terça-feira, 26 de julho de 2011

Técnicas Básicas 2 - Coleta de Sangue Venoso
Dica especial: Para ter acesso a um projeto didático completo sobre Terapia de Infusão Intravenosa, indico este da Dr. em Enf. Denise Costa Dias da UNIOESTE - Acesse pelo link:



Introdução
        Uma técnica que a enfermagem realiza rotineiramente seja em hospitais, clínicas ou laboratórios onde atua, porisso é de grande importância conhecer os pormenores da técnica, que recebe mudanças ou adaptações de acordo com o propósito para o qual é realizada. Basicamente, pode-se dizer que uma punção venosa é realizada por dois motivos de base principais:
  • Coletar amostras de sangue para exames (diversos);
  • Administrar medicamentos ou Venóclise (infusão, Terapia Intravenosa)
Assim sendo, quando realizamos uma punção venosa num paciente, ou iremos "retirar" amostras de seu sangue, ou iremos "colocar", "infundir" ou "adminsitrar" algo diretamente em sua corrente sanguínea esse é o ponto de partida a considerarmos, além disso temos que considerar vários outros fatores, tais como: idade do paciente, estado geral, tempo de permanência desse "acesso venoso", o que será infundido ou pra quais tipos de exames o sangue será coletado, são todas variáveis a considerar quando puncionamos uma veia, pois só então, poderemos escolher o melhor tipo de dispositivo intravenoso ( jelco, scalp, seringa e agulha, sistema vácuo, etc.) para a realização desse procedimento. Pausa...


Antes de quaisquer procedimentos e após, LAVAR AS MÃOS NA TÈCNICA!!!!!!


        :







Coloque as luvas de procedimento antes de realizar a punção para sua proteção, e vamos ao procedimento propriamente dito de coleta de sangue.


As luvas devem ser calçadas com cuidado para que não rasguem, e devem ficar bem aderidas à pele
para que o flebotomista não perca a sensibilidade na hora da punção.



Antissepsia do local da punção:


• Recomenda-se usar uma gaze com solução de álcool isopropílico ou etílico 70%, comercialmente
preparado.
• Limpar o local com um movimento circular do centro para a periferia.


Procedimento de Coleta de Sangue Venoso

As recomendações adotadas a seguir baseiam-se nas normas da NCCLS
Clinical Laboratory Standards)(National Committee for, atualmente denominada CLSI, bem como na experiência dos autores.

       

A escolha do local de punção representa uma parte vital do diagnóstico. Existem diversos locais
que podem ser escolhidos para a venopunção, apontados abaixo nas figuras 3 e 4.
Embora qualquer veia do membro superior que apresente condições para coleta possa ser
puncionada, as veias basílica mediana e cefálica são as mais freqüentemente utilizadas. A veia
basílica mediana costuma ser a melhor opção, pois a cefálica é mais propensa à formação de
hematomas.

Já no dorso da mão, o arco venoso dorsal é o mais recomendado por ser mais calibroso, porém
a veia dorsal do metacarpo também poderá ser puncionada.
• Áreas com terapia ou hidratação intravenosa de qualquer espécie.
• Locais com cicatrizes de queimadura.
• Membro superior próximo ao local onde foi realizada mastectomia, cateterismo ou qualquer
outro procedimento cirúrgico.
• Áreas com hematomas.
Fístulas artério-venosas.
• Veias que já sofreram trombose porque são pouco elásticas, podem parecer um cordão e têm
paredes endurecidas.

• Pedir para o paciente abaixar o braço e fazer movimentos suaves de abrir e fechar a mão.
• Massagear delicadamente o braço do paciente (do punho para o cotovelo).
• Fixação das veias com os dedos nos casos de flacidez.
• Equipamentos ou dispositivos que facilitam a visualização de veias ainda não são de uso rotineiro
e são pouco difundidos.

É importante que se utilize adequadamente o torniquete, evitando-se situações que induzam ao erro
diagnóstico (como hemólise, que pode elevar o nível de potássio, hemoconcentração, alterações na
dosagem de cálcio, por exemplo), bem como complicações de coleta (hematomas, parestesias). Portanto,
recomenda-se:
• Não usar o torniquete continuamente por mais de 1 minuto, já que poderia levar à hemoconcentração
e falsos resultados em certos analitos.
• Ao garrotear, pedir ao paciente que feche a mão para evidenciar a veia.
• Não apertar intensamente o torniquete, pois o fluxo arterial não deve ser interrompido. O pulso deve
permanecer palpável.

Garroteamento para punção
Garrotes

A Bandeja de Punção Venosa deve conter basicamente os seguintes materiais:
  • algodão com e sem alcool a 70%
  • Rótulos pré identificados com os dados do paciente para identificar os tubos que receberão as amostras de sangue;
  • Luvas de procedimento;
  • Requisição dos exames;
  • bandagem adesiva;
  • Descarpack para pérfuro cortantes
  • Dispositivo intravenoso apropriado, podendo ser jelco, scalp, seringa e agulha, ou sistema a vacuo.
  • jelco, com o número de acordo com o biotipo do paciente. Os jelcos são dispositivos flexíveis onde a agulha é envolvida por um mandril flexível, após a punção, a agulha é retirada ficando na luz da veia apenas o mandril. São numerados em números pares do 16 (maior e mais calibroso) até o 26 (menor e mais fino).


Da Esquerda para a Direita:
Jelco 16: Adolescentes e Adultos, cirurgias importantes, sempre que se deve infundir grandes quantidades de liquidos. Inserção mais dolorosa, exige  veia calibrosa.


Jelco 18: Crianças mais velhas, adolescentes e adultos. Administrar sangue, hemoderivados e outroas infusões viscosas. Inserção mais dolorosa, exige veia calibrosa.


Jelco 20: Crianças, adolscentes e adultos. Adequado para a maioria das infusões venosas de sangue e outras infusões venosas (hemoderivados).


Jelco 22: Bebês, crianças, adolescentes e adultos (em especial, idosos). Adequado para a amioria das infusões. É mais fácil de inserir em veias pequenas e frágeis, deve ser mantida uma velocidade de infusão menor. Inserção difícil, no caso de pele resistente.


Jelcos, 24 e 26: RN's, bebês, crianças, adolescentes e adultos (em especial, idosos). Adequado para a maioria das infusões, mas a celocidade de infusão deve ser menor. É ideal para veias muito estreitas, por exemplo, pequenas veias digitais ou veias internas do antebraço em idosos.


Ou/e
Scalp: Dispositivo tipo "butterfly" ou "borboleta", agulhado, mais utilizado para infusões venosas que deverão permanecer por menor tempo, pois, com este tipo de dispositivo a agulha permanece dentro da veia e por ser rígida, caso o paciente movimente o local da inserção, pode lesionar a veia, causando infiltração com edema, o que leva a necessidade da realização de outra punção em outro lugar, pois "perde-se a veia". Esses dispositivos são numerados em números ímpares do 19 (agulha maior e mais calibrosa) ao 25 (agulha menor e menos calibrosa).


Sistema a Vácuo:
                                        

5 comentários:

  1. Esse explicativo esta perfeito,até quem não entende muito, a linguagem esta bem clara obrigado me ajudou muito.
    Cristina B.

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  2. Bom dia. Texto objetivo e bem elaborado. Obrigado pela aula.

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  3. gostei muito,bem explicado. que ajuda no nosso entendimento .obrigada por me ajudar

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