sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Principais Doenças Imunopreveníveis

Este texto é do Portal do UNA_SUS, é um trecho de artigo que faz referência as doenças imunopreveníveis.
Doenças preveníveis por meio da vacinação


Há mais de 100 anos aconteceu a primeira campanha de vacinação em massa feita no Brasil. Idealizada por Oswaldo Cruz, o fundador da saúde pública no país, a campanha tinha o objetivo de controlar a varíola, que então dizimava boa parte da população do Rio de Janeiro.

O Brasil é referência mundial em vacinação e o Sistema Único de Saúde (SUS) garante à população brasileira acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ainda assim, muitas pessoas deixam de comparecer aos postos de saúde para atualizar a carteira de vacinação, e também de levar os filhos no tempo correto de aplicação das vacinas.

Atualmente, são disponibilizadas pela rede pública de saúde de todo o país 17 vacinas no Calendário Nacional de Vacinação, para combater mais de 20 doenças, em diversas faixas etárias. Há ainda outras 10 vacinas especiais para grupos em condições clínicas específicas, como portadores de HIV, disponíveis nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Apesar da maioria das pessoas acreditar que a vacina é somente para crianças, é importante manter a carteira de vacinação em dia em todas as idades, para evitar o retorno de doenças já erradicadas. Os adultos devem ficar atentos à atualização da caderneta em relação a quatro tipos diferentes de vacinas contra a hepatite B, febre amarela, difteria, tétano, sarampo, rubéola e caxumba. Para as gestantes, existem três vacinas disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação: hepatite B, dupla adulto e dTpa, que protege, além da hepatite, contra difteria, tétano e coqueluche.


Conheça algumas doenças preveníveis por vacina:

• Poliomelite é doença contagiosa, provocada por vírus e caracterizada por paralisia súbita geralmente nas pernas. A transmissão ocorre pelo contato direto com pessoas ou contato com fezes de pessoas contaminadas, ou ainda contato com água e alimentos contaminados.

• O tétano é uma infecção, causada por uma toxina (substância tóxica) produzida pelo bacilo tetânico, que entra no organismo por meio de ferimentos ou lesões na pele (tétano acidental) ou pelo coto do cordão umbilical (tétano neonatal ou mal dos sete dias) e atinge o sistema nervoso central. Caracteriza-se por contrações e espasmos, dificuldade em engolir e rigidez no pescoço.

• A coqueluche, também conhecida como tosse comprida, é uma doença infecciosa, que compromete o aparelho respiratório (traqueia e brônquios) e se caracteriza por ataques de tosse seca. É transmitida por tosse, espirro ou fala de uma pessoa contaminada. Em crianças com menos de seis meses, apresenta-se de forma mais grave e pode levar à morte.

• Haemophilus influenzae do tipo b é uma bactéria que causa um tipo de meningite (inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro), sinusite e pneumonia. A doença mais grave é a meningite, que tem início súbito, com febre, dor de cabeça intensa, náusea, vômito e rigidez da nuca (pescoço duro). A meningite é uma doença grave e pode levar à morte.

• O sarampo é uma doença muito contagiosa, causada por um vírus que provoca febre alta, tosse, coriza e manchas avermelhadas pelo corpo. É transmitida de pessoa a pessoa por tosse, espirro ou fala, especialmente em ambientes fechados. Facilita o aparecimento de doenças como a pneumonia e diarreias e pode levar à morte, principalmente em crianças pequenas.

• A rubéola é uma doença muito contagiosa, provocada por um vírus que atinge principalmente crianças e provoca febre e manchas vermelhas na pele, começando pelo rosto, couro cabeludo e pescoço, se espalhando pelo tronco, braços e pernas. É transmitida pelo contato direto com pessoas contaminadas.

• A caxumba é uma doença viral, caracterizada por febre e aumento de volume de uma ou mais glândulas responsáveis pela produção de saliva na boca (parótida) e, às vezes, de glândulas que ficam sob a língua ou a mandíbula (sub-linguais e sub-mandibulares). O maior perigo é a caxumba “descer”, isto é, causar inflamação dos testículos principalmente em homens adultos, que podem ficar sem poder ter filhos depois da infecção. Pode causar ainda inflamação dos ovários nas mulheres e meningite viral. É transmitida pela tosse, espirro ou fala de pessoas infectadas.

• A febre amarela é uma doença infecciosa, causada por um vírus transmitido por vários tipos de mosquito. O Aedes Aegypti pode transmitir a doença, causando a febre amarela urbana, o que, desde 1942, não ocorre no Brasil. A forma da doença que ocorre no Brasil é a febre amarela silvestre, que é transmitida pelos mosquitos Haemagogus e o Sabethes, em regiões fora das cidades. É uma doença grave, que se caracteriza por febre repentina, calafrios, dor de cabeça, náuseas e leva a sangramento no fígado, no cérebro e nos rins, podendo, em muitos casos, causar a morte.

• A difteria é causada por um bacilo, produtor de uma toxina que atinge as amídalas, a faringe, o nariz e a pele, onde provoca placas branco-acinzentadas. É transmitida, por meio de tosse ou espirro, de uma pessoa contaminada para outra.

• Hepatite B é uma doença causada por um vírus e que provoca mal-estar, febre baixa, dor de cabeça, fadiga, dor abdominal, náuseas, vômitos e aversão a alguns alimentos. O doente fica com a pele amarelada. A Hepatite B é grave, porque pode levar a uma infecção crônica (permanente) do fígado e, na idade adulta, levar ao câncer de fígado.

 

Fonte: Blog da Saúde, por Gabriela Rocha

CONHECENDO A REDE DE FRIO E A SALA DE VACINAS


Conforme o Manual de Procedimentos de Vacinação do MS de 2014, sobre as rotinas de Sala de Vacinas, para a organização e realização do trabalho diário em Sala de Vacinas é necessário:
"1 Início do trabalho diário
Antes de dar início à atividade de vacinação propriamente dita, a equipe deve adotar os
seguintes procedimentos:
Verificar se a sala está limpa e em ordem.
Verificar a temperatura do(s) equipamento(s) de refrigeração, registrando-a no mapa de registro
diário de temperatura.
Verificar ou ligar o sistema de ar-condicionado.
Higienizar as mãos, conforme a técnica preconizada.
Organizar a caixa térmica de uso diário.
Separar os cartões de controle dos indivíduos com vacinação aprazada para o dia de trabalho ou
consultar o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) para verificar
os aprazamentos.
Retirar do equipamento de refrigeração as vacinas e separar os diluentes correspondentes na
quantidade necessária ao consumo na jornada de trabalho, considerando os agendamentos
previstos para o dia e a demanda espontânea.
Organizar vacinas e diluentes na caixa térmica, já com a temperatura recomendada, colocandoos
em recipientes.
- Atentar para o prazo de utilização após a abertura do frasco para as apresentações em multidose.
- Organizar sobre a mesa de trabalho os impressos e os materiais de escritório.

Procedimentos anteriores à administração do imunobiológico

Antes da administração do imunobiológico, os seguintes procedimentos devem ser adotados:
Se o usuário está comparecendo à sala de vacinação pela primeira vez, abra os documentos
padronizados do registro pessoal de vacinação (cartão ou caderneta de vacinação ou mesmo
cartão-controle) ou cadastre o usuário no SI-PNI.
No caso de retorno, avalie o histórico de vacinação do usuário, identificando quais vacinas devem
ser administradas.
Obtenha informações sobre o estado de saúde do usuário, avaliando as indicações e as possíveis
contraindicações à administração dos imunobiológicos, evitando as falsas contraindicações,
conforme orientação do Manual do Ministério da Saúde relativa a cada
imunobiológico especificamente.
Oriente o usuário sobre a importância da vacinação e da conclusão do esquema básico de acordo
com o grupo-alvo ao qual o usuário pertence e conforme o calendário de vacinação vigente.
Faça o registro do imunobiológico a ser administrado no espaço reservado nos respectivos
documentos destinados à coleta de informações de doses aplicadas.
Na caderneta de vacinação, date e anote no espaço indicado: a dose, o lote, a unidade de saúde
onde a vacina foi administrada e o nome legível do vacinador, conforme orientação do MS.
O aprazamento deve ser calculado ou obtido no SI-PNI e a data deve ser registrada com lápis na
caderneta de saúde, no cartão de vacinação e no cartão-controle do indivíduo.

Notas:
• O aprazamento é a data do retorno do usuário para receber a dose subsequente da vacina, quando
for o caso.
• Os instrumentos de registro pessoal de doses aplicadas de imunobiológicos são disponibilizados
com os nomes de passaporte de vacinação, caderneta de saúde, cartão de vacinação, cartões de
clínicas privadas.

Para o controle por parte da equipe de vacinação, a unidade de saúde deve manter o cartão-controle
ou outro mecanismo para o registro do imunobiológico administrado. Tal instrumento deverá
conter os mesmos dados do cartão de vacinação do usuário, isto é, identificação, data, vacina/
dose administrada, lote e nome do vacinador.
Com a implantação do registro nominal de doses aplicadas (no SI-PNI), que inclui dados pessoais
e de residência, o cartão-controle poderá ser progressivamente desativado.
Faça o registro da dose administrada no boletim diário específico, conforme padronização.
Reforce a orientação, informando o usuário sobre a importância da vacinação, os próximos
retornos e os procedimentos na possível ocorrência de eventos adversos, conforme orientação dada
nas Partes IV e V deste Manual, na descrição do procedimento relativo a cada imunobiológico.

Administração dos imunobiológicos

Na administração dos imunobiológicos, adote os seguintes procedimentos:
Verifique qual imunobiológico deve ser administrado, conforme indicado no documento pessoal
de registro da vacinação (cartão ou caderneta) ou conforme indicação médica.
Higienize as mãos antes e após o procedimento NA TÉCNICA CORRETA.
Examine o produto, observando a aparência da solução, o estado da embalagem, o número do
lote e o prazo de validade.
Notas:
• O exame do imunobiológico pode ser feito logo no início das atividades diárias, pela manhã, ao
separar os produtos para o dia de trabalho.
• O exame não exclui a observação antes do preparo de cada administração.
Observe a via de administração e a dosagem.
Prepare o imunobiológico conforme orientação dada na
descrição dos procedimentos específicos relativos a cada imunobiológico encontradas no "Manual de Procedimentos em vacinação" do M.S. de 2014 que é a fonte de consulta deste conteúdo.
Administre o imunobiológico segundo a técnica específica do mesmo, uma vez que cada imunobiológico tem seu modo de armazenar, de preparar, tem uma via, uma dose e um aprazamento específico, conforme consta nos Calendários vacinais de cada público alvo.
Observe a ocorrência de eventos adversos pós-vacinação.
Despreze o material utilizado na caixa coletora de material perfurocortante.



IMUNIZAÇÃO E ATUALIZAÇÕES - DICAS PROF NATALE SOUZA


        O assunto principal desta vídeo aula é o detalhamento das vacinas do calendário vacinal, principalmente das crianças, com destaque para todas as vacinas "novas" que passaram a integrar esse calendário.
        Quem desejar conhecer mais profundamente o tema Imunização e Sala de Vacinas, eu indico o curso da prof. Natale que é excelente, com o conteúdo em PDF e o mesmo todo explicado por diversas vídeo-aulas, disponível pelo site:

http://www.concursosenfermagem.com/

        O conhecimento sobre as rotinas de Enfermagem em Sala de Vacinas é muito importante, principalmente para os profissionais que desejam atuar ou que já atuam na Rede de Atenção Básica de Saúde, que compreende as UBS's (Unidades Básicas de Saúde) e também, para aqueles que buscam aprovação em concursos públicos nesta área, porisso, decidi compartilhar aqui essa video aula da prof. Natale Souza que traz o tema atualizado para nós que estamos nos preparando e buscando aprimoramento profissional.
"Vacinação" pode ser:
_Vacinação de rotina;.
_Campanha de vacinação;
_Bloqueios Vacinais;

Abaixo, um breve "resumo das vacinas do Calendário Vacinal da Criança", sendo que as que forem "novas" estarão destacadas em negrito:

1. Vacina BCG - via intradérmica - dose 0,1 ml - local: inserção inferior do músculo deitóide direito - dose única ao nascer (ou, o mais precocemente possível, assim que a criança atingir 2Kg de peso) - é feita de bacilos atenuados para proteger contra a Tuberculose.

2. Vacina Hepatite B - via intramuscular - dose 0,5 ml - local: músculo vasto lateral da coxa - 1a dose ao nascer (feita com a vacina monovalente, a finalidade é que a criança incicie a produção de anticorpos contra o vírus da Hepaptite B.

* Obs.: Quando se fala de "esquema vacinal", quer dizer que, para uma criança ou adulto estar realmente "imunizada", ou seja, ter anticorpo pronto suficiente para a proteger de determinada doença, ela necessita completar todo o esquema vacinal daquela determinada vacina. Cada vez que ela recebe uma dose da vacina, ela é considerada vacinada, mas, só estará imunizada quando completar todo o esquema vacinal.

3.Vacina Pentavalente (DTP/Hib/ HepB. Protege contra a difteria, o tétano, a coqueluche, o vírus Haemophilus Influenza B, e a hepatite B) - é aplicada via intramuscular em vasto lateral da coxa. Tem 3 doses e dois reforços. As doses são aos 2, 4 e 6 meses (com a Pentavalente) e os reforços com 15 meses e 4 anos não mais com a vacina Penta, mas com a vacina DTP (pois os esquemas da imunização da Hepatite B e do Influenza B já se completam aos 6 meses).

4. VIP (Vacina Inativada contra Poliomielite) - é feita via intramuscular, também em vasto lateral da coxa. Seu esquema completo é chamado de "VIP, VIP, VOP, VOP". Aos 2 e 4 meses, a criança receberá a vacina tipo VIP (injetável).

5. VOP (Vacina Oral (atenuada)contra a Poliomielite)- 3 dose (via oral aos 6 meses) e reforço aos 15 meses com VOP (além das vacinas de campanha contra Poliomielite para crianças acima de 6 meses que também são com a vacina tipo VOP.

6.VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano) - é monodose, a criança a recebe aos 2 e 4 meses, protege contra formas graves de diarréia.

7. Vacina Pneumocócica 10 valente, a criança recebe aos 2, 4, e 6 meses (são três doses) e um reforço aos 12 meses.

8. vacina contra Febre Amarela, é administrada a parir do 6 mês dependendo da zona end~emica, em São Paulo, é no 9 mês. Esta vacina tem uma soroconversão (a capacidade de estimular a produção de anticorpos contra determinada doença), muito boa, portanto, a pessoa permanece protegida por bastante tempo. O reforço para as crianças que tomam a primeira dose aos 9 meses é aos 4 anos.

9. TetraViral - É uma vacina que incorporou mais uma doença, a catapora. Então, antes tinhamos a tríplice viral, agora a tetra viral que protege contra: Sarampo, Rubéola, Caxumba e Catapora. ´E feita aos 15 meses que é chamada a "idade dos reforços vacinais".

10. DTP (tríplice bacteriana) protege contra a difteria, coqueluche (Pertussis) e Tétano)serve como reforço da Pentavalente. A DTP é administrada aos 15 meses e aos 4 anos.

11. Vacina Meningocócica Conjugada C - É administrada aos 3 e 5 meses e seu reforço é aos 15 meses.São, portanto, duas doses e um reforço. É feita via intramuscular, também no músculo vasto lateral da coxa.

12. Vacina Contra a hepatite A - aos 12 meses (dose única).

13. Influenza - vacina sazonal, ou seja, todo o ano esta vacina recebe modificações de acordo com alterações dos vírus. É administrada em crianças de 6 meses a menores de 5 anos.





terça-feira, 4 de agosto de 2015

Coleta de sangue - Diagnóstico e monitoramento das DST, Aids e Hepatite...


Este vídeo do Tele Lab mostra como deve ser feita a coleta de sangue para exames para garantir a qualidade da amostra biólogica, nesse caso, do sangue coletado. Se desejar realizar gratuitamente os cursos do Tele Lab, basta inscrever-se no site www.telelab.aids.gov.br

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Punção venosa para administração de soro - Técnicas Básicas de Enfermagem



        Quando analisamos cada etapa envolvida na administração de medicamentos intravenosos, percebemos que a Enfermagem é responsável pela etapa final e propriamente dita do processo de "administrar" a medicação ao paciente. Sua responsabilidade está além de fornecer líquidos ou aplicar medicações via parenteral (pela veia), mas, envolve uma série de conhecimentos e atitudes inter-relacionadas sobre os medicamentos;e com informações corretas e atualizadas sobre o paciente.
        É necessário que cada profissional siga corretamente o protocolo de administração de medicações, que jamais negligencie, ou seja "pule" nenhuma etapa, para garantir a acertividade de suas ações de forma segura, e sem perder tempo nem recursos materiais.
        O ato de "instalar um determinado soro no paciente" envolve diversas etapas que precisam ser cumpridas:
        _ Primeiramente, o profissional deve observar atentamente todos os itens prescritos para o determinado paciente em seu turno;
        _Realizar a leitura e conferir junto a Enfermeira todos os itens prescritos para cada horário, e "tirar quaisquer dúvidas, seja sobre o horário, a dose ou o modo de preparo e administração das medicações;
       _Transcrever, ou seja, escrever em um papel ou formulário apropriado " o que está prescrito " para que ele se organize e não deixe de administrar nenhuma medicação cumprindo corretamente todos os certos: o paciente certo,  o medicamento certo, a dose certa, a via certa,  os horários certos, a diluição certa, a instalação certa, tudo precisar ser "antes" e "durante" conferido pelo profissional.
        _ Se é uma medicação por via intravenosa, antes de tudo, é preciso assegurar-se de que o acesso venoso do paciente está pérvio e sem sinais flogísticos, ou, caso ainda não esteja com acesso, deverá, antes de tudo, puncionar um acesso e mantê-lo salinizado com pressão positiva*.
        _Após transcrever para si e preparar também um rótulo para a medicação com todos os dados necessários (nome completo do paciente, leito, data de nascimento, medicação, horário de início, quantidade de ml/hr ou gotas por minuto), então o profissional já deve preparar todos os materiais que serão necessários para administrar a medicação (aqui em nosso caso, estamos falando de um soro);
        _Fazer o preparo da medicação de acordo com a prescrição médica e seguindo a técnica de preparo de medicamentos;
        _Administrar a medicação propriamente dita;
        _Checar na Prescrição médica;
        _ Realizar a anotação de enfermagem sobre o procedimento.
        _Deixar o local organizado e o paciente confortável, assegurando-se de que esteja tudo bem.

* Pressão Positiva: Técnica utilizada pela enfermagem para impedir que o sangue reflua em um catéter e venha, por ventura, obstruir um catéter. Para realizá-la:
_Prepare uma seringa com soro fisiológico (para catéter periférico neonatal, use a de 1 ml, para adultos e crianças maiores pode ser de 5 ml ou outra, mas, atenção, para permeabilizar catéter PICC use somente seringa de 10 ml);Conecte a seringa (sem agulha) em uma das vias do polifix conectado ao catéter e abra seu clamp,  e infunda o soro e, ao mesmo tempo em que infunde feche o clampe da extensão novamente, isso faz a pressão positiva no catéter, pois o mantém preenchido com SF0,9% impedindo que o sangue reflua da luz da veia para o catéter obstruindo-o.

Instalação de dispositivo venoso Técnicas Básicas de Enfermagem



        A técnica de punção venosa periférica consiste em utilizar um dispositivo venoso (Catéter sobre Agulha (catéter flexível ou jelco) ou catéter agulhado (Scalp) para "puncionar" ou seja, perfurar a parede da veia periférica selecionada previamente, ficando este dispositivo alocado na "luz da veia" sendo fixado externamente com uma cobertura que garanta sua posição e proteção, através da cobertura escolhida para fixar o catéter (exemplo steri strip, ou tiras de micropore) e para cobrir o local da inserção (filme transparente apropriado). É uma técnica que exige conhecimentos de anatomia e fisiologia da rede venosa e da técnica propriamente dita, além de habilidade prática (há profissionais que apresentam mais habilidade "manual", enquanto outros, necessitam de mais treinamento), porém, se há uma técnica, sempre que o profissional consegue realiza-lá corretamente, terá grandes chances de sucesso, logo na primeira tentativa de inserção do dispositivo na veia. Também é muito importante lembrar que, não só a punção, mas a fixação e manutenção do catéter na veia são imprescindíveis. A  lavagem com fluches do SF 0,9% ou outra solução recomendada pela instituição para manter a permeabilidade do acesso e a observação constante por parte do profissional para ver se há sinais flogísticos ou de infiltração no local do acesso venoso são ações que devem ser rigorosamente cumpridas para garantir que o paciente receba a medicação previamente prescrita e preparada com segurança. Este vídeo também faz parte do Programa Boas Práticas de Enfermagem da SPDM, este vídeo está disponível no you tube.

Higienização das Mãos - Técnicas Básicas de Enfermagem



        A primeira "técnica" que todo profissional da área de Saúde, e, principalmente os da área da Enfermgem (que prestam cuidados diretos aos pacientes) devem realizar, antes e após o contato com o paciente, é a lavagem correta das mãos.
        A lavagem das mãos é a primeira barreira contra infeccções, é a barreira mais preventiva, e jamais deve ser ignorada, pois, quantas vezes acontecem, por exemplo infeccções cruzadas, e/ou sepses tardias, que sempre terão, de alguma forma, sua causa atribuída a falta de higienização constante e correta dos profissionais de saúde. "Nós somos responsáveis" por prevenir as infecções, caso ignoremos a "primeira barreira que devemos manter" que é "a lavagem das mãos na técnica", estaremos dando brecha para a ocorrência de agravos a saúde dos nossos pacientes. A técnica precisa ser seguida pois foi elaborada com base em estudos científicos sobre controle e prevenção de infecções hospitalares. Assista essa primeira de várias outras vídeo aulas sobre temas relacionados "as técnicas básicas de Enfermagem" que foram criadas pelo Programa Sua Saúde na Rede pelo Canal no you tube da SPDM. São vídeos muito enriquecedores para aqueles que buscam aprimoramento e atualização na prestação de cuidados de enfermagem.

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