sábado, 28 de março de 2015

Enfermagem em Maternidade II - Conhecendo o Alojamento Conjunto

Primeiramente: Qual a definição de Alojamento Conjunto.

É o setor da Maternidade onde ficam juntos no quarto, a mãe e seu Rn saudável.
"É um sistema hospitalar em que o recém-nascido sadio, logo após o nascimento, permanece ao lado da mãe, 24 horas por dia, num mesmo ambiente, até a alta hospitalar. Tal sistema possibilita a prestação de todos os cuidados assistenciais, bem como, a orientação à mãe sobre a saúde do binômio mãe e filho. (Ministério da saúde, portaria n. 1.016, de 26 de Agosto de 1993)"

Também designado por Rooming-in, consiste na assistência hospitalar prestada a puerpera e ao RN juntos e simultaneamente. Colocados lado a lado no pós-parto, a mulher é estimulada a amamentar e a cuidar de sua criança tão logo quanto possível, com o objetivo principal de proporcionar e fortalecer o vinculo mae-filho e estimular o aleitamento materno. ( Brenelli-Vitali).

Evolução do Sistema de Cuidados a Gestante e Puérpera ao longo dos anos no Brasil.
Inicialmente, os partos não eram realizados em hospitais.

Cuidado domiciliar – partos não-hospitalares

Início do séc. XX: Enfermarias próprias (berçários) com normas rígidas de isolamento

Altas taxas de mortalidade infantil(por doenças infecciosas não controladas)

Institui-se os berçários: Separação mãe-filho

Final de 1940, inicio de 50: propostas de modificação da assistência

1970: Brasil

1985: Publicação do Programa de Reorientação da assistência obstétrica e pediátrica com as normas básicas do programa de Alojamento Conjunto.

1985: Publicação do Programa de Reorientação da assistência obstétrica e pediátrica com as normas básicas do programa de Alojamento Conjunto.

Déc. 70-80: Discussão sobre separação mãe-filho

1982: Ministério as Saúde promoveu o I Encontro sobre Alojamento Conjunto.

Como e porque o Sistema de Alojamento Conjunto foi pensado:

Considerando:

1) a necessidade de incentivar a lactação e o aleitamento materno,

2) favorecimento do relacionamento mãe/filho e o desenvolvimento de programas educacionais de saúde;

3) a necessidade de diminuir o risco de infecção hospitalar, evitar as complicações maternas e do recém-nascido;

4) a necessidade de estimular a integração da equipe multiprofissional de saúde nos diferentes níveis;

Considerando ainda:

Estatuto da Criança e do Adolescente (capítulo I, Art. 10, inciso V) que estabelece:

"Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes; públicos e particulares, são obrigados a manter alojamento conjunto, possibilitando ao neonato a permanência junto à mãe”.

a) Estimular e motivar o aleitamento materno, de acordo com as necessidades da criança

b) Fortalecer os laços afetivos entre mae-filho

c) Permitir a observação constante do recém-nascido pela mãe, o que a faz conhecer melhor seu filho

d) Oferecer condições à enfermagem de promover o treinamento materno

f) Manter intercâmbio biopsicossocial entre a mãe, a criança e os demais membros da família;

f) Manter intercâmbio biopsicossocial entre a mãe, a criança e os demais membros da família;

g) Diminuir o risco de infecção hospitalar;

h) Facilitar o encontro da mãe com o pediatra por ocasião das visitas médicas para o exame do recém-nascido, possibilitando troca de informações entre ambos

i) Desativar o berçário para recém-nascidos normais

1 - Mães - na ausência de patologia que impossibilite ou contra-indique o contato com recém-nascido.

2 - Recém-Nascidos - com boa vitalidade, capacidade de sucção e controle térmico, a critério de elemento da equipe de saúde.

2.1 - Considera-se com boa vitalidade os recém-nascidos com mais de 2 quilos, mais de 35 semanas de gestação e índice de APGAR maior que 6 no 5 minuto.

Em caso de cesariana, o filho será levado para perto da puépera entre 2 a 6 horas após o parto, respeitando as condições maternas.

1 - Recursos Humanos necessários num Alojamento Conjunto:

a) Enfermagem:

- 1 enfermeiro para 30 binômios.

- 1 auxiliar para 8 binômios.

b) Médicos:

- 1 obstetra para 20 mães

- 1 pediatra para 20 crianças

c)Outros Profissionais ( assistente social, psicólogo, nutricionista)

Os quartos e/ou enfermarias: 5 m2 para cada conjunto leito materno/berço.

O berço deve ficar com separação mínima de 2 m do outro berço.

Duplas mãe-filho por enfermaria deverá ser de no máximo 6.

Na área destinada a cada binômio mãe/filho, serão localizados: cama, mesa de cabeceira, berço, cadeira e material de asseio. Também:

1. A adoção do "Alojamento Conjunto" não representa a extinção do berçário;

. O "Alojamento Conjunto" não é um método de assistência utilizado para economizar pessoal de enfermagem, pois tem um alto conteúdo educativo que deve ser considerado prioritário.

Para cada enfermaria são necessários: 1 lavatório e um recipiente com tampa para recolhimento da roupa usada.

Para que o Alojamento Conjunto seja um setor que realmente represente um "ganho" na maternidade, a assistência de Enfermagem (além do fazer de toda a equipe de outros profissionais que atuem no setor)deve ser focada em alcançar resultados satisfatórios em todas as esferas do atendimento prestado e verificar constantemente os índices:

a) dos resultados quanto ao incentivo ao aleitamento materno;

b) do desempenho da equipe;

c) da aceitação do sistema pela mãe e familiares;

d) dos resultados quanto à morbi-mortalidade neonatal dentro do serviço;

e) dos conhecimentos maternos adquiridos quanto aos cuidados com a criança.


Enfermagem em Maternidade

Enfermagem em Maternidade _ "Cuidando do Binômio Mãe e recém nascido" Você conhece as atribuições do Auxiliar e do Técnico de Enfermagem em uma maternidade? Quais as suas principais rotinas neste setor? A partir deste post e em alguns próximos, vamos começar a conhecer mais a fundo, o "fazer" do profissional de enfermagem neste setor. Para iniciar, vamos ver exemplos de modelos de fichas utilizadas pela Enfermagem para realizar seus controles.
Estas fichas são utilizadas diariamente pela equipe de enfermagem,mais precisamente, pela Enfermeira, que, após realizar o Exame físico da puérpera e do RN quando da admissão destes na Maternidade (Alojamento Conjunto), então fará a Prescrição de Enfermagem por estas fichas de acordo com os achados que ela fez.Estas fichas compõem a SAE, "Sistematização da Assistência de Enfermagem". A partir destas prescrições, os Auxiliares e Técnicos de Enfermagem prestaram os devidos cuidados de enfermagem, além das medicações que forem prescritas pela médica ginecologista que acomapnha a mãe, e algum procedimento simples que a neonatologista prescrever para o RN, tais como, verificar a glicemia capilar do RN, uma vez que, no alojamento conjunto, só podem ficar com as mães, Rn's que estiverem sadios, seus cuidados serão de rotina tais como: banho de imersão na técnica (que veremos mais adiante), higiene do coto umbilical, higiene oral, verificação de sinais vitais e auxilio durante a amamentação à mãe para que esta saiba posicionar corretamente o bebê para este fazer uma pega correta e uma sucção efetiva. Veremos nos próximos posts, mais detalhadamente cada rotina da Enfermagem na Maternidade.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

RCP em Adulto com uso do DEA

     
Atendimento pré hospitalar por equipe socorrista:

         O primeiro passo é a equipe de atendimento pré hospitalar à vítima, realizar a sequência de ações para o reconhecimento da PCR (Parada cardio respiratória) que são:

  • O paciente não responde quando o profissional o chama: "senhor, senhor";
  • Ao observar o tórax do paciente, a equipe observa ausência de respirações ou respirações anormais (gasping);
  • Ao verificar o pulso na região carotídea ou femural do paciente, há ausência de pulsação (em até 10 segundos);
  • Quando é constatada a PCR, um dos profissionais entra em contato com a central de regulação, se for um socorrista (pessoa leiga ou familiar que verificou a PCR, deve imediatamente ligar, em SP, para o SAMU 192, ou para o corpo de bombeiros 193 e fornecer informações com relação ao nome da pessoa que está transmitindo a mensagem, local exato com ponto de referência (nome da rua, número da casa, edifício ou apartamento), se a vítima está em via pública, fornecer o máximo de informações sobre o local, quantas vítimas, idade, tipo de acidente, riscos para outro acidente que podem ser verificados pelo socorrista, lembrando que o socorrista não deve afastar-se do local e nem deixar a(s) vítima se movimentar e procurar mantê-la calma.
  • Enfim, entre em contato com o SAMU ou Bombeiros e inicie as 30 compressões torácicas, para duas ventilações, lembre-se que, atualmente a sequência é:
C - Copmpressões torácicas;
A - abertura de Vias aéreas;
B - respirações    
Como realizar a massagem cardíaca?
Com a região hipotenar de uma das mãos, na linha mamailar sobre o osso esterno.
 
Enquanto a outra mão fica sobre o dorso da primeira
Os braços devem permanecer estendidos e as compressões torácicas devem rápidas a uma amplitude de, no mínimo 5 centímetros em adultos, sendo exercidas com o peso do corpo do socorrista sobre os braços e mãos.
O socorrista que faz as compressões torácicas deve contar em voz alta, compressão por compressão até chegar a 30, assim: "1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15,... ..... ..... ....29, 30"
E, assim que ela a chega a 30 compressões (chamado de 1 (primeiro) ciclo, o segundo socorrista que estará posicionado próximo a cabeça da vítima, abre as vias aéreas e com a máscara posicionada,faz as duas ventilações.
 
  • No site Só Enfermagem você encontra três cursos gratuitos referentes a RCP, que são:
  • Curso de Desfibrilação;
  • Curso Carrinho de Emergência;
  • Curso Cuidados com pacientes intubados;
  • Acesse o link, faça sua inscrição e poderá começar o curso agora mesmo:
  •  
 
Como abrir as vias aéreas da vítima para as duas ventilações:
        A manutenção de vias aéreas permeáveis é imprescindível para a adequada ventilação da vítima inconsciente, pois o relaxamento muscular e o deslocamento da língua podem levar à obstrução, portanto, se for encontrada uma pessoa inconsciente, as vias aérea devem ser imediatamente abertas e a cavidade oral inspecionada, pois pode haver presença de vômitos ou corpos estranhos.
 
        Abri as vias aéreaas significa realizar a manobra de inclinação da cabeça e elevação do queixo, onde, o socorrista deve colocar uma de suas mãos na região frontal da vítima e o dedo médio e indicador da mão oposta sob a parte óssea da mandíbula, perto da ponda do queixo, e empurrar levemente para cima, inclinando a cabeça gentilmente para trás, sendo o pescoço gentilmente estendido (em casos clínicos). Ou então, pode-se usar a cânula de guedel para abrir as vias aéreas de forma não invasiva.
 
Técnica de inserção da cãnula de guedel
1. Um profissional abre manualmente as vias aéreas e outro é quem fará medição e colocação da cânula;
2. Para medir,  considera-se a distância entre a comissura labial e a ponta do lóbulo da orelha do mesmo lado;
3. No adulto, insere-se com a concavidade da cãnula voltada para o palato e, executa-se a rotação da cânula, quando esta alcança a porção posterior da orofaringe;
4. Na criança, executa-se a inserção da cânula com a concavidade voltada para a língua, sem executar a rotação, ou seja, ela já é inserida na posição em que deve ficar na orofaringe da vítima criança; 
 
Após as ventilações, faz-se a mensuração da cânula orofarímgea no paciente para após ser esta introduzida para garantir a permeabilidade da faringe à passagem de ar para os pulmões do paciente.

Após 5 ciclos, ou dois minutos de RCP deve ser realizada a desfibrilação com o DEA (Desfibrilador externo automático), onde a equipe deve ir seguindo as instruções.
1. Posiciona-se os eletrodos conforme a descrição do aparelho;
2. O DEA faz a análise do rítimo cardíaco;
3. O DEA informa agora para não tocar no paciente;
4. O DEA indica "Choque recomendado";
5. Charging ou seja "carregando";
6. Choque administrado;
Importante: Durante todo o tempo em que o DEA "fala" após o posicionamento dos eletrodos corretamente no tórax da vítima, ninguém deve mais tocar no pcaiente até que o choque já tenha sido administrado!!!
 
Após a administração do choque, a equipe repete 5 ciclos de 30 compressões mais duas ventilações (por dois minutos), e, depois, caso necessário, novamente o DEA.
 
Resumo:
A equipe de socorristas deve:
  • Verificar responsividade, respiração e pulso carotídeo ou femoral em até 10 segundos;
  • Constatada a PCR entrar em contato com a central de regulação ou SAMU 192;
  • Realizar 30 compressões torácias;
  • Abrir vias aérea e realizar duas ventilações;
  • Mensurar cânula orofaríngea;
  • Ligar o DEA após 5 ciclos ou dois minutos de RCP;
Acesse os links abaixo para ter acesso a aulas/cursos gratuitos sobre primeiros socorros e uso do DEA:
  • No site do Tec Saúde, especialização em urgência e emergência, no link: material didático, você tem acesso a vídeo aulas sobre procedimentos de urgência e emergência:
http://tecsaude.sp.gov.br/default.asp?dir=inc/videoaulas_procedimentos_ue.asp&esq=inc/menu_int.asp

  • No site da UNIFESP virtual em simulados on line você tem acesso aos seguintes temas com demonstrações multimídias:
Saiba Como Salvar - Suporte Básico utilizando o Desfibrilador Externo Automático (DEA)
http://www.virtual.epm.br/material/scs/index.htm

http://www.virtual.epm.br/material/scs/pt.htm
Por: Aluno Bolsista: Davi Jing Jue Liu
Orientador: Prof. Dr. Daniel Sigulem,
Coorientadora: Dra. Carla Ramalho de Assis.

da UNIFESP
Simulação Virtual Orientada - Suporte Básico. Como Salvar a Vida de uma Criança?
Todo desenvolvido por especialistas da UNIFESP, esse simulador on line pode ser acessado pelo link:
http://www.virtual.epm.br/material/sbv/sbvbetabx3.swf



 
 
 
 
 
 
        
 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Reconhecimento de PCR (Parada Cardio Respiratória)


        Se a equipe de atendimento pré hospitalar chega para atender adulto ou criança em suspeita de PCR, deve saber reconhecer e confirmar se a vítima está mesmo em PCR e saber como prestar prontamente o atendimento inicial no local para garantir a vítima chances de sobrevida.
        Os profissionais que prestam atendimento devem estar usando os seguintes equipamentos de proteção individual (EPI's):

  • Óculos;
  • Máscara;
  • Luvas;
  • Uniforme ou Avental com mangas longas;
  • Sapato fechado;
  • E, no atendimento pré hospitalar: Botas com Bico de Aço;
Quando a equipe deve suspeitar de PCR?
  • Se a vítima não responder;
  • E apresentar respiração ausente ou anormal (tipo gasping);
  • Ausência de pulso carotídeo ou femoral (verificar em até 10 segundos);
        É imprescindível saber reconhecer a PCR e realizar as manobras de RCP (Ressuscitação Cardio Pulmonar) com o objetivo de recuperar ou manter a oxigenação e perfusão cerebral.


Sequência de Manobras de RCP
        A partir das alterações das diretrizes da American Heart Association em 2010, a sequência de manobras A - B- C sendo que A= Abertura de Vias Aéreas, B = Respiração e C = Circulação/ Compressões Torácicas; passou a ser atualmente:
Muda para:      C - A - B
ou seja,
Faz-se inicialmente as compressões torácicas;
Em seguida, a abertura de VAS (Vias Aéreas);
Em seguida a Respiração (Máscara com ambú);
        
        
     

domingo, 2 de dezembro de 2012

Neonatologia - Definições Importantes e Vídeo aulas

      
Por Luciana Silva

         Neonatologia é a especialidade médico pediátrica que trata de cuidar dos recém nascidos de 0 a 28 dias (4 semanas ou primeiro mês de vida), e aindda, dentre desse príodo neonatal há também o período perinatal onde esão os fetos de 28 semanas ou mais, com peso ao nascer igual ou maior que 1.000 gramas, e os recém nascidos com até sete dias de vida. Esse período perinatal é muito utilizado em análises epidemiológicas da mortalidade infantil, pois esse período concentra, seguindo pesquisas do IBGE, aproximadamente 50% dos óbitos.
  • Recém nascido, neonato ou recém nato: É a criança nas quatro primeiras semanas de vida após o nascimento, ou seja, até o 28o dia de vida (essa definição foi feita pela OMS e é utilizada nas estatísticas mundiais);
  • Nascimento:  Segundo FIGUEIREDO, é  o "Processo pelo qual o concepto, vivo ou  mortom é expulso ou extraído do corpo da mãe, independente da idade gestacional".
foto do meu arquivo pessoal - Luciana Silva
 
O Cuidar de um Recém Nascido
 
              Ainda segundo FIGUEIREDO, "cuidar de um recém nascido é ajudá-lo a superar a fase de maior vulnerabilidade de vida do ser humano: a transição da vida intra uterina para a extrauterina".
        "Após o parto, toda a equipe deve trabalhar mãe filho juntos, mesmo que o RN esteja internado na UTI, sempre preparando-os para a amamentação, que deve acontecer assim que ambos estivem em condições para fazê-lo". É nesse momento que se formam os laços afetivos entre mãe e filho: segundo FIGUEIREDO,
 
        "Embora  durante a gestação (ambos, mãe &filho) vivessem como um só indivíduo, agora é que de fato irão se conhecer". 
        Assista essa palestra do Portal Educação sobre Assistência de Enfermagem em Neonatologia
   


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sondas e/ou Cateteres

Definições práticas:

Conhecendo basicamente cada um destes dispositivos:
Exs.: Cateter de Irrigação (mais acima), Cateter Folley (mais abaixo)


 
    Sonda: tubo flexível ou rígido introduzido num canal, natural ou não, com a finalidade de extrair ou introduzir algum tipo de matéria –urina, alimentos, medicamentos.
     
    Cateter: instrumento tubular introduzido no organismo com fins de monitorização de funções vitais, remoção de líquidos, introdução de medicamentos e sangue, soros.
     
            Todos esses dispositivos variam muito em seus tipos, modelos e técnicas de uso, pois podem ser utilizados para acessar, explorar, infundir ou drenar em várias regiões e sistemas do nosso organismo.
            Percebemos que soandas, drenos e cateteres podem acessar por diferentes motivos, os sistemas:
    Respiratório: através de sua inserção a partir das vias aéreas (alta ou baixa) ou tórax;
    Circulatório: através de sua inserção a partir da punção de um vaso periférico ou central;
    Digestório: através de sua inserção por via oral até o estômago ou intestinos;
    Nervoso: quando fica posicionado entre os espaços meningeos para retirar excesso de líquido devido a edemas ou outros casos;
    Outros tipos mais específicos para certas sitações.
     
    Modelos Básicos de Catéteres
    1. Catéteres de Acessos Venosos:
    Scalp: acesso venoso periférico com base de plástico em forma de borboleta que serve para o profissional segurar para angular a agulha com o bisel voltado para cima no momento da punção venosa. Indicado para coleta de exames de sangue, infusão de medicações e fluidos - medicações rápidas. É fixado com fita adesiva ou sacado após o término do procedimento.
     
    Vídeo da UNISA punção com scalp


    Jelco: acesso venoso composto por uma agulha e um invólucro, flexível e permanente, é fixado com fita adesiva na pele do paciente para a administração da medicação.Com este dispositivo, a agulha é retirada após o cateterismo venoso, permanecendo na luz do vaso, apenas o cateter (mandril) flexível.
     
    Vídeo Punção Venosa com Jelco ou Abocath Prof Marcos
     
     


    Intracath: acesso venoso central, passado por punção jugular, subclávia ou periférica. Sua extremidade fica na transição átrio-cava, fora da câmara cardíaca. Confirmar sua posição por RX de tórax. Fixado externamente com pontos na pele. Deve ser trocado a cada 2 semanas pelo risco de infecção.
    Kit de Intracath
     
     
    2. Catéteres Vesicais (Sondas Urinárias):
    Principais Objetivos:
  • Aliviar retenção urinária aguda ou crõnica;
  • Drenar a urina no pré e pós operatório;
  • Controlar a diurese;
  • Obter amostra de urina  estéril (Cateter de alívio);
  • Impedir a deistensão da bexida no pós operatório imediato (Cateter de demora);
  • Em casos de incontinência urinária;
  • Auxiliar em exames;
  • Tipos de Cateterismo Vesical:
    • De alívio;
    • De demora;
    • Para irrigação da bexiga;
  • Sonda Vesical de Demora: sonda de foley. É utilizadad quando o cateter deve permanecer por muito tempo na bexiga, para drenagem contínua ou intermitente de urina. Como ja dito, nesse procedimento é utilizado o cateter de folley que contém numeração e caloibre variados. Além de um sistema de coleta fechado que consiste em bolsa coletora e extensão que é conectada à extremidade do catéter para receber a urina drenada.

  • Sonda Folley
     
    Sistema Coletor Fechado
     
    • Veja os Vídeos de cateterismo Vesical de Demora Masculino e Feminino
    • o Enf. Stevan Coelho
    • Vídeo Ceteterismo Vesical de Demora  Masculino
    Materiais para o Cateterismo Vesical Masculino:
    Lave as mãos e prepare uma bandeja contendo:
    • 01 Pacote de cateterismo estéril com: cuba rim, cúpula redonda, pinça pean;
    • 01 campo fenestrado;
    • 02 ou mais pacotes de gase estéreis;
    • 02 seringas de 20ml;
    • 02 cateter vesical compatível com a idade do cliente e com a indicação médica;
    • Água destilada;
    • 01 Sistema de drenagem (coletor) fechado estéril;
    • Lubrificante xilocaína gel a 2% estéril;
    • 01 agulha 40x12;
    • Antisséptico (PVPI ou Clorexidina);
    • Luvas estéreis;
    • Luvas de procedimento;
    • Esparadrapo;
    • Saquinho para lixo;
    • Material para higiene íntima do cliente;
    • Impermeável;
    • Biombo e foco de luz, se nessário;
    • Forro;
    Descrição da Técnica de Cateterismo Vesical de Demora Masculino
    1. Verifique a prescrição do procedimento e lave as mãos;
    2. Providencie o material necessário;
    3. Prepare o cliente explicando-lhe sobre o procedimento;
    4. Prepare o ambiente para manter a privacidade do cliente, sua integridade física e a técnica asséptica do procedimento (coloque biombo, feche porta e janela);
    5. Lave novamente as mãos;
    6. Coloque as luvas de procedimento;
    7. Realize a higine íntima do cliente;
    8. Posicione o cliente em DDH (decúbito dorsal horizontal) e afaste as pernas;
    9. Abra o pacote de cateterismo próximo ao cliente;
    10. Disponha sobre o pacote de cateterismo (na parte interna extéril do pacote aberto) os materiais estéreis (cateter, coletor de sistema fechado, gases, 2 seingas, agulha, campo fenestrado aberto lateralmente);
    11. Coloque a solução antisséptica na cúpula redonda;
    12. Calce as luvas estéreis;
    13. Retire o ar do êmbolo da seringa, vedar o bico com o dedo indicador, solicitando que a pessoa coloque na seringa xilocaína (10 ml), com técnica asséptica, e readaptar o êmbolo ao corpo da seringa;
    14. Solicite também ajuda para aspirar água destilada;
    15. Realize o teste do balão, insuflando-o com água destilada (no volume recomendado pelo fabricante do cateter);
    16. Adapte o cateter ao sistema fechado;
    17. Monte a pinça com a gase e embeba na solução antisséptica que está dentro da cúpula redonda;
    18. Realize a antisspesia da região genital do paciente, seguindo a sequência:
    • região do meato urinário para o corpo de pênis;
    • utilizar movimento único para fora ou movimento circular, desprezando as gases no saco plástico (afastar o prepúcio com a mão esquerda);
    19. Injetar o lubrificante lentamente na uretra do paciente, ocluindo após por uns 2 minutos o meato urinário para não haver retorno da solução;
    20. Introduzir o cateter até a bifuração em Y;
    21. Constatar o retorno da urina e injetar água destilada para insuflar o balonete, retirar o campo fenestrado;

     
    22. Tracionar delicadamente o cateter até obter resistência;
    23. Reposicionar o prepúcio, recobrindo a glande (quando o paciente não for circuncizado);
    24. Fixar o cateter na região superior da coxa ou na região suprarpúbica;
    25. Prender a bolsa coletora adequadamente na cama;
    26. Retirar o material e deixar o cliente confortável;
    27. Retirar as luvas;
    28. Lavar as mãos;
    29. Anotar na bolsa coletora a data do procedimento;
    30. Realizar a anotação de enfermagem: hora, número e tipo de cateter, volume e aspecto da urina drenada, volume de água destilada utilizada para insuflar o balonete e intercorrências, assinar e carimbar;
    
    •  
    • Vídeo Cataterismo Vesical de demora  feminino
    Materiais para cateterismo vesical feminino:
    
    
     Idem ao masculino, com a diferença de que utiliza apenas uma seringa

    Descrição da Técnica de Cateterismo Vesical de Demora Masculino
    1. Verifique a prescrição do procedimento e lave as mãos;
    2. Providencie o material necessário;
    3. Prepare o cliente explicando-lhe sobre o procedimento;
    4. Prepare o ambiente para manter a privacidade do cliente, sua integridade física e a técnica asséptica do procedimento (coloque biombo, feche porta e janela);
    5. Lave novamente as mãos;
    6. Coloque as luvas de procedimento;
    7. Realize a higine íntima da cliente com esta em posição ginecológica;
    8. Posicione o cliente em DDH (decúbito dorsal horizontal) e afaste as pernas;
    9. Abra o pacote de cateterismo próximo ao cliente;
    10. Disponha sobre o pacote de cateterismo (na parte interna extéril do pacote aberto) os materiais estéreis (cateter, coletor de sistema fechado, gases, 2 seingas, agulha, campo fenestrado aberto lateralmente);
    11. Coloque a solução antisséptica na cúpula redonda;
    12. Calce as luvas estéreis;
    13. Disponha sobre as gases a xilocaína gel;
    14. Solicite também ajuda para aspirar água destilada;
    15. Realize o teste do balão, insuflando-o com água destilada (no volume recomendado pelo fabricante do cateter);
    16. Adapte o cateter ao sistema fechado e feche as presilhas de drenagem;
    17. Dobre as gases em quatro colocando-as na cúpula onde está o antisséptico, monte a pinça com a gase e embeba na solução antisséptica que está dentro da cúpula redonda;
    18. Realize a antisspesia da região genital da paciente, seguindo a sequência:
    • Separe os grandes e pequenos lábios com a mão não dominante;
    • Realize a antissepsia da região do meato uretral para a região pubiana dos pequenos lábios (sentido anteroposterior em movimento único);
    •  despreze o que vai sendo utilizado dentro do saco plastico de lixo infectante que deverá estar preso em local acessível para que você não contamine nada;
    19. Coloque o campo fenestrado com a abertura lateral;
    20. Lubrifique o cateter passando toda a sua extremidade na gase com anestésico;
    21. Introduza o cateter lentamente´até a bifurcação em y;
    22. Constate a saída da urina pela sonda (que, neste momento deve estar com sua ponta distal dentro da cuba rim que vai recebendo a urina drenada);
    23. Insufle o balonete;
    24. Tracione o cateter delicadamente até encontrar resistência e retire o campo fenestrado;
    25. Fixe a extensão do coletor com esparadrapo na região interna da coxa da cliente e posicione a bolsa coletora adequadamente (abaixo e presa nas laterais da cama);
    26. Retire os materiais utilizados e deixe o ambiente em ordem e a cliente confortável;
    27. Retire as luvas e descarte-as corretamente em lixo infectante e lave as mãos;
    28. Cheque a prescrição  e faça a identificação na bolsa coletora com a data do procedimento;
    29. Faça as devidas anotações de enfermagem, assine e carimbe.

  • Cateterismo surapúbico (Cistostomia) é o procedimento que estabele a drenagem (saída) da urina por meio da introdução de um catéter tipo Folley de forma percutânea ou pela incisão da parede abdominal anterior até a bexiga (VOLPATO&PASSOS 2009)


  •         Lembre-se: Os procedimentos evasivos à bexiga podem causar infecção e até comprometer ureteres e rins. É muito importante seguir com rigor a técnica asséptica (livre de microorganismos) para não levar infecção ao cliente. Jamais esqueça-se também de que antes de retirar a sonda de demora é necessário primeiro desinflar o balonete para não causar grave lesão na uretra do paciente! E, lave as mãos antes e após qualquer procedimento com o paciente. E ainda, o cliente com queda de resistência em seu sistema de defesa (imunológico) é mais predisponenete à infecção urinária. Se o paciente sofre de retenção urinária, não se deve drenar mais que 750 ml de urina de cada vez, para evitar uma descompressão brusca da bexiga.
    Cateter de Nelaton (Ceteterismo de Alívio)
    Sistema de coleta aberto
    • Sonda Vesical de Alívio: utilizada para coleta de urina em paciente sem micção espontânea e para esvaziamento vesical nos casos de retenção urinária. O cateter não permanece por mais tempo que o necessário para drenar a urina da bexiga, não contém balonete. É utilizado para colher amostrra estéril de urina destinada à exame, para esvaziar a bexiga do cliente após cirurgias. Nesse procedimento, utiliza-se o cateter de Nelaton, com numeração e calibre variados. Não se utiliza aqui o sistema de coleta fechado e o catéter é retirado após o esvaziamento da bexiga.





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