domingo, 6 de dezembro de 2015

Atualizações no Calendário básico de Vacinação


Esta palestra trata das alterações, ou seja, inclusões de vacinas no calendário vacinal nacional, a partir de 2013 até agora, final de 2015, explicando quais vacinas foram incluídas, e o modo de preparo e administração de cada uma e em qual faixa etária devem ser administradas.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Série Enfermagem em UTI neonatal - Funções do Técnico de Enfermagem - Parte 2 - "Cuidados Gerais" - Sinais Vitais.


Os chamados "cuidados gerais de Enfermagem em UTI Neonatal" são aqueles rotineiramente realizados pela equipe técnica de Enfermagem "para com todos os bebês internados, salvo algumas exceções e/ou modificações de certos procedimentos para com certos pacientes, conforme prescrição médica e/ou de Enfermagem. Esses "cuidados gerais" incluem:

_ Verificação de Sinais Vitais (Saturação de oxigênio, Pulso ou Frequência Cardíaca, Respiração, Temperatura e Pressão Arterial e aplicação de escala de dor);
_Manter elevação da cabeceira entre 30 e 45 graus conforme prescrição médica;
_Permeabilizar os cateteres de acesso venoso periférico, cateter umbilical, flebotomia ou PICC (quaisquer que sejam que o RN esteja mantendo) conforme prescrição médica e de enfermagem e observar constantemente se não há sinais flogísticos ou de extravasamento no local de inserção dos cateteres;
_Rodízio de sensor de oximetria contínua entre os MMSS e MMII (membros superiores e inferiores respectivamente);
_Higiene oral e ocular dos recém nascidos;
_Mudança de decúbito;
_Higiene perineal e troca de fraldas;
_Pesagem de fraldas e controle de eliminações vesico-fisiológicas;
_Curativo de coto umbilical;
_Banho do Recém nascido;
_Troca de eletrodos e de roupas (ninho) do leito do recém nascido (sempre após o banho ou quando houver necessidade)
_Sempre observar a posição de cânula orotraqueal e das sondas para certificar-se que o RN não está "extubando acidentalmente" ou "que saque a sonda", quando necessário, colocar luvinhas para evitar que o RN saque a sonda gástrica;
_Oferta de dieta por gavagem, sonda-dedo, copinho, ou posicionando o recém nascido em seio materno (conforme prescrição médica);
_ Manutenção do conforto geral do recém-nascido (diminuir luminosidade, ruídos e ter manuseio mínimo agrupando os cuidados);
_Manter ambiente térmico neutro;

Esses cuidados listados acima são os principais cuidados rotineiros de uma UTI neonatal. Vejamos como é a técnica utilizada pela enfermagem para realizar cada um desses procedimentos.

Verificando os Sinais Vitais dos recém nascidos na UTI Neonatal

A rotina de verificação dos sinais vitais em UTI Neonatal costuma ser feita com um espaçamento de horas que varia de 4 em 4, 3 em 3, ou até 2 em 2 horas conforme o caso e a gravidade do recém nascido. Os sinais vitais são aqueles que nos informam sobre como está, basicamente, a hemodinâmica do bebê, e incluem verificar: Saturação de oxigênio, Temperatura, Frequência cardíaca, respiração por minuto, P.A. e verificar qual o nível de dor o RN aparenta naquele momento, através da aplicação "da escala de dor" própria.

Saturação de Oxigênio:

O oxímetro de pulso é um método não invasivo que avalia a oxigenação dos tecidos por meio da espectrometria infravermelha e reflete a saturação de oxigênio da hemoglobina. Nos neonatos, a enfermagem deve colocar os eletrodos nas extremidades (mãos ou pés) sempre, com o eletrodo "aceso com a luz vermelha" em cima da artéria local para que consiga fazer a leitura, o de cima fica alinhado com o de baixo, e envolvem-se ambos com o cobam para mantê-los posicionados. Faz-se o rodizio deste sensor aproximadamente de 3 em 3 horas.


Verificação da temperatura

A temperatura axilar do bebê pode ser verificada com termômetro digital. Antes e após utilizar o termômetro, deve-se fazer sua desinfecção com álcool a 70%. Posicionar o termômetro sob a axila do bebê e esperar que o mesmo "apite" avisando que já chegou a temperatura máxima, verificar e anotar nos controles do bebê. Se o bebê estiver mantendo sensor de pele ou sensor retal, a temperatura será mostrada continuamente na tela do monitor de parâmetros vitais juntamente com os outros sinais vitais.
CONTROLE TÉRMICO
A temperatura central pode ser obtida de forma intermitente por via axilar ou
contínua por meio de sensor abdominal. A temperatura da pele sobre o
fígado tem sido bastante usada como indicador da temperatura central.
(sensor na linha média da porção superior do abdome, estando o recém-
nascido em supino, ou colocar o sensor no dorso do recém-nascido, na
região escapular)
A temperatura periférica pode ser aferida nos membros, mais comumente
nos pés.
Não se recomenda a avaliação da temperatura retal
Faixa de normalidade: 36,5 a 37 °C
Hipotermia:
 Potencial estresse do frio (hipotermia leve): temperatura entre 36,0 e
36,4°C
 Hipotermia moderada: temperatura entre 32,0 e 35,9°C
 Hipotermia grave: temperatura < 32,0°C Hipertermia: temperatura > 37,5°C
Prevenção da Hipotermia:
 Manter a temperatura da sala de parto maior ou igual a 25o C
 Ligar a fonte de calor radiante antes do nascimento e pré-aquecer os
campos
 Recepcionar o recém-nascido em campos aquecidos e colocá-lo sob
calor radiante
 Secar e remover os campos úmidos
 Uso de gorro de algodão
 Cobertura oclusiva com filme de polietileno, polivinil ou poliuretano (< 32 semanas)  Uso de saco plástico (<28 semanas) verificando a respiração A respiração do recém nascido pode ser verificada de dois modos: Observando o abdome do bebê para contar (a cada inspiração e expiração uma respiração completa)por 1 minuto (para isso, utilize um relógio analógico). A Frequência cardíaca Observa-se, ou posicionando o estetoscópio na região apical do bebê e contando por um minuto ou observando o valor que aparece no monitor. Lembrando que, para monitorizar o bebê, deve-se colar os eletrodos nas regiões indicadas e sobre eles colocar os sensores de acordo com a indicação do fabricante para que eles façam a leitura e também, deve-se programar o monitor para que este mostre os parâmetros desejados, programe o tipo de modo, o tipo de traçados e os limites que o aparelho deve alarmar como máximo e mínimos para as frequências cardíaca e respiratórias do bebê. A Pressão arterial Utilizar um manguito apropriado para o tamanho do bebê. O manguito deve cobrir dois terços do braço do bebê. Ele mostrará a pressão sistólica (máxima), a diastólica (mínima) e a média (que deve corresponder aproximadamente a quantas semanas o bebê tem.

Série Enfermagem em UTI neonatal - Funções do Técnico de Enfermagem - Parte 1 - "Passagem e Recebimento de Plantão"


Em uma UTI neonatal, são diversas as atribuições do Técnico de Enfermagem, mas, após se paramentar devidamente e realizar a lavagem das mãos na técnica ao chegar na UTI neonatal, podemos dizer que a primeira das suas muitas atividades é receber o plantão do "colega de profissão que termina ali seu turno", para assim, "conhecer" e se "preparar" para assumir os seus pacientes daquele dia.

Definição: a passagem de plantão representa a entrega do seu trabalho a equipe subseqüente. Ela é um instrumento de comunicação importante pois transmite informações sobre a os cuidados realizados aos cliente e família e, também favorece a organização do trabalho (SIQUEIRA, KURCGANT, 2005). Diversas maneiras podem ser adotadas pela equipe para passar o seu plantão, contudo, ela deve ser instituída dentro de critérios ético, legais e que possibilite garantir a continuidade do trabalho.

Antes da passagem de plantão, toda equipe deverá fazer a “finalização” do turno, ou seja:
• Organizar as salas de Expurgo e de Materiais, e esvaziar os hampers e por sacos novos;
• Organizar os prontuários, verificando as anotações e checando as prescrições médicas e de enfermagem;
• Checar se todos os cuidados de enfermagem foram anotados no impresso de Anotações de Enfermagem
– dietas, eliminações e queixas.
• Organizar a sala de procedimentos e posto de enfermagem.
• Organizar o carrinho de emergência e comunicar o secretário da unidade para reposição.

1. Receber e passar plantão, segundo o roteiro Institucional, que costuma conter:
Na Passagem de plantão, o profissional que está passando informa:

a) Identificar o RN dizendo: "este é o RN de (nome completo da mãe)", e conferir na hora os dados "nas duas pulseiras de identificação do RN) e o número do leito. Se forem gêmeos, diz-se: "Esse é o primeiro (ou segundo gemelar) de (nome completo da mãe).

b) Informar se é admissão do dia, se sim, informar o horário da admissão, se o RN veio do Centro de Parto Normal, centro Cirúrgico, Alojamento conjunto ou de casa, trazido pelos pais. Dizer as condições em que ele chegou: o que o levou a ter que internar na UTI Neo: prematuridade, aspiração meconial, necessidade de intubar, entre outros, e já informar o que já foi feito no RN: se puncionou acesso, mostrar o acesso, explicar "a medicação que está instalada já correndo", se não tiver medicação correndo, é importante informar que testou o acesso e que está permeável ou se será necessário puncionar um novo acesso, se for PICC ou cateter umbilical, mostrar como está o acesso e quais medicações estão correndo em cada via. Informar se o RN já tomou banho e o tipo de banho que foi feito, se houve ou não intercorrências, como quedas de saturação durante os procedimentos. Informar o tipo de ventilação que o RN está recebendo: Se VM, mostrar os parâmetros do ventilador, se Cpap, se cateter de O2... se o RN mantém sonda oro ou nasogástrica, se aberta ou fechada, e, se for fechada, informar quanto e tipo de dieta que o RN está recebendo. Informar também se há exames para serem colhidos no próximo horário e quais são e há medicações para instalar já no início do próximo horário. Comunicar sobre o equilíbrio hidreletrolítico (perdas e ganhos do RN) se apresentou diurese e fezes e em que quantidade e aspecto, se manteve-se estável de modo geral. É importante comunicar efetivamente o máximo de informações possíveis para que o profissional que chega pra assumir seu plantão possa preparar-se para assumir os cuidados sem causar prejuízos na assistência do paciente.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Principais Doenças Imunopreveníveis

Este texto é do Portal do UNA_SUS, é um trecho de artigo que faz referência as doenças imunopreveníveis.
Doenças preveníveis por meio da vacinação


Há mais de 100 anos aconteceu a primeira campanha de vacinação em massa feita no Brasil. Idealizada por Oswaldo Cruz, o fundador da saúde pública no país, a campanha tinha o objetivo de controlar a varíola, que então dizimava boa parte da população do Rio de Janeiro.

O Brasil é referência mundial em vacinação e o Sistema Único de Saúde (SUS) garante à população brasileira acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ainda assim, muitas pessoas deixam de comparecer aos postos de saúde para atualizar a carteira de vacinação, e também de levar os filhos no tempo correto de aplicação das vacinas.

Atualmente, são disponibilizadas pela rede pública de saúde de todo o país 17 vacinas no Calendário Nacional de Vacinação, para combater mais de 20 doenças, em diversas faixas etárias. Há ainda outras 10 vacinas especiais para grupos em condições clínicas específicas, como portadores de HIV, disponíveis nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Apesar da maioria das pessoas acreditar que a vacina é somente para crianças, é importante manter a carteira de vacinação em dia em todas as idades, para evitar o retorno de doenças já erradicadas. Os adultos devem ficar atentos à atualização da caderneta em relação a quatro tipos diferentes de vacinas contra a hepatite B, febre amarela, difteria, tétano, sarampo, rubéola e caxumba. Para as gestantes, existem três vacinas disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação: hepatite B, dupla adulto e dTpa, que protege, além da hepatite, contra difteria, tétano e coqueluche.


Conheça algumas doenças preveníveis por vacina:

• Poliomelite é doença contagiosa, provocada por vírus e caracterizada por paralisia súbita geralmente nas pernas. A transmissão ocorre pelo contato direto com pessoas ou contato com fezes de pessoas contaminadas, ou ainda contato com água e alimentos contaminados.

• O tétano é uma infecção, causada por uma toxina (substância tóxica) produzida pelo bacilo tetânico, que entra no organismo por meio de ferimentos ou lesões na pele (tétano acidental) ou pelo coto do cordão umbilical (tétano neonatal ou mal dos sete dias) e atinge o sistema nervoso central. Caracteriza-se por contrações e espasmos, dificuldade em engolir e rigidez no pescoço.

• A coqueluche, também conhecida como tosse comprida, é uma doença infecciosa, que compromete o aparelho respiratório (traqueia e brônquios) e se caracteriza por ataques de tosse seca. É transmitida por tosse, espirro ou fala de uma pessoa contaminada. Em crianças com menos de seis meses, apresenta-se de forma mais grave e pode levar à morte.

• Haemophilus influenzae do tipo b é uma bactéria que causa um tipo de meningite (inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro), sinusite e pneumonia. A doença mais grave é a meningite, que tem início súbito, com febre, dor de cabeça intensa, náusea, vômito e rigidez da nuca (pescoço duro). A meningite é uma doença grave e pode levar à morte.

• O sarampo é uma doença muito contagiosa, causada por um vírus que provoca febre alta, tosse, coriza e manchas avermelhadas pelo corpo. É transmitida de pessoa a pessoa por tosse, espirro ou fala, especialmente em ambientes fechados. Facilita o aparecimento de doenças como a pneumonia e diarreias e pode levar à morte, principalmente em crianças pequenas.

• A rubéola é uma doença muito contagiosa, provocada por um vírus que atinge principalmente crianças e provoca febre e manchas vermelhas na pele, começando pelo rosto, couro cabeludo e pescoço, se espalhando pelo tronco, braços e pernas. É transmitida pelo contato direto com pessoas contaminadas.

• A caxumba é uma doença viral, caracterizada por febre e aumento de volume de uma ou mais glândulas responsáveis pela produção de saliva na boca (parótida) e, às vezes, de glândulas que ficam sob a língua ou a mandíbula (sub-linguais e sub-mandibulares). O maior perigo é a caxumba “descer”, isto é, causar inflamação dos testículos principalmente em homens adultos, que podem ficar sem poder ter filhos depois da infecção. Pode causar ainda inflamação dos ovários nas mulheres e meningite viral. É transmitida pela tosse, espirro ou fala de pessoas infectadas.

• A febre amarela é uma doença infecciosa, causada por um vírus transmitido por vários tipos de mosquito. O Aedes Aegypti pode transmitir a doença, causando a febre amarela urbana, o que, desde 1942, não ocorre no Brasil. A forma da doença que ocorre no Brasil é a febre amarela silvestre, que é transmitida pelos mosquitos Haemagogus e o Sabethes, em regiões fora das cidades. É uma doença grave, que se caracteriza por febre repentina, calafrios, dor de cabeça, náuseas e leva a sangramento no fígado, no cérebro e nos rins, podendo, em muitos casos, causar a morte.

• A difteria é causada por um bacilo, produtor de uma toxina que atinge as amídalas, a faringe, o nariz e a pele, onde provoca placas branco-acinzentadas. É transmitida, por meio de tosse ou espirro, de uma pessoa contaminada para outra.

• Hepatite B é uma doença causada por um vírus e que provoca mal-estar, febre baixa, dor de cabeça, fadiga, dor abdominal, náuseas, vômitos e aversão a alguns alimentos. O doente fica com a pele amarelada. A Hepatite B é grave, porque pode levar a uma infecção crônica (permanente) do fígado e, na idade adulta, levar ao câncer de fígado.

 

Fonte: Blog da Saúde, por Gabriela Rocha

CONHECENDO A REDE DE FRIO E A SALA DE VACINAS


Conforme o Manual de Procedimentos de Vacinação do MS de 2014, sobre as rotinas de Sala de Vacinas, para a organização e realização do trabalho diário em Sala de Vacinas é necessário:
"1 Início do trabalho diário
Antes de dar início à atividade de vacinação propriamente dita, a equipe deve adotar os
seguintes procedimentos:
Verificar se a sala está limpa e em ordem.
Verificar a temperatura do(s) equipamento(s) de refrigeração, registrando-a no mapa de registro
diário de temperatura.
Verificar ou ligar o sistema de ar-condicionado.
Higienizar as mãos, conforme a técnica preconizada.
Organizar a caixa térmica de uso diário.
Separar os cartões de controle dos indivíduos com vacinação aprazada para o dia de trabalho ou
consultar o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) para verificar
os aprazamentos.
Retirar do equipamento de refrigeração as vacinas e separar os diluentes correspondentes na
quantidade necessária ao consumo na jornada de trabalho, considerando os agendamentos
previstos para o dia e a demanda espontânea.
Organizar vacinas e diluentes na caixa térmica, já com a temperatura recomendada, colocandoos
em recipientes.
- Atentar para o prazo de utilização após a abertura do frasco para as apresentações em multidose.
- Organizar sobre a mesa de trabalho os impressos e os materiais de escritório.

Procedimentos anteriores à administração do imunobiológico

Antes da administração do imunobiológico, os seguintes procedimentos devem ser adotados:
Se o usuário está comparecendo à sala de vacinação pela primeira vez, abra os documentos
padronizados do registro pessoal de vacinação (cartão ou caderneta de vacinação ou mesmo
cartão-controle) ou cadastre o usuário no SI-PNI.
No caso de retorno, avalie o histórico de vacinação do usuário, identificando quais vacinas devem
ser administradas.
Obtenha informações sobre o estado de saúde do usuário, avaliando as indicações e as possíveis
contraindicações à administração dos imunobiológicos, evitando as falsas contraindicações,
conforme orientação do Manual do Ministério da Saúde relativa a cada
imunobiológico especificamente.
Oriente o usuário sobre a importância da vacinação e da conclusão do esquema básico de acordo
com o grupo-alvo ao qual o usuário pertence e conforme o calendário de vacinação vigente.
Faça o registro do imunobiológico a ser administrado no espaço reservado nos respectivos
documentos destinados à coleta de informações de doses aplicadas.
Na caderneta de vacinação, date e anote no espaço indicado: a dose, o lote, a unidade de saúde
onde a vacina foi administrada e o nome legível do vacinador, conforme orientação do MS.
O aprazamento deve ser calculado ou obtido no SI-PNI e a data deve ser registrada com lápis na
caderneta de saúde, no cartão de vacinação e no cartão-controle do indivíduo.

Notas:
• O aprazamento é a data do retorno do usuário para receber a dose subsequente da vacina, quando
for o caso.
• Os instrumentos de registro pessoal de doses aplicadas de imunobiológicos são disponibilizados
com os nomes de passaporte de vacinação, caderneta de saúde, cartão de vacinação, cartões de
clínicas privadas.

Para o controle por parte da equipe de vacinação, a unidade de saúde deve manter o cartão-controle
ou outro mecanismo para o registro do imunobiológico administrado. Tal instrumento deverá
conter os mesmos dados do cartão de vacinação do usuário, isto é, identificação, data, vacina/
dose administrada, lote e nome do vacinador.
Com a implantação do registro nominal de doses aplicadas (no SI-PNI), que inclui dados pessoais
e de residência, o cartão-controle poderá ser progressivamente desativado.
Faça o registro da dose administrada no boletim diário específico, conforme padronização.
Reforce a orientação, informando o usuário sobre a importância da vacinação, os próximos
retornos e os procedimentos na possível ocorrência de eventos adversos, conforme orientação dada
nas Partes IV e V deste Manual, na descrição do procedimento relativo a cada imunobiológico.

Administração dos imunobiológicos

Na administração dos imunobiológicos, adote os seguintes procedimentos:
Verifique qual imunobiológico deve ser administrado, conforme indicado no documento pessoal
de registro da vacinação (cartão ou caderneta) ou conforme indicação médica.
Higienize as mãos antes e após o procedimento NA TÉCNICA CORRETA.
Examine o produto, observando a aparência da solução, o estado da embalagem, o número do
lote e o prazo de validade.
Notas:
• O exame do imunobiológico pode ser feito logo no início das atividades diárias, pela manhã, ao
separar os produtos para o dia de trabalho.
• O exame não exclui a observação antes do preparo de cada administração.
Observe a via de administração e a dosagem.
Prepare o imunobiológico conforme orientação dada na
descrição dos procedimentos específicos relativos a cada imunobiológico encontradas no "Manual de Procedimentos em vacinação" do M.S. de 2014 que é a fonte de consulta deste conteúdo.
Administre o imunobiológico segundo a técnica específica do mesmo, uma vez que cada imunobiológico tem seu modo de armazenar, de preparar, tem uma via, uma dose e um aprazamento específico, conforme consta nos Calendários vacinais de cada público alvo.
Observe a ocorrência de eventos adversos pós-vacinação.
Despreze o material utilizado na caixa coletora de material perfurocortante.



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