terça-feira, 27 de novembro de 2012

O Paciente Oncológico

         
         
        O tema Paciente Oncológico é muito abrangente e exige um olhar holístico, onde se considere os aspectos bio-psico-sociais deste cliente, e, não apenas, o falar em sua doença ou o tipo de câncer que apresenta, portanto, nesta pesquisa pretende-se conhecer num primeiro momento “quem é o paciente oncológico” _ sabendo que pode ser desde uma criança, um adolescente, mulher (inclusive gestante), homem, idoso e, considerando que cada um tem suas particularidades, estas vão implicar a todo o momento sobre como será vivido esta situação (de ser paciente oncológico tanto para o paciente quanto para sua família) desde o momento da descoberta da doença que ocorre muitas vezes até a partir da realização de exames preventivos, ou de idas ao hospital para consultas devido a queixas específicas, até o tratamento (porém, neste trabalho enfatizaremos o paciente, seus direitos, aspectos psicológicos do paciente e do “sobrevivente” do câncer,  e como é a doença de acordo com o tipo de câncer que seja (veremos aqui quatro tipos: CA  de mama, de útero, de estômago e Leucemias), e principalmente a assistência de enfermagem na prevenção (auxilio nos exames diagnósticos desta), não aprofundando sobre tratamentos quimio e radioterápicos) que serão tema de outra pesquisa.

 

 1 – Paciente Oncológico

·         O Paciente Oncológico

        É todo aquele diagnosticado com algum tipo de câncer (tumor maligno ou displasia maligna celular), podendo ser qualquer um: criança, homem, mulher, idoso, enfim, essa pessoa diagnosticada assim, com certeza sofrerá um grande impacto (principalmente se for a partir de adolescente), pois, crianças, principalmente as menores têm um entendimento bem mais “inocente”, muitas vezes nem sabem o que está acontecendo com elas, e, nesses casos, quem sofre mesmo o impacto são principalmente os pais e familiares que digamos “adoecem junto com elas”, e, além disso, dependendo da localidade em que moram muitas famílias precisam separar-se do doente durante o tratamento, como por exemplo, mães de crianças que saem de sua cidade natal com seu filho doente para vir tratar dele em Hospitais de referência aqui na capital (SP). Toda essa mudança já é suficiente para trazer grande temor e ansiedade pelo desconhecido, e pelo medo que esta doença ainda traz às pessoas apesar de todo avanço da medicina, uma vez que se sabe que seus sintomas e seu tratamento são ambos agressivos causando sofrimento tanto para o paciente quanto para sua família.

·         Direitos do Paciente Oncológico

O Paciente Oncológico possui vários direitos legais específicos devido ao fato de ter sofrer desta doença, os principais são:

Ø  O Trabalhador com câncer (neoplasia maligna) tem direito a sacar o PIS;

Ø  O Trabalhador que possuir dependente portador de câncer também pode sacar seu PIS;

Ø  O Trabalhador com câncer pode sacar seu FGTS;

Ø  O Trabalhador que possuir dependente seu com câncer pode sacar seu FGTS;

Ø  Receber o Amparo assistencial ao idoso e ao deficiente segundo a LOAS (Lei Orgânica de Assistência Social): De acordo com a lei, é o benefício que garante um salário mínimo mensal. O paciente de câncer tem direito ao benefício desde que se enquadre nos critérios de idade (65 anos ou mais), de renda ou na condição de deficiência descritos acima. Nos casos em que o paciente sofra de doença em estágio avançado, ou sofra consequências de sequelas irreversíveis do tratamento oncológico, pode-se também recorrer ao benefício, desde que haja uma implicação do seu estado de saúde na incapacidade para o trabalho e nos atos da vida independente.

Ø  Aposentadoria;

·         Particularidades dos Pacientes Oncológicos

        O Paciente Pediátrico: criança não é um adulto em miniatura. Tem características próprias, que as distingue das pessoas mais velhas. Consequentemente, câncer em criança é uma doença também com características próprias. Comparados com os do adulto, os tumores na infância são muito mais agressivos e evoluem muito mais rapidamente, porque atingem um ser em formação e, embora os tumores sejam mais agressivos nas crianças, a resposta ao tratamento costuma ser mais rápida do que a dos adultos, mas os tratamentos das crianças também são mais agressivos. Mas a criança, principalmente menor de 10 anos não tem a mesma noção de doença que o adulto e, porisso, pode ver o câncer como outra doença qualquer e, nos casos mais avançados é mais sedada para sentir menos dor e desconforto possíveis.

        O Paciente Adulto: De forma geral é muito mais afetado e sente muito mais o impacto desse diagnóstico em sua vida, porém, dependendo também da fé em Deus por parte desse paciente, percebemos que ele poderá encarar com muito mais esperança e força essa fase e até mesmo vir a superá-la.

        A Paciente Gestante: A gestante oncológica acaba por receber indicação de fazer aborto terapêutico devido à doença e a agressão do tratamento que, no primeiro trimestre leva o feto a ter má formação, porém há mulheres que, recebendo o diagnóstico acabam por optar em ter o bebê adiando ao máximo o tratamento, pois, justamente o fato de estarem grávidas da a elas força e estímulo para lutarem.

 

·         Enfermagem frente ao Paciente oncológico

        Para atuar em oncologia, o profissional de enfermagem precisa estar capacitado não apenas técnica e cientificamente para poder realizar todos os procedimentos necessários com segurança, quanto também dispor de todo um aporte ou condição psicológica para lidar com esses pacientes, uma vez que, muitas vezes não ocorre a cura e a evolução não é boa, o profissional aprende a manejar a dor, e tem que estar preparado para não adoecer junto com o paciente e sua família.    Hoje já existem cursos pós-técnicos em Oncologia que formam o profissional para atuar nesta área contemplando matérias específicas e estágios específicos na área para lidar desde com exames diagnósticos e de controle da doença, até como administrar quimioterapia e radioterapia e como lidar com o paciente oncológico nas diversas idades (infantil, adulto, idoso) e nos diversos tipos de CA.

2 - Cancer

O que é Câncer

        Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

        Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.

        Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.

         Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).


O que causa o câncer? (Fatores de Risco)

         As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.


        De todos os casos, 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais. Alguns deles são bem conhecidos: o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia. Outros estão em estudo, como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos.

        O envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam a sua suscetibilidade à transformação maligna. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais freqüente nesses indivíduos.Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (DNA) das células.

        O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes causadores de câncer. Por exemplo, o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão é diretamente proporcional ao número de cigarros fumados por dia e ao número de anos que ela vem fumando.

Fatores de risco de natureza ambiental
        Os fatores de risco de câncer podem ser encontrados no meio ambiente ou podem ser herdados. A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida). As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os 'hábitos' e o 'estilo de vida' adotados pelas pessoas, podem determinar diferentes tipos de câncer. Portanto, os principais fatores de risco para o câncer são:


Hereditariedade
       
São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel na oncogênese. Um exemplo são os indivíduos portadores de retinoblastoma que, em 10% dos casos, apresentam história familiar deste tumor. Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino parecem ter um forte componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de exposição dos membros da família a uma causa comum.

Fisiopatologia do Câncer
        As células que constituem os animais (eucariontes) são formadas por três partes: a membrana celular, que é a parte mais externa; o citoplasma (o corpo da célula); e o núcleo, que contêm os cromossomos, que, por sua vez, são compostos de genes. Os genes são arquivos que guardam e fornecem instruções para a organização das estruturas, formas e atividades das células no organismo. Toda a informação genética encontra-se inscrita nos genes, numa "memória química" - o ácido desoxirribonucleico (DNA). É através do DNA que os cromossomas passam as informações para o funcionamento da célula. Uma célula normal pode sofrer alterações no DNA dos genes. É o que chamamos mutação genética. As células cujo material genético foi alterado passam a receber instruções erradas para as suas atividades. As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados protooncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os protooncogenes transformam-se em oncogenes, responsáveis pela malignização (cancerização) das células normais. Essas células diferentes são denominadas cancerosas.

Bibliografia:

Manuais do INCA de Assistência de Enfermagem em Oncologia vols 1  e 2;
Cartilha do INCA: "Direitos do Paciente com Câncer";

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