(CRF), na glândula pituitária ativando o sistema adrenocortial.A glândula pituitária( uma das principais glândulas endócrinas) secreta o hormônio ACTH(hormônio adrenocorticotrópico), que se move pela corrente sanguínea e finalmente chega ao córtyex adrenal no qual ativa a liberção de aproximadamente trinta hormônios diferentes para preparar o corpo para lidar com uma ameaça.
A vazão repentina da adrenalina , noradrenalina e vários outros hormônios causa mudanças no corpo:
·         Aumento da pressão e frequência cardíaca;
·         Pupilas dilatam para receber a maior quantidade de luz;
·         As artérias da pele se contraem para enviar uma quantidade de sangue mais significativa aos grupos musculares maiores(reação responsável pelos calafrios);
·         Hipoglicemia;
·         Músculos se enrijecem energizados por adrenalina e glicose.
        Todas essas reações físicas tem a intenção de ajudar a pessoa a sobreviver a uma situação de perigo. O medo (e a reação de fuga e luta em particular) é um instinto que todo animal possui, porém no hidrofóbico é uma reação que não está cumprindo sua função fisiológica, ao invés disso está levando-o constantemente aum stress desnecessário e portanto desgastante e negativo que precisa ser tratado, uma vez que toda essa “sensação de pânico e morte” que ele experimenta , leva-o a afastar-se completamente de situações que considere risco de afogar-se ou asfixiar-se com água, comprometendo sua qualidade de vida pessoal a com sua família e sociedade podendo tam bém levá-lo a depressão, síndrome do pânico e debilitando o seu organismo tornando-o mais susceptível a doenças



 
Referências Bibliograficas e Sites Consultados:
 
 
Referências bibliográficas

PERRY & POTTER. Fundamentos de Enfermagem, Guanabara Koogan, São Paulo 7 Ed. 2010

Sites:
http://www.psicologia.pt/instrumentos/dsm_cid/
http://www.psicologia.org.br/internacional/pscl23.htm
http://www.aquabrasil.info/medo_h2o.shtml
http://www.hidrocenteracademia.com.br/web/news_detalhes.php?id_noticia=167
http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/78/imprime153382.asp
http://www.infoescola.com/psicologia/hidrofobia/
 
OBS.: Todas as fotos aqui apresentadas foram capturadas via google imagens a partir de palavras chave apenas para auxiliar na compreensão dos textos.
 
 
 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Cuidador de Idosos


Como Cuidador Formal (home Care) e Informal
E na Enfermagem

        Esta é uma profissão crescente em nosso país e, profissionalizar-se nesta área pode garantir maiores chances no mercado de trabalho. Portanto, capacite-se na área, busque realizar um curso específico de cuidador, com conteúdo atual e abrangente. Antes de entrarmos mais a fundo no assunto, pare e conheça as opções de cursos EAD nos links abaixo. Dica de Cursos para você fazer:

Curso de Cuidador de Idosos do Portal Educação

 O curso de Cuidador de Idosos através da educação a distância, oferece aos participantes aspectos importante nos cuidados com a pessoa idosa, desde cuidados com higiene, acidentes, depressão, administração de medicamentos, entre outros. 60hrs, com certificado.
 
 
 



Curso de Cuidador de Idosos do buzzero.com da autora: Adriane Neves
Curso EAD, 26hr aula, com certificado digital

Continuando...

        O cliente idoso é "preferencial" nas filas dos bancos, hospitais, transporte público e isso por que?
_ Porque o idoso realmente deve ter um cuidado, uma assistência "especial", uma vez que, devido as mudanças fisiológicas e psico-sociais por quais passa, precisa que toda a assistência da qual necessite, seja hospitalar, social ou psicológica também seja "adaptada" para suas necessidades para que seja efetiva.

Mas, por que eu preciso  realizar cursos, me especializar, para cuidar de idosos?
        Certamente, isto se deve ao fato de que esta profissão está inserida no rol de "profissoes da área da Saúde", num tempo em que mais há crescimento do cuidador home care, que realiza com este idoso até mesmo "procedimentos de enfermagem", tais como:
  • Banho de aspersão (chuveuro) com auxílio de cadeira de banho;
  • Mudança de decúbito;
  • Alimentação via oral e via sonda ou catéter nasogástrico;
        Ou seja, o Cuidador precisa entender que os cuidados relativos à higiene, alimentação e prevenção de úlceras de decúbito que ele realiza no idoso, são cuidados com fundamentação na anatomia e fisiologia do organismo e ainda, considernado as particularidades do idoso. Portanto, para que o Cuidador conheça as técnicas de como realizar cada cuidado, sabendo como e porque fazer cada coisa, ele precisa sim de uma base teórica fundamentada nas áreas das:

  • Ciências Biológicas; Sociais e até na Psicologia.
          Isto para poder ter maior conhecimento e saber intervir diante das mudanças decorrentes do envelhecimento e dos principais processos patológicos pelos quais passa a população idosa, uma vez que agora estamos falando de uma profissão denominada "Cuidador de Idosos".

        Esses são alguns exemplos de cuidados que o Cuidador de Idosos presta no seu dia a dia de trabalho, diferente do Acompanhante de Idosos, onde, o que se espera é que a pessoa contratada para assumir esta função, até pelo oque o "nome Acompanhante" de Idosos expressa, seja responsável apenas por "acompanhar", ou seja, estar junto, estar ao lado, observar, conversar, interagir com o idoso no seu dia a dia, mas não prestar cuidados de saúde como o banho com cadeira de banho ou no leito, por exemplo, pois esta já é a esfera do Cuidador, daquele que presta cuidados. Porém, percebe-se muitas vezes, é que, na prática, muitas vezes as duas funções se confundem ou misturam e até se relacionam com outras como no caso de afazeres do lar.
Envelhecimento
        É um processo de perda da homeostase associada  a um aumento da fragilidade e vulnerabilidade e que pode ser considerado nas dimensões biológicas, populacionais e psicológicas. 
 
        No Brasil, as pesuisas demográficas mostram que a população idosa cresce mais que a infantil. Isso está ocorrendo atualmente devido ao planejamento familiar cresecente que keva à queda da fecundação  aliada a longevidade dos idosos que estão  cada vez mais inseridos em programas de atenção ao idoso.
 
      Alterações Biológicas causadas pelo envelhecimento
 

        O processo de envelhecer leva a pessoa a apresentar modificações morfofisiológicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas que o fazem ter uma perda de sua capacidade de adaptação ao meio ambiente em que vive, porisso, o idoso é mais suscetível, por exemplo a quedas e processos patológicos.
        Um dos principais fatores que limitam a capacidade do idoso para manter um estilo de vida independente e livre de quedas é  a diminuição  do tônus múscular que torna-se um fator importante na ocorrência de acidentes e quedas fatais no lar de idosos após os 75 anos.
        Isso, porque a marcha normal requer força muscular, controle neuromuscular e função adequada das articulações dos MMII de modo que um declínio na velocidade da marcha no idoso, é, geralmente, um sinal de deterioração em algum destes sistemas.
Alterações no Idoso relacionadas:
  • Diminnuição da força muscular, resistência, flexibilidade, coordenação motora e equilíbrio.
Fatores Extrínsicos ao Envelhecimento mas que o influenciam:
_fumo;
_radiação;
_Poluição;
_Alimentação inadequada;
_ Doenças pré existentes;

Fatores Intrínsecos:
Modificações Fisiológicas:
_ Declínio da produção de linfócitos T;
_Diminuição da audição, da capacidade de compreender a fala, presbiopia (dificuldade para ver de longe)
_ Perda de Elasticidade das pálpebras;

Alterações Cutâneas decorrentes do envelhecimento:
_Perda da elasticidade da pele, com manchas e rugas, também há predisposição ao maior aparecimento de pintas;
_Perda de Cabelos;
_Diminuição das funções fisiológicas das glândulas sebáceas e sudoríparas
_Acentuação das proeminências ósseas;
_Onicogrifose (espessamento das unhas);

Alterações Cardiovasculares:
_Diminuição do débito cardíaco;
_Diminuição da elasticidade dos vasos sanguíneos;
_ Maior predisposição a arteriosclerose (endurecimento das paredes das artérias), o que é diferente de aterosclerose (quando há formação de placas de ateroma, ou seja, de substâncias lipico-protéicas que podem ocluir o vaso e causar isquemia).

Alterações Respiratórias:
_Diminuição da flexibilidade pulmonar;
_Perda de cílios pulmonares;
_Troca de gases prejudicada;

Alterações Gastroenterológicas:
_ Peristalse lenta, interferindo na degluitção, esvaziamento gástrico e passagem do alimento pelo intestino;
_Diminuição da salivação;
_Diminuição da absorção de nutrientes pelos intestinos;
_Modificações do tecido dentário por perda de sais dos dentes, dificultando a mastigação.

Músculo Esquelético:
_Perda da força muscular;
_Perda da flexibilidade;
_Perda da massa e diminuição da altura;
_Perda de cálcio;

Neurológicos:
_Isquemia cerebral;
_Perda de neurônios, principalmente motores;
_Dificuldades no controle da postura;
_Diminuição das sensações;
_Diminuição das sensações táteis como pressão e temperatura;

Alterações do Sono:
_Períodos de sono mais frequentes e rápidos;
_Dorme cedo e acorda cedo;
_Insônia;
_Apnéia do sono;
_Roncos altos;

Texto Resumo, de uma aula da  Disciplina Saúde do Idoso.

 


Hemoterapia, Bancos de Sangue, de Cordão Umbilicall

      Dica: Para conhecer mais sobre Hemoterapia, faça o curso de:     

Assistência de Enfermagem em Hemoterapia

  • Clique  no título acima ou na foto abaixo para ser direcionado a página do curso

        Também são campos de atuação para a enfermagem e outros profissionais da equipe de saúde multidisciplinar, mas, o que são esses setores e, como o profissional se insere nestes campos de trabalho?


Por: Luciana Silva

        Hemoterapia  é a área da Saúde, relacionada à Biomedicina e Biologia (e hoje há também o campo desta especialização para os profissionais de enfermagem a partir já do nível técnico), onde são utilizadas técnicas para processar os diversos componentes do sangue (hemocomponentes) para que estes possam ser utilizados para tratar pacientes que necessitam, porisso o termo Hemoterapia .
        Os cursos de nível técnico  (conforme o site do SENAC SP) capacitam o aluno para realizar processos de captação, triagem clínica, epidemiológica e sorológica dos interessados em doar sangue, bem como a realizar coleta, processamento, controle, armazenamento, expedição e infusão de hemocomponentes, provas sorológicas e imunohematológicas, de acordo com as normas técnicas, de biossegurança e legislação vigentes. Se desejar, visite a página do site Senac SP.
        Algumas informações de Hemoterapia:
        Segundo RUIZ:
"Em cada  doação, são coletados 450 mL (+50) de sangue total. Cada coleta é fracionada em aproximadamente: 1 unidade de concentrado de hemácias, 1 unidade de concentrado de plaquetas e/ou criopreciptado, 1 unidade de plasma".

        Vejamos o que são cada tipo de hemocomponente destes:

  • Concentrado de Hemácias: É o hemocomponente obtido a partir da centrifugação do sangue total. Pode servir de 35 a 42 dias, dependendo do conservante utilizado na bolsa de coleta.
  • Concentrado de Plaquetas: As plaquetas atuam na fase primária da coagulação do sangue. Seu concentrado é obtido a partir da centrifugação do plasma, rico em plaqueta.
  • Plasma Congelado: O plasma é a parte líquida do sangue formado do soro sanguíneo + fibrinogênio (e fatores da coagulação). Esse plasma congelado é obtido após o fracionamento do sangue total.
  • Criopreciptado ou Fator anti-hemofílico: Parte insolúvel do plasma que é obtido por meio do método de congelamento rápido, descongelamento e centrifugação do plasma. É rico em vários fatores da coagulação (substâncias que atuam em conjunto para que a coagulação ocorra dentro da normalidade).
        Como o profissional de Enfermagem atua em hemoterapia?
       
                Se o profissional ainda não tem especialização na área hemoterápica (há cursos pós técnicos de especialização para enfermagem em SP). Para saber sobre cada um clique nos links abaixo:
 
 
 
 
        Outro setor onde há possibildades é na coleta de sangue de cordão umbilical, onde a mãe decide doar o sangue do cordão umbilical de seu filho ao nascer para que deste sejam retiradas suas células tronco que ficarão armazenadas para uso posterior se necessário. Quem pode atuar nestas coletas normalmente é o mesmo profissional especializado em hemoterapia, banco de sangue e técnicos em biodiagnósticos.
 
Veja o vídeo abaixo da Cor Vida que é um treinamento mostrando como é realizada a coleta de sangue do cordão umbilical.


 
 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Rediluição de Medicação

     

        A Rediluição é utilizada no preparo de medicações em Neonatologia e Pediatria pois são prescritas doses que são calculadas por meio do peso ou da superfície corporal da criança e que, portanto, não estão comercialmente disponíveis para uso, precisam ser preparadas rediluindo-se a medicação.

O que é rediluição?

        Rediluir consiste em diluir o medicamento dentro do padrão de costume, depois, avaliar quanto contém em cada 1 ml, aspirar esse 1ml e redilui-lo em 9 ml de água destilada, quantas vezes forem necessárias para que possamos aspirar a dose prescrita com exatidão.
Exemplo:

        Temos criança de 3 meses com 4kg internada em unidade pediátrica com quadro de IRA (infecção respiratória aguda). A PM é de Penicilina Cristalina 30.000UI (lê-se "trinta mil unidades internacionais"). Temos frasco de Penicilina Cristalina de 5.000.000 (lê-se "cinco milhões de unidades internacionais") Percebe como a dose é pequena em relação ao volume disponível? então, como proceder?

1o Passo:
Vamos diluir o conteúdo do frasco de 5.000.000 em 8ml de água destilada (lembrando que essa quantidade de Penicilina Cristalina acrescenta 2ml de pó, que dará um toal de 10ml) então fica assim:

PC 5.000.000 ____________________ 8ml AD + 2ml pó = 10 ml
                   x _____________________ 1 ml
(faça a conta cruzando os valores, multiplicando-os cruzado), que fica assim:
x . 10 = 5.000.000 . 1
x. 10 = 5.000.000
(depois, divida o resultado da direita pelo valor de x à esquerda), que fica assim:
         
         5.000.000
x =___________
              10

x = 500.00 (lê-se) Quinhentas mil unidades internacionais ( Já diminuiu 10 vezes. Esse é o valor que temos agora em 1 ml da diluição)

Agora sim, é que vamos rediluir a medicação, esse 1 ml em outros 9 ml de AD (água destilada), e, desse total, vamos ver quanto haverá novamente em 1 ml

2o Passo:
 Aspirar 1 ml desta solução (que corresponde a 500.000UI de PC) e rediluir em 9 ml de AD. Novamente descobrir quanto terei em cada ml.

PC 500.000 _____________ 1ml + 9 ml AD = 10 ml
               x ______________ 1 ml  (faz-se a multiplicação cruzada)
               x . 10 = 500.000 . 1
               x . 10 = 500.000
               x = 500.000
                 _________
                       10

x = 50.000 (lê-se "cinquenta mil unidades internacionais"). 

        Você lembra que a PM é de 30.000 UI (trinta mil unidades internacionais), agora estamos chegando perto! Por enquanto, nesse segundo passo, temos 50 mil UI em 1m, então, vamos trabalhar com esse 1 ml para chegar a quantidade de PC que precisamos, como fazer?

3o Passo:
        Aspirar 1 ml desta solução (que contém 50.000UI de PC), descobrir quanto tenho que aspirar desse 1 ml para ter 30.000, aspirar esse tal valor e rediluir com mais água destilada ou SF 0,9% - de acordo com o protocolo da instituição - e por pra infundir, de preferência em bomba de seringa:

PC       50.000 UI ___________ 1 ml
Tenho  30.000 UI___________ ?  X ml  (multiplica-se cruzando os valores) fica assim:
              x . 50 = 30.000 . 1
              x 50.000 = 30.000
              x =  30.000
            ______________ (dividido por)
                      50.000
x = 0,6ml

Preparo: Aspirarei então (dessa rediluição onde tenho 50.000 UI em cada 1 ml) 0,6 ml. Terei nesse 0,6 ml 30.000UI de Penicilina Cristalina que é a prescrição médica, porém, não posso administrá-lo assim, preciso aspirar essa dose com a seringa de 1 ml (própria para insulina de 100UI) até a marca de 60 UI que é igual a 0,6 ml. Também já preparo outra seringa de 10 ml e injeto esse 0,6 ml de PC nesta seringa de 10 ml e completo com SF 0,9% ou AD até a marca de 5 ml. Identifico corretamente a seringa com os dados da medicação prescrita e os dados do RN de acordo com o prontuário.

        Antes de administrar, preciso me certificar de que o acesso venoso do RN está permeável e sem sinais flogísticos;
        Preencher completamente o extensor da bomba de seringa com a medicação, tirando todo o ar;
        Acoplar corretamente a seringa na bomba, no local exato e travando-a adequadamente;
        Programar a bomba corretamente com: o volume total a ser infundido (nesse caso 5 ml), o tempo em que deve correr a solução ( 30 minutos, por exemplo), e o tipo de seringa que estou utilizando na bomba, nesse exemplo, seria a BD 10 ml, a bomba calculará automaticamente pra mim, quantos ml serão administrados por minuto e fica só aguardando que eu aperte o botão iniciar.
        Conecto o extensor que já está conectado à seringa no acesso do RN (após todas as checagens já descritas);
        Aperto o botão para iniciar a infusão da medicação;
        Quando faltar aproximadamente 1 ml ( que é aprox. a quantidade de medicação final que estará no extensor) o alarme da bomba soará, porque a mesma entenderá que a medicação da seringa acabou e ainda falta 1 ml então aspiro mais 1 ml na seringa BD e aperto o botão para continuar a infusão da bomba de seringa, esta então, irá infundir agora a medicação restante no extensor até chegar a soma os 5 ml previamente programados para correr, e, o SF que sobrar, neste casom, serviu apenas para que a bomba infundisse toda a medicação, incluindo a que estava no extensor (nada mais, nada menos).

Exemplo 2
A PM é de 180.000UI de PC EV para RN de 8 dias para tratar sífilis. A disponibilidade é o frasco de 5.000.000 UI já diluido em 8ml de AD (guardado em geladeira após reconstituição), quanto aspiro, e em quanto rediluo para administrar no RN por bomba de seringa em 1 hora.

1. Faço a conta para ver quanto é em ml 180.000UI de PC do frasco que já disponho.
Tenho 5000.000UI                                    10ml (8ml AD + 2ml pó)
A PM    180.000UI                                      xml

5000.000. X = 180.000.10 (lê-se cento e oitenta mil unidades internacionais)
5.000.000X = 1.800.000 (lê-se um milhão e oitocentas mil unidades internacionais)
X = 1.800.000 : 5.000.000 = 0,36 ml

Resposta: Devo aspirar 0,36 ml de PC na seringa de 1ml e rediluir com SF 0,9% até completar 5ml em seringa BD de 10 ml para instalar na bomba de seringa programada para correr em 1 hora.


Resumo sobre a administração da Penicilina Cristalina em Neonatologia e Pediatria

       



        A penicilina G sódica e potássica é um antibiótico muito usado por via IV em pediatria. O frasco é

de 5.000.000UI, e as doses pediátricas variam de 100.000UI a 400.000UI/kg/dia. Sua apresentação

é em forma de pó liofilizado que deve ser reconstituído com um diluente compatível. A solução

resultante dessa reconstituição precisa ser acrescida a um veículo compatível antes de sua infusão.

        Esse veículo pode ser SF a 0,9% na proporção de 10.000UI/mL. A infusão IV deve ser em

aproximadamente 60 minutos.

        Ao diluir a penicilina G sódica e potássica, deve-se considerar a alteração de volume

que ocorre quando a mesma é reconstituída. O pó liofilizado do fármaco acresce cerca

de 2mL ao volume do diluente adicionado. Neste caso, para obter uma concentração de

5.000.000UI de penicilina cristalina em 10mL de solução, deve-se acrescentar ao frasco

8mL de diluente.


        Dentre os processos matemáticos, a regra de três é a mais utilizado para a resolução de problema

envolvendo a diluição de medicamentos. A regra de três consiste em relacionar grandezas 
proporcionais em que são conhecidos três termos, e a relação matemática entre eles permite 
determinar o quarto termo (desconhecido). As grandezas mais relacionadas entre si em cálculos 
de medicamentos pela enfermagem são concentração/volume (mg/mL) ou volume/tempo (mL/ 
hora ou mL/minuto). A seguir apresentam-se situações de aplicação da regra de três.


        Exemplo situacional
 1
– Qual volume representa 20mg de gentamicina, considerando a ampola de 80mg/2mL?

Para resolver a situação 1, é preciso utilizar uma regra de três envolvendo a relação concentração/
volume (mg/mL), veja a regra de três aplicada a esse caso:

Aplicando a regra de três, teremos:


80mg – 2mL                      (Tenho 80mg em 2ml)
20mg –   x                         (Terei 20mg - que é a PM em quantos ml?)

                                                                             
 80x = 20 * 2                Cruzo os valores e multiplico entre eles                                                              
 x = 40/80                     Divido o resultaado  obtido (do lado direito) pelo obtido (do lado esquerdo)                                                        
 x = 0,5mL                    Encontro o resultado





Resposta: 20mg da ampola de gentamicina 80mg/2mL é igual a 0,5mL.



Só tem dúvidas aquele que sabe!
Toda dúvida com relação à administração de medicamentos precisa ser valorizada. Por isso
salientamos que:
■ ■ ■ ■ ■ nenhum medicamento deve ser administrado enquanto os cálculos não forem refeitos e as dúvidas
não forem sanadas;
■ ■ ■ ■ ■ é necessário ter disponível material bibliográfico para consulta nas unidades onde esse
procedimento é realizado;
■ ■ ■ ■ ■ conforme o caso, discutir com os demais profissionais envolvidos, como farmacêuticos e médicos;
■ ■ ■ ■ ■ é importante ter sempre à disposição, nos locais de preparo e administração de medicamentos,
calculadoras para a realização dos cálculos e manuais para consulta específica.



Preparar e administrar medicamentos em adultos tem a vantagem de os fármacos serem
comercializados em concentrações padronizadas, o que diminui o risco de erro ou
contaminação. No caso de recém-nascidos e de crianças pequenas, esse risco é maior
devido à necessidade de uma dosagem muito menor do que a apresentação do
medicamento comercializado, gerando a necessidade de diferentes etapas de cálculos
e de maior manipulação das soluções. Veja abaixo:

Diferenças entre os cálculos e o preparo de uma medicação para um adulto e um recém nascido:
O medicamento é a Amicacina, perceba a enorme diferença entre a dose prescrita, o que torna muito mais "complexo" o cálculo em neonatologia:

Prescrição:
■ ■ ■ ■ ■ Adulto: Amicacina 500mg IV de 8/8horas.
■ ■ ■ ■ ■ Recém-nascido: Amicacina 30mg IV de 8/8 horas.
Dados necessários para administração do medicamento com segurança:
■ ■ ■ ■ ■ Apresentação: Amicacina 500mg/2mL (ampola).
■ ■ ■ ■ ■ Diluentes compatíveis: SF a 0,9%, SG a 5%, AD.
■ ■ ■ ■ ■ Tempo de infusão: 30 a 60 minutos. Segundo Capobianco e Tacla (2005), em crianças menores de 1
ano, o tempo de infusão deve ser de 1 a 2 horas.
■ ■ ■ ■ ■ Concentração da infusão a ser infundida: 2,5 a 5mg/mL.
■ ■ ■ ■ ■ Amicacina não deve ser administrada por via IV direto.
No caso do adulto, não há necessidade de cálculos para se conhecer o total de volume a aspirar da
ampola (se aspira todo o conteúdo). É necessário calcular o volume do solvente a ser adicionado ao
fármaco e definir o tempo de infusão. Como a dose sempre é padrão, o volume do diluente será
100mL se considerada a concentração de 5mg/mL ou 200mL no caso de 2,5mg/mL.
No caso do recém-nascido, para se administrar a dosagem prescrita, é necessário:
1. Calcular qual volume (mL) da ampola de amicacina 500mg/2mL representa30mg.
2. Esse volume é passível de ser aspirado com as seringas disponíveis na unidade? Em caso
positivo, aspirar esse volume e ir para o item 4; em caso negativo, ir para o item 3.
3. Caso a unidade não disponha de seringa com graduação adequada, é necessário: definir e
aspirar o volume correspondente a uma concentração maior do que a prescrita; diluir essa
concentração aspirada em um volume previamente definido de diluente compatível; calcular e
aspirar o volume correspondente à concentração prescrita.
4. Após definir esse volume (item 2 ou 3), já se conhecendo o diluente (veículo) compatível,
calcular em que volume do diluente o fármaco aspirado deve ser rediluído (considerando a
recomendação de mg/mL indicado nos manuais institucionais ou na literatura científica).
5. Calcular o tempo de administração do fármaco (volume/minuto) de acordo com os materiais e equipamentos disponíveis na unidade. Neste caso é recomendado o uso de bomba de infusão pelo fato da dosagem e forma de gotejamento.















Fonte Bibliográfica: SILVA Marcelo Tardelli  da & SILVA, Sandra Regina LPT - Cálculo e Administração de Medicações _  Editora Martinari, 3a ed. São Paulo, 2011



   



Triagem Neonatal O Teste do Pezinho


Você sabe para que serve o Teste do pezinho?


Assista o Vídeo abaixo que traz todas as informações essenciais para compreendermos a importância desse exame no recém nascido.


Para acessar um conteúdo detalhado  'escrito" acesse o link abaixo da APAE:

Apostila Exame do Pezinho

E boa leitura!!!

Medicação na Sala de Parto - Introdução

        Nos cuidados ao RN a maioria das medicações são administradas por via EV, mas há também aquelas que são administradas pela via IM e outras. Antes de falarmos diretamente da administração das medicações, vejamos algumas considerações importantes sobre os cuidados e a fisiologia do neonato.
       
 Na recepção do RN em sala de parto: 
        Todo "um ambiente deve estar preparado para recebê-lo, evitando assim perda de calor, asfixia e outras ocorrências que poderão existir caso não se faça uma adequada recepção a esse RN na sala de parto. Para conhecer mais sobre todos os dispositivos da sala de parto, e das medicações click no link:  Reanimação na Sala de Parto

        Na sala de parto, imediatamente ao nascer, o Recém nascido passa pelos seguintes cuidados:


a) Limpeza das vias aéreas superiores: Logo após o desprendimento do pólo cefálico (momento expulsivo do parto), faz-se a limpeza de boca e narinas com compressa estéril ou "pera" manual (parto cesáreo);
b) Pinçamento e secção do Cordão umbilical: O RN deve ser mantido ao nível do introito vaginal ou abdome da mãe, prevenindo assim uma mudança brusca em sua volemia sanguínea.
c) Coleta de sangue placentário: para exame de tipagem sanguínea, Coombs, sorologias, etc, por meio de aspiração direta com agulha, dos vasos fetais no cordão ou na face fetal da placenta.
d) Recepção propriamente dita do RN:  em campos estéreis, aquecidos, utilizando luvas;
e) Aquecimento do RN: Secar o bebê delicadamente, colocando -o em berço de calor radiante para minimizar a perda de calor e em decúbito lateral para facilitar a drenagem das secreções de vias aéreas superiores.
f) Avaliação inicial da vitalidade do RN pelo Boletim de Apgar: no 1o e 5o minutos de vida que avalia  o grau de asfixia do RN a partir da observação das seguintes características: cor da pele, frequência cardíaca, Irritabilidade reflexa (espirros, mímica facial), tônus muscular, esforço respiratório;
g) Ligadura definitiva do cordão: Com clamps plásticos, colocados a cerca de 3 cm do abdome do neonato  cortando-se o excesso;
h) Profilaxia Ocular:  para prevenir a oftalmia gonocócica, por meio do uso da solução de nitrato de prata. A Clamídia, é o agente ocular mais frequentemente adquirido no canal de parto. O nitrato de prata deve ser instilado cuidadosamente uma gota em cada saco conjuntival inferior de cada olho e o excesso de medicação deve ser removido com gase. Os olhos não devem ser lavados com SF 0,9% para não causar queimaduras nos olhos do RN!

Medicação Protocolo em Sala de Parto

Caso o RN nasça bem, sem necessitar de reanimação nem de medicações específicas para essa finalidade, as medicações que são administradas ao RN ainda em sala de parto são:

Vitamina K: preferencialmente antes da primeira hora de vida nos bebês a termo (RNT), 2 mg por via oral ou 1 mg (0,1ml de vitaminaK) por via IM em vasto lateral da coxa (geralmente esquerda); doses menores em RNPT (prematuro) entre 0,5 e 1mg  podem ser considerados.
Mas, para que serve a vitamina K?
        A vitamina K é necessária para a coagulação normal do sangue; o neonato apresenta essa deficiência devido à falta de flora bacteriana intestinal necessária a sua síntese e ao baixo teor encontrado no leite materno, assim, faz-se necessária a sua administração para evitar quadros hemorrágicos no RN, e, se ocorrer essa complicação, a medicação é realizada por via EV.

Vacina contra Hepatite B: até 12 horas de vida, por Via IM, em vasto lateral da coxa direita.


      Os recém nascidos  em UTI neonatal, principalmente prematuros, requerem a infusão de substâncias farmacológicas por acesso venoso durante período prolongado e, as características vesicantes da maioria desses fármacos tornam a punção venosa periférica um procedimento penoso, iatrogênico e estressante, tanto para o recém nascido como para a equipe que com ele trabalha.
        Devido a todas as características dos pacientes da neonatologia, com toda sua fragilidade, veias finíssimas e delicadas, são comuns para a equipe de Enfermagem, os insucessos nas punções venosas  causando atraso na administração de medicações e sofrimento para o RN, o que também contribui para o risco de infecção. Portanto, é necessário conhecer a indicação, as vantagens e desvantagens dos diversos tipos de acesso venoso e também ter treinamento específico para realizar o procedimento em recém nascidos, principalmente nos prematuros para evitar maiores riscos a esses pacientes.

Características dos recém nascidos importantes na escolha do Acesso Venoso para infundir medicações EV


        Os recém nascidos apresentam algumas características peculiares que as diferem da população adulta. Idade, superfície corpórea dos RN's mostram aspectos específicos que precisam ser conhecidos pela equipe de Enfermagem e multidisciplinar que cuida dos neonatos. Portanto, pode-se estabelecer que há características do RN inerentes a sua idade gestacional ao nascer e as que podem ter sido consequência, local ou sistêmica da presença de dispositivos intravasculares.

Os seguintes fatores podem dificultar a punção venosa nos recém nascidos, principalmente os prematuros que precisam ficar internados em UTI neonatal:

Palidez acentuada: é um dado importante que pode indicar hemorragia.
Cianose de extremidades: é comum em prematuros devido à má circulação periférica, respondendo positivamente ao aquecimento.
Equimoses: São frequentes, sendo suas localizações dependentes do tipo de apresentação do RN no período expulsivo do parto.
Edema: É geralmente localizado, pode ser notado em mãos e pés ou em outra parte do corpo e diz respeito ao tipo de apresentação obstétrica, regredindo em alguns dias.
Resistência capilar: O recém nascido a termo apresenta resistência capilar satisfatória, ao passo que prematuro tem fragilidade.

Para maiores informações sobre cuidados de Enfermagem em Neonatologia, indico o site do Tec Saúde, link Material Didático, Livro do aluno Neonatologia de Risco e Videoaulas de Neonatologia de Risco.


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Anotação de Enfermagem em Terapia Intravenosa

        Neste tópico vamos conhecer mais sobre como realizar as anotações de enfermagem referentes aos cuidados realizados em terapia intravenosa.


 O que anotar em terapia intravenosa?
1. Localização do dispositivo intravascular
A delimitação do local da punção venosa e/ou central permite a monitorização da equipe de enfermagem para busca de eventos adversos.
 Ex: dorso da mão esquerda


2. Composição do dispositivo intravascular
Dispositivos periféricos de teflon têm recomendação de frequência de troca até 72 horas, e, os de poliuretano em até 96 horas. Deve-se anotar os componentes do sistema IV como por exemplo além do cateter se há polifix (de quantas vias) ou torneirinha.


3.  Calibre do dispositivo intravascular
É importante salientar aqui que, calibres menores causam menos flebite mecânica (irritação da parede da veia pela cânula) e menos obstrução do fluxo sanguíneo dentro da veia.
O calibre é anotado após o nome do tipo de dispositivo; Ex: Jelco n.22

4. Sinais e sintomas observados e possíveis intercorrências
A verificação de SS flogísticos e outros como: dor, calor, rubor, infiltração, cordão venoso palpável, eritema, edema, drenagem purulenta precisam ser registrados e permitem um redirecionamento do plano de cuidados pelo enfermeiro e equipe multidisciplinar. Intercorrências como: transfixação venosa, hematomas e extravasamentos de soluções e/ou medicamentos. 


5. Motivos de retirada do dispositivo
 seja por infiltração, flebite, enfim,
precisa ser explicado em anotação de enfermagem.

Exemplos de anotações de enfermagem em TIV:

15/11/2012 08:00h Mantém o acesso venoso periférico em MSD sem sinais flogísticos, aqualizado. (assina seu nome) AE/Coren: 123456

15/11/2012 09:30 Realizada punção venosa, conforme solicitação de prescrição de Enfermagem, em região dorsal de antebraço E com cateter jelco n.20, salinizado e sem sinais flogísticos.

15?11/2012 17:00h Repuncionado acesso venoso em MSD devido à presença de flebite em MSE. utilizados dois cateteres jelco, sendo um n.20 e outro n.22, devido a dificuldade de punção por fragilidade capilar. (assina) - TE/Coren: 123456

Estes são apenas alguns exemplos de anotações de enfermagem sobre cateteres venosos.
Lembrando que, ao realizar anotação de enfermagem seguir a ordem:
  • Como o paciente se apresenta (consciente, calmo, no leito, com acompanhante, etc...);
  • O que o paciente mantém: Cateteres, curativos, jejum, etc...
  • O que o paciente e/ou seu acompanhante refere a você: dormiu ou não, está com dor, etc...
  • O que você realizou de cuidados no paciente: Realizado verificação de SSVV, administração de medicação (nome e dose da medicação, via e conforme prescrição médica), curativo (tipo, local, com o que) etc...


Fonte Bibliográfica: Manual de terapia Intravenosa: Atualidades
Editora Martinari, São Paulo, 2012


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